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Pêras com queijo quark

por Paula, em 15.05.15

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Penso em probabilidades, em combinações extravagantes, mas é a simplicidade que me leva sempre a melhor. Não concebo a vida de outra forma. E porque a cozinha é o meu laboratório de free time cooker and inventor, é nela que consigo aplicar a minha filosofia de vida, as minhas alegrias e as minhas tristezas. Cozinhar um prato simples é, por isso, algo que me dá um grande prazer. E utilizar um ingrediente novo  faz-me sentir tão feliz quanto uma criança que descobre uma história nova cheia de magia e cor porque é conhecimento adquirido.

 

A receita de hoje tem um ingrediente que nunca tinha utilizado antes. Trata-se do queijo quark - um queijo alemão que se pode encontrar à venda no Lidl (passo a publicidade). Tradicionalmente é feito com leite fermentado com bactérias acido-lácteas ou coalho. Ao separar-se o leite coalhado e as partes sólidas das líquidas, obtém-se um soro que dará então origem ao quark, a que se juntará ainda nata de acordo com a percentagem de gordura que se queira dar ao queijo. É bom para utilizar em sobremesas e bolos, um pouco à semelhança do mascarpone, mas um pouco mais ácido e com uma textura mais "primitiva".

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INGREDIENTES

2 pêras packman

1 c. de sopa de manteiga

1 c. de sopa de açúcar amarelo

1 pitada de sal fino

2 c. de sopa de licor Cointreau

Queijo quark q.b.

Canela em pó a gosto

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar as pêras e cortar ao meio, retirar as sementes e voltar a partir em 3 partes cada metade.

 

Colocar a manteiga numa sertã, adicionar as pêras de modo a que fiquem todas em contacto com a base do recipiente. De seguida, temperar com uma pitada de sal. Cobrir com o açúcar e deixar cozinhar durante cerca de 5 minutos.

 

Voltar as pêras de modo a ficarem cozinhadas do outro lado. Regar com o licor Cointreau e deixar cozinhar até que fiquem um pouco caramelizadas.

 

Bater bem o queijo quark  para que fique mais cremoso. Reservar.

 

Colocar as pêras num prato e juntar o queijo quark e a canela.

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Cada pedaço de pêra encontra-se revestido de uma leve camada de caramelo saboroso que a adição de sal eleva a outro patamar. Quando se trinca o caramelo que envolve a fruta, dá-se uma explosão de sabores e de texturas na boca. O contraste entre o caramelo e a polpa da pêra é muito bom. Para quebrar o doce e o sabor mais intenso da manteiga, o queijo quark funciona lindamente por ser ligeiramente ácido, pois refresca o palato. Pode substituir-se o queijo por natas frescas ou iogurte.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Pudim de frutos vermelhos

por Paula, em 06.05.15

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Quem disse que uma sobremesa tem que ser doce!? Nada mais errado. Há sobremesas que se podem confeccionar com menos açúcar sem comprometer o sabor e a etapa da refeição. Ou seja, mesmo com menos açúcar continuará a ser uma sobremesa! É o caso deste pudim de frutos vermelhos que vi o Rudolph van Veen fazer num dos seus programas. Não memorizei a receita, por isso este é o resultado de algo que foi acontecendo sem ser programado e muito ao ritmo das mãos que comandaram este serviço de cozinha caseira.

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 INGREDIENTES

1 embalagem de pão de forma integral (sem côdea)

500 g de morangos frescos, lavados e cortados em metades

300 g de framboesas (congeladas)

300 g de mistura de frutos vermelhos (congelada)

1 vagem de baunilha

200 g de açúcar

Sumo de limão q.b.

 

PREPARAÇÃO

Lavar os morangos e cortar em metades. Reservar.

 

Cobrir uma forma de loiça redonda (ou tigela larga) com película aderente deixando comprimento suficiente para cobrir a abertura da forma.

 

De seguida, forrar a forma com o pão calcando para que este adira bem dos lados. Reservar.

 

Colocar metade dos frutos vermelhos num tacho juntamente com o açúcar, a vagem de baunilha e o limão. Deixar levantar fervura e cozinhar cerca de 5 minutos. Adicionar os restantes frutos vermelhos e deixar que cozinhem um pouco.

