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Receita simples em post intimista

por Paula, em 03.07.14

Botão de Pérola

Ramo de flores elaborado pela "Sonhos e Lembranças"

 

Há acontecimentos na vida de cada um que deixam marcas difíceis de ultrapassar. 2012 revelou-se um ano terrível na vida da minha família. O ano começou com o desemprego a instalar-se no quotidiano de alguns familiares, enquanto outros saíam para o trabalho mas sem vislumbrar o fim do mês… Apesar disso, havia um motivo de alegria: nascia o membro mais novo da família que viria a ser minha afilhada. Julho foi o mês escolhido para o baptizado, não obstante a minha irmã Carla estar ainda desempregada.

 

Chegado o fim-de-semana do acontecimento, ultimámos os preparativos finais, desconhecendo que aquele Domingo nos traria mais tristeza do que alegria. O destino gozava-nos, ria-se entre dentes da maldade que nos preparava.

 

Fomos à igreja, seguimos para o almoço simples preparado por amigos do João, o meu cunhado, convivemos e, antes de me ir embora, disse-lhe, num sentimentalismo pouco habitual em mim, que aquele tinha sido um dia feliz. O João acompanhou-me ao carro e despedimo-nos. Finalizei dizendo para ele ir para perto das suas meninas. Voltou-se e calculando os passos para a porta que não via, foi para casa. Ainda teve tempo para brincar com os filhos...

Atouguia da Baleia

Atelier "Botão de Pérola"; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Coreto e Touril na Atouguia da Baleia

 

De regresso ao meu lar, a minha irmã mais nova informa-me que temos de regressar a casa da minha irmã Carla, pois o meu cunhado tinha falecido. O choque e a confusão tomaram conta de mim. Por momentos, pensei que estava a ter um sonho mau. Mas não. O pesadelo era real e doía muito.

 

Faz, pois, para a semana, dois anos que acompanho a minha irmã Carla nesta viagem dolorosa de criar duas crianças e de tentar colocar a dor de lado por elas. Como lidar com o próprio sofrimento e tentar explicar o desaparecimento do pai a uma criança de quatro anos? Como dizer que o pai já não vai voltar a brincar com ela? Como responder às suas perguntas-afirmações sobre o que fazer com as roupas do pai que se mantinham no mesmo lugar? E porque é que os médicos no Céu não conseguem curar o pai? Como lidar com as insónias de uma criança que, de madrugada, se senta no chão e diz que não tem sono porque tem saudades do pai ou porque quer uma nova explicação para a sua ausência? Como aliviar a dor de uma criança que tenta disfarçar o seu sofrimento para proteger a mãe? E tantas outras dificuldades.

 

Artigos Botão de Pérola

Trabalhos do "Botão de Pérola"

 

Felizmente, este ano, a Carla reuniu forças e, ainda desempregada, conseguiu lançar o seu projecto de trabalho. Todos ajudámos à nossa maneira, claro. O meu pai pintou o espaço e deu um móvel antigo que estava na garagem à espera de melhores dias; a minha mãe ajudou na elaboração de alguns trabalhos de crochet; a minha amiga Sílvia doou umas mesas para servirem de balcão; a SE através da minha irmã Vera deu umas estantes que servem de prateleiras; o meu irmão Miguel contribuiu com um móvel e elaborou a parte da publicidade; o meu cunhado Ralph colocou os candeeiros; a amiga e comadre Marina ajudou a encontrar o espaço para o atelier, com a apresentação de ideias, na confecção de alguns artigos e na elaboração das montras; a minha amiga Isabel deu um cadeirão; a Ana ajudou a restaurar o móvel antigo (um trabalho incrível); os sogros e os cunhados da minha irmã ajudaram a montar as prateleiras e o provador; a D. Maria Gil, da "Sonhos e Lembranças" ofereceu um lindo vaso de orquídeas para alegrar o espaço e bons conselhos. No fundo, as pessoas que lhe querem bem e que são realmente suas amigas, juntaram-se e ajudaram como podiam de modo a que o atelier fosse montado quase a custo zero – o que foi possível!

 

Rolinhos de salmão fumado

 

É neste contexto que surge esta entrada simples. Servi-a no dia em que a Carla inaugurou o “Botão de Pérola”, um atelier de costura, artesanato e retrosaria, situado no largo da Atouguia da Baleia, junto à Igreja Nossa Senhora da Conceição. O dia, felizmente, correu bem. Agora, espero que o resto também corra muito bem e que lhe dê o sustento de que tanto necessita para criar as filhas e pagar as suas contas.

