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No Dia de Reis o bolo-rei sobressai em muitas mesas de convívio, mesmo que não seja muito apreciado. Nestes dias, cá em casa, sobra sempre um pouco. Adoro comê-lo torrado e barrado com manteiga. Aliás, foi assim que comecei a comer este bolo natalício.

 

Há uns dias vi a Filipa Gomes do «Prato do Dia», programa do canal 24Kitchen, a fazer um pudim com as sobras de bolo-rei. E gostei de mais esta sugestão da animada apresentadora/cozinheira. Por isso, quando reparei que tinha sobras do bolo-rei, achei que tinha uma oportunidade para fazer um pudim idêntico ao confeccionado pela Filipa. Fi-lo de uma forma mais simples, aproveitando o que tinha em casa. Partilhei-o com os meus pais e com a minha amiga Isabel M., que apareceu de surpresa, e foi aprovado.

 

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INGREDIENTES

½ de um bolo-rei médio

300 ml de leite de amêndoa

4 ovos

Canela q.b.

100 g de amêndoa triturada

Noz macadâmia a gosto

Figos secos, partidos em quartos e sem o pé, a gosto

Xarope de ácer a gosto (ou mel)

2 c. de sopa de açúcar amarelo (ou a gosto)

Manteiga q.b.

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180º C. Barrar uma travessa de ir ao forno com manteiga. Cortar o bolo-rei em fatias e dispor na travessa. Dispor mais umas nozes de manteiga por cima do bolo. Adicionar as nozes e dos figos. Cobrir com a amêndoa triturada, canela e xarope de ácer a gosto.

 

De seguida, bater o leite com os ovos e canela a gosto. Regar o bolo com este preparado e finalizar com açúcar amarelo.

 

Levar ao forno durante 40 minutos. Servir morno.

 

Este pudim fica pouco doce e com uma textura agradável. Nem parece que estamos a comer bolo-rei.

 

Bom apetite!

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«Roupa Velha» ou o melhor do Natal!

por Paula, em 26.12.14

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O Natal é a altura em que juntamos a família para um noite especial onde reina a harmonia e onde a mesa tem também um lugar central. A noite da Consoada é aquela por que todos anseiam. Cá em casa, manda a tradição que o bacalhau, acompanhado de batatas, couve portuguesa e ovos cozidos seja o rei da mesa. Mas a tradição é ainda mais forte no dia de Natal: ao almoço não pode faltar roupa velha na mesa. Por isso, na noite anterior coze-se bacalhau a mais para que sobre para o dia seguinte.

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O melhor do Natal, para mim, é a roupa velha! Sem este prato simples, não sinto que seja Natal.

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Boas Festas!

Buonas Fiestas!

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Menus por Rafael Bordallo Pinheiro

por Paula, em 23.12.14

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IMG_7146.JPG«Prato Mesa Exposta» - Faiança - RBP Caldas 1897; 1898

 

Rafael Bordallo Pinheiro nasceu em 1846 e faleceu em 1905, deixando uma vasta obra naturalista ligada também à caricatura humorista e satírica.

 

Homem boémio na juventude, revelou na sua obra multifacetada o gosto de estar à mesa e o valor da boa gastronomia. Os seus registos no desenho, pintura e cerâmica dão assim a conhecer a dieta alimentar e os espaços de consumo do último quartel do século XVIII, como os mercados de rua e os armazéns de víveres.

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O seu humor apurado levou-o a utilizar muitas vezes a gastronomia como ponto para caracterizar muitas situações políticas e sociais da altura, usando expressões como «caldo entornado» ou «castanha da boa».

 

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Mas Rafael Bordallo Pinheiro deixou também registos de lindíssimos menus de banquetes de homenagem de que não só deu notícia como também decorou e compôs graficamente, caricaturando afectuosamente os convivas e representando-se, entre objectos sobredimensionados da culinária e da mesa, suscitando o humor.