 

Tirar do lume e deitar um pouco da calda num recipiente e reservar. Deitar o preparado na forma, calcando à medida que se vai deitando de modo a que o pão absorva bem o liquido. Cobrir com mais fatias de pão e fechar com a película aderente. Com um prato calcar bem para que o pão continue a absorver os sucos de fruta e a mistura fique compacta. Levar ao frigorifico (com o prato a cobrir a forma e a fazer peso) de um dia para o outro.

 

Na hora de servir, abrir a película aderente que cobre a parte superior e deitar o pudim num prato de servir. Regar com a calda que se reservou e enfeitar com frutos vermelhos frescos. Servir com natas batidas ou com gelado de baunilha.

 

Se se desejar uma consistência mais firme dever-sé-á utilizar 4 a 5 folhas de gelatina que se demolham num pouco de água e se dissolvem levando o recipiente ao microondas durante 10 segundos e envolver no preparado de frutas.

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É um pudim diferente, cheio de sabor a fruta e com muita cor. O pão fica óptimo nesta conjugação. É o Verão na mesa. Uma receita vencedora!

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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A simplicidade de um prato doce

por Paula, em 08.01.15

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É das simples conjugações que nascem sérios momentos de deleite. Seja em que campo for. A afirmação é categórica. A vida tem-me mostrado que desviar caminho da simplicidade traz-me inquietação, infelicidade e desconforto. Acima de tudo, desconforto. Sinto-me estranha fora dela. Por isso, tenho tentado agarrar-me a esta forma de viver com força, para não me perder.

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Quando vou à terra, situada num dos mais bonitos vales da Serra da Estrela, é que me dou conta do desconforto do resto dos dias. Ali, respiro outro ar, consigo pensar e olhar com olhos de ver o que me rodeia.

 

Em Dezembro, quando caiu o nevão deste Inverno, tive oportunidade de repor energias nas faldas da Serra da Estrela. Um bálsamo para os sentidos. Mesmo com frio, sentia uma quase obrigação de abrir a janela do carro para respirar o ar característico daquela terra.

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Temos, nestas deslocações, um hábito tão impregnado que mais parece obrigação de romaria. O almoço de despedida, normalmente, é feito no Restaurante das Pedras Lavradas. O pedido é quase sempre o mesmo: cozido à portuguesa. Quanto à sobremesa, essa faz jus à simplicidade que é a identidade das gentes e daquela região. Feita com queijo e doce, nada mais se quer no prato, que o deleite é coisa que se sente logo na primeira garfada.

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O requeijão com doce de abóbora é, pois, a sobremesa perfeita. Com apenas dois ingredientes, se oferece felicidade num prato. Para o efeito, basta fatiar um requeijão, dispô-lo num prato e cobrir com doce de abóbora a gosto. Tão simples.

 

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 Bom apetite!

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No Dia de Reis o bolo-rei sobressai em muitas mesas de convívio, mesmo que não seja muito apreciado. Nestes dias, cá em casa, sobra sempre um pouco. Adoro comê-lo torrado e barrado com manteiga. Aliás, foi assim que comecei a comer este bolo natalício.

 

Há uns dias vi a Filipa Gomes do «Prato do Dia», programa do canal 24Kitchen, a fazer um pudim com as sobras de bolo-rei. E gostei de mais esta sugestão da animada apresentadora/cozinheira. Por isso, quando reparei que tinha sobras do bolo-rei, achei que tinha uma oportunidade para fazer um pudim idêntico ao confeccionado pela Filipa. Fi-lo de uma forma mais simples, aproveitando o que tinha em casa. Partilhei-o com os meus pais e com a minha amiga Isabel M., que apareceu de surpresa, e foi aprovado.

 

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INGREDIENTES

½ de um bolo-rei médio

300 ml de leite de amêndoa

4 ovos

Canela q.b.

100 g de amêndoa triturada

Noz macadâmia a gosto

Figos secos, partidos em quartos e sem o pé, a gosto

Xarope de ácer a gosto (ou mel)

2 c. de sopa de açúcar amarelo (ou a gosto)

Manteiga q.b.