 

Espreitem o blogue “Botão de Pérola”, façam sugestões e visitem o atelier e a lindíssima vila de Atouguia da Baleia.

 

ROLINHOS DE SALMÃO

 

INGREDIENTES

1 Embalagem de wraps*

3 Embalagens de salmão fumado

250g de queijo creme

Rama de funcho q.b.

PREPARAÇÃO

Barrar os wraps com o queijo creme. De seguida, dispor o salmão e finalizar com o funcho. Enrolar os wraps e cortar em fatias ligeiramente largas. Servir bem fresco.

 

Citando Donna Hay: fast, fresh and simple! Não suja muita loiça e ainda prescinde do fogão.

 

Rolinhos de salmão

 

*Encontram-se à venda nos supermercados junto do pão de forma e afins.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

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Tarte de folhas de videira

por Paula, em 17.06.14

Videiras

 

Das videiras sei que são bonitas, frondosas e refrescantes. Gosto do corte das folhas a lembrar saias para usar na praia ou numa tarde soalheira a que se junta um copo de vinho para completar o quadro. E as cores? Verdes claras quando rebentam, verdes escuras no Verão e no Outono tornam-se numa paleta de amarelos, laranjas e castanhos, como que a aquecer o ambiente e a forrar o chão para receberem as primeiras chuvas e as mãos que as irão vindimar.

 

Delas, cristalizo ainda nos sentidos os frutos: bagos rosados ou dourados para saborear ou para ofertar a Baco. Mas não são só os frutos que têm lugar na mesa. Com as folhas também se faz uma refeição antiga, oriental e saborosa.

 

 

A receita é da parte turca do Chipre. Chegou ao meu conhecimento através do livro de Yotam Ottolenghi, O Novo Vegetariano, que contém 120 receitas originais desenvolvidas pelo autor para a coluna New Vegetarian da revista Guardian Weekend. Estas são bastante apelativas, fáceis de executar e óptimas para vegetarianos e não só. A ousadia, pelo exemplo que fica, é um traço da sua forma de abordar a culinária. Esta em particular é um clássico da cozinha turca que pode ser servido morno ou à temperatura ambiente como entrada ou como petisco.

 

 

INGREDIENTES

20 a 25 folhas de videira frescas e tenras

4 chalotas, picadas finamente

4 c. de sopa de azeite

20 g de manteiga sem sal, derretida

200g de iogurte grego, mais algum para servir

25g de pinhões, ligeiramente torrados

½ c. de sopa de estragão, picado finamente

2 c. de sopa de salsa, picada finamente

3 c. de sopa de endro, picado finamente

Raspa de 1 limão

1 c. de sopa de sumo de limão

70g de farinha de arroz

3 c. de sopa de pão ralado

Sal e pimenta-preta q.b.

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 190.ºC.

 

Colocar as folhas de videira num recipiente e cobrir com água a ferver e deixar demolhar durante 10 minutos. De seguida, retiras as folhas, secá-las com um pano de cozinha. Com uma tesoura, aparar os pedaços duros na base das folhas.

 

Numa frigideira, deitar uma colher de sopa de azeite e saltear as chalotas durante 8 minutos. Deixar arrefecer.

 

Num prato de forno redondos dispor as folhas de videira, cobrindo o fundo e os lados, sobrepondo-as ligeiramente e permitindo que que passem acima do rebordo do prato.

 

Depois, misturar a manteiga derretida com 2 c. de sopa de azeite e utilizar cerca de 2/3 para pincelar generosamente as folhas que estão a forrar o prato.

 

De seguida, misturar as chalotas, o iogurte, os pinhões, as ervas aromáticas, a raspa e o sumo de limão. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Juntar a farinha de arroz e mexer bem até obter uma pasta homogénea.

 

Espalhar o preparado uniformemente sobre as folhas que estão a forrar o prato. Dobrar as folhas para cima do recheio e cobrir com as restantes folhas de videira. Pincelar com a restante mistura de manteiga e azeite. Por fim, polvilhar com pão ralado e regar com a restante colher de sopa de azeite.

 

Levar ao forno durante 40 minutos ou até as folhas estarem estaladiças e o pão ralado estar dourado. Retirar do forno e deixar repousar por 10 minutos.

 

Servir com iogurte grego bem fresco.

