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Pão de canela e avelãs

por Paula, em 08.08.15

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Fazer pão é talvez uma arte tão antiga como a própria função de cozinhar. Este constitui a base da alimentação em qualquer sociedade ou cultura, no sentido de que em todas elas existe uma forma própria de fazer pão.

 

Trata-se de um processo longo que requer boas mãos e, sobretudo, bons ingredientes, a começar pela farinha. A arte de amassar pede saber, experiência e vontade. Se no tempo da minha mãe era obrigatório saber amassar o pão, o que na minha família felizmente ainda perdura, agora, no meu, a tarefa está mais facilitada devido às máquinas para fazer pão. Sinto-me uma sortuda, pois sei que não tenho (ainda) mãos nem saber para amassar o pão como deve ser.

 

Por isso, a receita de hoje é uma forma de contornar o não saber e aproveitar as vantagens de viver numa era em que existem utensílios robotizados para quase todas as tarefas ligadas à culinária.

 

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INGREDIENTES

300 ml de água morna

300 g de farinha de trigo para pão (tipo 65)

200 g de farinha integral

2 colheres de sopa de mel

1 colher de chá de sal (fino)

25 g de fermento de padeiro

1 colher de chá de canela

4 colheres de sopa de azeite extra virgem

150 g de avelãs (picadas grosseiramente)

 

PREPARAÇÃO

Regular a máquina de fazer pão para o programa pão branco e para as 750 g.

 

Na cuba da máquina, colocar a água, o sal, as farinhas peneiradas, a canela, o fermento de padeiro, o mel e o azeite (respeitar esta ordem para não colocar o sal e o fermento juntos). Iniciar o programa.

 

Depois de amassar a massa, ou seja, 20 minutos depois de iniciado o programa, a máquina emitirá um sinal sonoro para que se adicione as avelãs.

 

Deixar a máquina finalizar o programa, retirar o pão e dispô-lo sobre uma rede para que arrefeça um pouco. Servir ainda quente com manteiga ou compota a gosto.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Pudim de frutos vermelhos

por Paula, em 06.05.15

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Quem disse que uma sobremesa tem que ser doce!? Nada mais errado. Há sobremesas que se podem confeccionar com menos açúcar sem comprometer o sabor e a etapa da refeição. Ou seja, mesmo com menos açúcar continuará a ser uma sobremesa! É o caso deste pudim de frutos vermelhos que vi o Rudolph van Veen fazer num dos seus programas. Não memorizei a receita, por isso este é o resultado de algo que foi acontecendo sem ser programado e muito ao ritmo das mãos que comandaram este serviço de cozinha caseira.

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 INGREDIENTES

1 embalagem de pão de forma integral (sem côdea)

500 g de morangos frescos, lavados e cortados em metades

300 g de framboesas (congeladas)

300 g de mistura de frutos vermelhos (congelada)

1 vagem de baunilha

200 g de açúcar

Sumo de limão q.b.

 

PREPARAÇÃO

Lavar os morangos e cortar em metades. Reservar.

 

Cobrir uma forma de loiça redonda (ou tigela larga) com película aderente deixando comprimento suficiente para cobrir a abertura da forma.

 

De seguida, forrar a forma com o pão calcando para que este adira bem dos lados. Reservar.

 

Colocar metade dos frutos vermelhos num tacho juntamente com o açúcar, a vagem de baunilha e o limão. Deixar levantar fervura e cozinhar cerca de 5 minutos. Adicionar os restantes frutos vermelhos e deixar que cozinhem um pouco.

 

Tirar do lume e deitar um pouco da calda num recipiente e reservar. Deitar o preparado na forma, calcando à medida que se vai deitando de modo a que o pão absorva bem o liquido. Cobrir com mais fatias de pão e fechar com a película aderente. Com um prato calcar bem para que o pão continue a absorver os sucos de fruta e a mistura fique compacta. Levar ao frigorifico (com o prato a cobrir a forma e a fazer peso) de um dia para o outro.

 

Na hora de servir, abrir a película aderente que cobre a parte superior e deitar o pudim num prato de servir. Regar com a calda que se reservou e enfeitar com frutos vermelhos frescos. Servir com natas batidas ou com gelado de baunilha.

 

Se se desejar uma consistência mais firme dever-sé-á utilizar 4 a 5 folhas de gelatina que se demolham num pouco de água e se dissolvem levando o recipiente ao microondas durante 10 segundos e envolver no preparado de frutas.

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É um pudim diferente, cheio de sabor a fruta e com muita cor. O pão fica óptimo nesta conjugação. É o Verão na mesa. Uma receita vencedora!

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Cestos de ovo

por Paula, em 31.01.15

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Croque-madame é uma variação da croque-monsieur. Esta é uma sandes feita com pão, presunto e queijo, grelhada numa frigideira ou no forno. Pensa-se que terá aparecido em 1910 num bistrot parisiense. Já a croque-madame é uma versão daquela sandes que leva um ovo por cima.

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Inspirada por Rachel Khoo, a apresentadora do belíssimo programa My Little French Kitchen, que passa no canal 24Kitchen, que fez uma versão muito original e esteticamente muito apelativa da croque-madame, decidi fazer uns cestos de ovo. Não posso chamá-los de “croque-madame à moda de Rachel Khoo” porque utilizei sobras de frango assado no forno. Todavia, o espírito é o mesmo. J’adore!

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INGREDIENTES (para 6 unidades)

6 fatias de pão integral, sem côdea (estilo Bimbo)

100 g de manteiga, derretida ou líquida

6 ovos

100 ml de natas frescas

Sobras de frango q.b. (ou outra carne), desfiadas

Sal e pimenta a gosto

Cebolinho fresco ou poejo q.b.