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180º C. Barrar uma travessa de ir ao forno com manteiga. Cortar o bolo-rei em fatias e dispor na travessa. Dispor mais umas nozes de manteiga por cima do bolo. Adicionar as nozes e dos figos. Cobrir com a amêndoa triturada, canela e xarope de ácer a gosto.

 

De seguida, bater o leite com os ovos e canela a gosto. Regar o bolo com este preparado e finalizar com açúcar amarelo.

 

Levar ao forno durante 40 minutos. Servir morno.

 

Este pudim fica pouco doce e com uma textura agradável. Nem parece que estamos a comer bolo-rei.

 

Bom apetite!

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Requeijão com pêssego e lavanda

por Paula, em 24.04.14

 

Requeijão com pêssego e lavanda

 

A lavanda não é muito consensual no que à cozinha diz respeito. O seu aroma é um dos meus favoritos, mas tem estado sempre associado ao ambiente de casa ou à estética. A sua utilização na culinária ainda não tinha tido o seu tempo de antena no meu petit bistro.

 

Há uns bons meses, comprei um pacote para fazer uma panacotta. Todavia, quando me deparei com esta receita na revista El Mueble tive vontade de arriscar e fazê-la para o aniversário do meu pai. A parte boa é que consegui adoptá-la ao regime da diabetes; a menos simpática é que a maioria não apreciou o aroma e o sabor da lavanda na comida. Como gostei, aqui deixo a receita para os mais audazes.

 

 

Requeijão com pêssego e lavanda

 

INGREDIENTES

 

3 pêssegos (ou uma lata de pêssego em calda)

120g de requeijão

4 c. de sopa de mel

1 c. de chá de lavanda para uso culinário

Sumo de ½ limão

1 c. de sopa de açúcar

 

PREPARAÇÃO

Começar por lavar e tirar a pela aos pêssegos e cortá-los em rodelas. Polvilhar com açúcar e regar com o sumo de limão.

 

De seguida, começar a empratar. Para o efeito, colocar um aro de metal sobre o prato de servir e colocar camadas alternadas de pêssego e requeijão.

 

Depois, levar o mel e a lavanda ao lume até ganhar temperatura e os sabores se fundirem. Retirar e regar os pastéis de requeijão e pêssego. Deixar arrefecer e servir.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Fatias douradas com framboesas e amoras

 

Há quem diga que as fatias douradas são para o Natal. Embora as cores nos transportem para lá, a verdade é que a combinação de frutos vermelhos, canela e baunilha é perfeita para um excelente início de qualquer dia. Devem ser acompanhadas com uma chávena de café, um livro e boa companhia. É uma bela forma de dizer bom dia!

INGREDIENTES

 

2 bolas de pão

150grs de framboesas e amoras

Açúcar q.b.

½ vagem de baunilha

Canela q.b.

Óleo de girassol q.b.

1/2L de leite

2 ovos batidos

 

PREPARAÇÃO

 

Começar por preparar a compota de frutos vermelhos. Para o efeito, colocar os frutos num tacho, cobrir com açúcar e adicionar a vagem de baunilha.

 

Levar ao lume até o açúcar dissolver e ficar com a consistência desejada. Descartar a vagem de baunilha. Reservar.

 

Misturar a canela e o açúcar num prato. Reservar.

 

Entretanto, fatiar as bolas de pão (que devem ser do dia anterior). Embebe-las em leite e passar por ovo. Levar a frigir em óleo de girassol até ficarem douradas. Escorrer o excesso de óleo num prato coberto com papel absorvente.

 

Passar as fatias pela mistura de canela e açúcar e regar com a compota de frutos vermelhos.

 

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Mousse de Laranja

por Paula, em 28.12.12

 

 

Não podia passar o Natal sem utilizar laranjas. É fundamental tê-las na mesa nesta época. Adoro o aroma fresco e cítrico que fica na cozinha quando as descasco e as uso num prato qualquer. São um bálsamo culinário.

 

Optei por fazer uma mousse que há muito desejava experimentar e adorei o resultado - uma sobremesa doce com um ligeiro travo ácido muito agradável. As raspas que se vão encontrando tornam-na ainda mais interessante.

 

 

 

 INGREDIENTES

230 g de açúcar

8 gemas de ovo

4 claras de ovo

Sumo de 2 laranjas grandes

Raspa de 1/2 laranja

Água q.b.