 

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 Mesa exposta no Museu Bordalo Pinheiro

 

É com Rafael Bordallo Pinheiro que espero inspirar-vos para criar um bonito e humorístico menu de Ceia de Natal.

 

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Se ainda não visitaram o Museu Bordalo Pinheiro, façam-no por estes dias. Recomendo vivamente. O bilhete não é caro e o espaço está aberto à hora do almoço. Para além disso, a exposição é dinâmica e contém peças maravilhosas bem como uma biblioteca bonita. A loja vende artigos para oferta ou para recordação com a simbologia bordaliana. Os meus favoritos são os aventais. Por fim, do outro lado da estrada, encontra-se o Museu da Cidade de Lisboa que recebe no seu exterior o Jardim Bordalo Pinheiro onde estão expostas várias peças de tamanhos gigantes por todo o seu espaço. Imperdível!

 

Boas Festas!

Buonas Fiestas!

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Feliz Natal!

por Paula, em 24.12.12
 

Desejo a todos um Feliz Natal, com saúde, alegria, paz e muitas coisas boas para saborear e partilhar com a família e amigos!

 

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Bolo de laranja com glacé

por Paula, em 18.12.12

 

 

O Natal está à porta e a vibração com os afazeres culinários começa a tomar conta de muitos lares. É a época da família, do convívio em torno da mesa e das tradições gastronómicas em ambiente de fraternidade, amizade e amor. Para mim, é isto que significa o Natal mas, também, o que caracteriza a culinária. Não consigo pensar em cozinha dissociada da amizade e do amor, ou seja, dos afetos.

 

As laranjas, ácidas, ainda, caem diariamente da laranjeira plantada no quintal que, carregada, não aguenta todos os seus frutos. Não resisti ao seu perfume fresco e decidi adocicar o meu domingo com um bolo de laranja húmido, fofo, fresco e absolutamente delicioso.

 

 

INGREDIENTES

250 g de manteiga sem sal

250 g de açúcar

4 ovos

Tiras finas da casca de uma laranja + 1 c. de sopa de sumo

250 g de farinha fina

2 c. de chá de fermento

Manteiga e farinha para untar a forma ou gordura vegetal em spray

Para o glacé:

100 g de açúcar em pó

3 c. de sopa de sumo de laranja

PREPARAÇÃO

  1. Aquecer o forno a 175.º C.
  2. Escaldar a laranja, secá-la e ralá-la no ralador de cenouras.
  3. Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme branco.
  4. Juntar os ovos um a um e mexer.
  5. Adicionar as tiras da casca de laranja e o sumo.
  6. Peneirar a farinha com o fermento e juntar, aos poucos, ao preparado anterior.
  7. Deitar o preparado numa forma previamente untada e levar ao forno durante 40 minutos.
  8. Fazer o teste do palito, retirar do forno, desenformar e deixar arrefecer numa rede.
  9. Preparar o glacé misturando o açúcar com o sumo de laranja e deitar sobre o bolo empratado e arrefecido.

 

 

Este bolo, para além de saboroso e leve, é económico. O glacé lembra os dias frios de inverno. Pede para fazer parte da mesa de Natal.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

                       

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Um Natal com sabor a limão

por Paula, em 27.12.11

 

O que mais gosto no Natal é a azáfama na cozinha para conseguir que tudo esteja pronto a horas. Com tempo discute-se o que se vai fazer e as tarefas dividem-se como convém numa casa cheia. A mana mais nova faz o tradicional bolo-rei (ficou uma delícia), o arroz doce que nunca pode faltar, a mousse de chocolate e as rabanadas que tanto apreciamos - este ano foram feitas ao vapor. O mano junior  traz os brigadeiros e as tortas de que tanto gosta. A mana do meio faz o pudim de ovos, também tradição cá em casa. A avó faz as filhós. Os pais trazem as batatas, as couves, o vinho produzido com as uvas da horta situada num lindíssimo vale da Serra da Estrela e o peru para o dia de Natal. Tudo caseiro. Eu faço os sonhos, as azevias e um bolo decorado para colorir ainda mais a mesa. Este ano escolhi um bolo de limão, em jeito de agradecimento à boa forma do limoeiro. Mas é a minha mãe que faz o prato mais apetecido: a roupa velha. O bacalhau é presença assídua na nossa mesa e o almoço de Natal inclui sempre este prato dos humildes.  Eu diria que este é o ponto alto da nossa festa.