 

PREAPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.ºC.

 

Com a ajuda de um rolo de massa, espalme as fatias de pão até ficarem bem finas. De seguida, pincelar com manteiga de ambos os lados. Colocar cada uma das fatias em formas anti-aderentes para queques, de modo a formar um pequeno cesto.

 

Cobrir o fundo do cesto com o frango. Adicionar 1 colher de sopa de natas e cobrir com o ovo. Temperar com um pouco de sal e pimenta e finalizar com cebolinho ou poejo fresco.

 

Levar ao forno durante cerca de 15 minutos ou até o ovo apresentar a consistência desejada.

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Estes cestos são versáteis. Tanto se podem comer ao pequeno-almoço como ao lanche ou numa das principais refeições, acompanhados com uma salada ou legumes salteados.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Coisas simples com Pablo Neruda

por Paula, em 04.05.14

 

Flores do campo

 

Chegar numa tarde ou num dia qualquer

Às aldeias humildes onde ninguém espera,

Onde o perfume das flores, beijos de primavera

Nos recebe e nos faz pulsar o coração

 

Na emoção singela das coisas pequenas

que sabem ser doces, nos parecem risonhas

atrás do encanto ingénuo da tarde que sonha

ou do dia que arqueia da sua canção.

 

Cansaço inútil o nosso na bruma de olvido

que tecem as fragâncias das flores de ninho

num encantamento de amor e de bondade!

 

E sentirmo-nos humildes pequenos e malditos

pela estrada ilusória de nossos longos gritos

no quebranto da fatalidade.

 

Pablo Neruda, "As aldeias humildes" in Cadernos de Temuco

 

Açorda com filetes de cavala

 

AÇORDA COM FILETES DE CAVALA

 

INGREDIENTES

 

500g de pão saloio de véspera, cortado em pedaços

0,5L de água

3 dentes de alho, laminados

100 ml de azeite

1 ramo de coentros, picados, + algumas folhas para finalizar

2 ovos

Sal e pimenta q.b.

2 latas conserva de filetes de cavala em óleo

 

PREPARAÇÃO

 

Colocar o pão num recipiente e cobrir com água. Deixar a demolhar um pouco.

 

De seguida, fazer o refogado deitando o azeite num tacho seguido do alho. Deixar alourar ligeiramente e juntar alguns coentros.

 

Adicionar o pão e a água, temperar com sal e pimenta e envolver bem no refogado. Deixar cozer. Nesta fase, poder-se-á juntar mais alguns coentros frescos.

 

Juntar os ovos e envolver no preparado. Finalizar com as restantes folhas de coentros e com as filetes de cavala.

 

Conserva de filetes de cavala

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Fatias douradas com framboesas e amoras

 

Há quem diga que as fatias douradas são para o Natal. Embora as cores nos transportem para lá, a verdade é que a combinação de frutos vermelhos, canela e baunilha é perfeita para um excelente início de qualquer dia. Devem ser acompanhadas com uma chávena de café, um livro e boa companhia. É uma bela forma de dizer bom dia!

INGREDIENTES

 

2 bolas de pão

150grs de framboesas e amoras

Açúcar q.b.

½ vagem de baunilha

Canela q.b.

Óleo de girassol q.b.

1/2L de leite

2 ovos batidos

 

PREPARAÇÃO

 

Começar por preparar a compota de frutos vermelhos. Para o efeito, colocar os frutos num tacho, cobrir com açúcar e adicionar a vagem de baunilha.

 

Levar ao lume até o açúcar dissolver e ficar com a consistência desejada. Descartar a vagem de baunilha. Reservar.

 

Misturar a canela e o açúcar num prato. Reservar.

 

Entretanto, fatiar as bolas de pão (que devem ser do dia anterior). Embebe-las em leite e passar por ovo. Levar a frigir em óleo de girassol até ficarem douradas. Escorrer o excesso de óleo num prato coberto com papel absorvente.

 

Passar as fatias pela mistura de canela e açúcar e regar com a compota de frutos vermelhos.

 

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Aroma a pão quente

por Paula, em 15.02.11

 

Acordar de manhã com o aroma do pão acabado de fazer é a melhor fonte de boa disposição.

E se for acompanhado com mateiga e compota feita em casa, melhor ainda. Se a isto juntarmos um bom café, então temos um início de dia perfeito.

Gosto destes cheiros a casa, a conforto, e do som da cafeteira a borbulhar as últimas gotas de café. Trazem-me a familiaridade dos dias de infância quando ainda se fazia o café na cafeteira e o seu aroma invadia toda a casa.

Ainda não sou adepta da Nespresso porque acho que nada me conforta mais do que o som e o aroma do café a cantar na cafeteira depositada em cima do bico do fogão logo pela manhã; mas já sou adepta da máquina de fazer pão.

Receitas? Bem, ainda não experimentei nenhuma minha ou copiada ou adaptada, mas está para breve.

A de hoje é muito simples: meio pacote de farinha (500 g) já preparada para pão de mistura da Nacional e 300 ml de água morna. Verte-se a água na cuba da máquina, junta-se a farinha e prepara-se a máquina para ter o pão pronto à hora desejada.

Estes pacotes de farinha têm a vantagem de facilitar a vida porque já vêm preparados, ao mesmo tempo que nos permitem fazer uma pequena poupança já que um pacote pode dar para quatro pães de 500g. Para além disso, têm menos sal do que alguns pães que se vendem por aí.

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