 

PREPARAÇÃO

  1. Deitar o açúcar num tacho, cobrir com água e deixar ferver até atingir o ponto espadana. Retirar e deixar amornar.
  2. Bater bem as gemas e juntar ao açúcar.
  3. Adicionar a raspa e o sumo das laranjas e levar novamente ao lume, mexendo sempre, até o preparado querer levantar fervura. Retirar e deixar arrefecer.
  4. Bater as claras em castelo e adicionar lentamente e sem bater o preparado anterior a estas.
  5. Colocar numa taça de servir e deixar a repousar no frigorífico de um dia para o outro.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Figos Com Queijo Fresco e Mel

por Paula, em 12.09.12

 

Os figos lembram-me sempre um episódio da minha infância em que subi a uma figueira alheia e por lá passei a tarde a comer figos ainda verdes. Tal qual castigo aplicado, o resultado não foi simpático, mas não me fez perder a gulosice que me assalta nesta época do ano.

 

Ontem, desejei imenso comer figos. Passei o dia a torcer para que os meus pais, que desceram a Lisboa, me trouxessem figos serranos.

 

Quando cheguei a casa, os meus olhos ficaram pregados na cesta de verga depositada num canto da cozinha. Animados, falavam-me de todos os outros frutos e legumes que compunham o sortido, mas eu só ouvia a palavra figos. E enquanto os tentava escutar, assaltava o pequeno cesto. :-)

 

  

Esta composição surgiu por acaso. São três ingredientes de que gosto bastante e que utilizo com frequência e, por isso, resolvi juntá-los e fazer uma entrada para o almoço que, noutra variante, poderá perfeitamente ser uma sobremesa.

 

Ingredientes:

(Serve dois)

  • 2 figos
  • 2 queijos frescos
  • 2 c. de sopa de mel

 

Preparação:

  1. Lavar e cortar os figos em quatro gomos. Dispor em dois pratos.
  2. Cortar o queijo fresco e dispor nos pratos.
  3. Regar com o mel.

 

Fica uma delícia! :-)

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Strudel de Maçã

por Paula, em 05.09.12

 

Um baile. Noite estrelada. Uma vista para o rio que murmura doces palavras à lua. Doces e genuínas, como esta sobremesa.

  

 

 

Ingredientes:

(para 6 a 8 fatias)

  • 4 ou 6 folhas de massa filo
  • 6 maçãs médias
  • 4 c. de sopa de açúcar amarelo
  • 1 c. de chá de canela
  • 2 c. de sopa de manteiga
  • Mais um pouco de manteiga derretida para pincelar as folhas de massa filo (uso Vaqueiro liquida)
  • Pão ralado q.b. ou amêndoa ralada q.b.
  • Açúcar em pó q.b. para polvilhar

 

Preparação:

  1. Lavar e descascar as maçãs e cortá-las em fatias finas.
  2. Derreter a manteiga e juntar as maçãs e o açúcar.
  3. Deixar ferver em lume brando durante 12 minutos, mexendo ocasionalmente.
  4. Juntar a canela e o pão ralado (ou amêndoa ralada). Envolver e deixar arrefecer.
  5. Num pano, colocar uma folha de massa filo, pincelar com a manteiga líquida e polvilhar com pão ralado. Sobrepor outra folha e repetir o processo até acabarem as folhas.
  6. Colocar o preparado de maçã nas folhas.
  7. Enrolar e colar as pontas com manteiga. Dobrar as referidas pontas laterais e virar a parte lisa para cima.
  8. Barrar um tabuleiro com um pouco de manteiga líquida e levar ao forno aquecido a 175.º ou 180.º por 30 minutos ou até a massa ficar dourada.
  9. Retirar e deixar arrefecer ligeiramente, empratar e polvilhar com açúcar em pó.
  10. Servir em fatias cortadas na diagonal.

 

Esta é uma sobremesa fácil de fazer e que fica sempre bem. Pode usar-se manteiga ou azeite para pincelar as folhas da massa filo, sendo que este último deixa um sabor mais acentuado. Prefiro a manteiga.

 

 

A receita foi retirada do livro de György Hargitai intitulado Cozinha Húngara. Reduzi as quantidades para metade porquanto a receita original dá para 12 fatias.

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