 

 

É disto que é feito o nosso Natal - momentos de convívio na cozinha e à volta da mesa, marcados pela alegria e a fantasia das crianças a que se juntam os adultos. É o retorno à infância numa viagem de sabores e de faz-de-conta.

 

 

Bolo de iogurte e limão

 

Ingredientes:

250 g de manteiga

1 1/4 de chávena de frutose (não usei açúcar)

Raspa da casca de 2 limões

5 ovos grandes

1 1/4 de chávena de iogurte grego

2 1/2 chávenas de farinha com fermento

1/2 colher de chá de sal

Manteiga para untar

 

Para a calda:

1 chávena de frutose

1/4 de chávena de água

Sumo de 2 limões

Casca de 2 limões (facultativo)

 

Preparação:

1. Aqueça o forno a 175.ºC. Coloque numa tigela a manteiga, a frutose e a raspa da casca de limão e bata tudo até obter uma mistura cremosa.

2. Adicione as gemas uma a uma, tendo o cuidado de reduzir a velocidade da batedeira. Junte o iogurte.

3. Junte ao preparado a farinha peneirada e o sal e mexa bem.

4. Bata as claras em castelo bem firme e envolva-as cuidadosamente na massa anterior.

5. Deite o preparado numa forma, previamente untada com manteiga e leve ao forno durante 50 a 60 minutos.

6. Prepare a calda. Leve a lume brando um tacho com a frutose, a água, o sumo e a casca de limão. Deixe cozer por 10 minutos. Depois de fria, passe a calda por um coador para retirar as cascas de limão que poderá utilizar na decoração do bolo.

7. Depois de cozido, retire o bolo do forno e deite-lhe por cima a calda, aos poucos, para o bolo ficar bem encharcado. Deixe-o absorver bem a calda e arrefecer. Desenforme-o para um prato de serviço.

8. Na hora de servir, decore o bolo comas tiras de limão e acompanhe com natas batidas aromatizadas com canela ou noz-moscada.

 

É um bolo que fica fresco. Recomendo apenas cautela no uso do sumo dos dois limões para fazer a calda porque o sabor fica muito intenso. Porque preferi decorar o bolo, não usei a calda directamente. Servi-a à parte para que cada um decidisse como queria a sua fatia. Por mim, fica bom das duas maneiras.   

 

Pela primeira vez substitui o açúcar por frutose para que todos pudessem comer sem grandes restrições e resultou muito bem. 

 

A receita foi retirada do livro "Bolos de todo o mundo", da Tamara Milstein. É um livro que nos leva numa viagem doce a quase todos os cantos do mundo.

 

Bom apetite!

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A minha primeira àrvore de Natal

por Paula, em 12.12.11

  

A época natalícia abriu oficialmente cá em casa. Este ano, não sei se em virtude da crise e do mal estar que esta tem trazido a todos nós de um modo geral, a verdade é que quebrei a regra de não comprar árvore de natal. Já nem me lembro bem das razões que me levaram a não comprar uma cá para casa nos anos anteriores. Tinha uma pequenina que nos acompanhava sempre que o Natal era passado na serra e que, de vez em quando, também servia como árvore principal cá em casa. Quando digo pequenina, quero dizer que era mesmo portátil, tem poucos centímetros de altura.

 

Mas, no domingo, tive vontade de ter uma árvore a sério, não natural, é claro, mas grande e bonita. Quando dei por mim, já estava em casa a montá-la e a decorá-la. Ficou linda - ou pelo menos eu acho que ficou.

 

 

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