 

 

Esta receita é bastante invulgar e revela-se uma agradável surpresa. No livro, Yotam Ottolenghi refere que esta tarte pode ser feita com folhas de videira em conserva. Como tenho videiras no quintal, decidi arriscar e tentar fazer uma conserva aproveitando as folhas que ainda estão tenras para utilizar noutra altura do ano. Em tempo darei nota do resultado e, se for bom, deixarei a receita.

 

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

 

 

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Asinhas de frango com cerveja

por Paula, em 10.07.13

 

 

Asas de frango com cerveja 1

 

O calor intenso que se faz sentir pede pratos leves e descomplicados para serem apreciados, se possível, com uma bebida fresca e em boa companhia.

 

Em Espanha, chamam-lhe tapas; em Portugal, são petiscos. Certo é que, em ambos os países, estas asas de frango são uma forma de reunir com os amigos e de comer algo leve enquanto se conversa sem compromissos de tempo.   

 

Aas de frango com cerveja 2

 

INGREDIENTES

 

12 asas de frango

350 ml de cerveja (reservar 2 c. de sopa)

Sal q.b.

Pimenta q.b.

1 ½ c. de chá de tomilho seco

1 folha de louro

2 c. de sopa de azeite

 

PREPARAÇÃO

  1. Lavar as asas de frango e secá-las em papel absorvente.
  2. Preparar uma marinada com cerveja (reservando 2 c. de sopa), sal, pimenta, 1 c. de chá de tomilho seco e o louro.
  3. Cobrir as asas de frango com a marinada e reservar por cerca de 2 horas, tendo o cuidado de as voltar de vez em quando.
  4. Misturar as 2 c. de sopa de cerveja com ½ c. de chá de tomilho e o azeite. Misturar bem.
  5. Ligar o grelhador do forno.
  6. Escorrer as asas de frango e voltar a secá-las em papel absorvente. Colocá-las num tabuleiro e pincelá-las com a mistura do azeite. Levar ao grelhador do forno durante 5 minutos até ficarem bem tostadas. Virá-las e deixar grelhar por mais cinco minutos.

 

Asas de frango com cerveja 3

 

Ficam deliciosas e podem ser feitas para levar para um piquenique.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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As saladas são sempre uma companhia leve e bem vinda na minha mesa. Na sua maioria, são simples, rápidas de fazer e saudáveis. Podem apresentar-se como entrada ou constituir uma refeição. Em qualquer caso, sabem sempre bem.

 

 

Os vegetais e as frutas combinam de forma agradável. Na sua forma mais natural, é espantoso como saciam e como nos transportam para o mundo da arte visual, através da conjugação de cores. Afinal, os olhos também comem e não há nada melhor para lhes agradar do que um prato colorido.

 

 

INGREDIENTES

(serve 2 a 4)

100g de rúcula selvagem

1 1/5 queijo de cabra saloio

6 + 1 tâmaras

1 romã pequena

3 c. de sopa de azeite

Sal q.b.

Pimenta q.b.

Sumo de limão q.b.

Uma pitada de açúcar

1 c. de café de mostarda de Dijon

 

PREPARAÇÃO

  1. Fazer a marinada colocando o azeite, umas gotas de limão, sal, pimenta, uma pitada de açúcar, a mostarda de Dijon e uma tâmara partida em pequenos pedaços e descaroçada num copo de trituradora. Triturar e reservar. Se necessário juntar mais azeite.
  2. Descascar e separar os gomos da romã. Reservar.
  3. Cortar as tâmaras ao meio, descaroçá-las e levá-las a grelhar durante 2 minutos numa placa.
  4. Colocar a rúcula, já lavada e bem escorrida, numa saladeira, juntar a romã, as tâmaras grelhadas, o queijo de cabra partido em pedaços e regar com a marinada.

As tâmaras grelhadas fazem a diferença nesta salada. O seu prefume intensifica-se e conferem uma textura muito agradável ao prato porque se sente o crocante de terem sido grelhadas. Na marinada, também marcam bem a sua presença, conferindo-lhe um sabor mais adocicado que contrasta com o salgado do queijo e com o sabor intenso da rúcula. O limão pode ser dispensado ou deverá ser utilizado com parcimónia.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Salada de Melancia, Laranja e Espargos

 

Está fora de tempo e de época. Esta salada, confecionada num almoço de verão, numa tentativa de alegrar uma estação marcada pela tristeza, foi dando lugar a outras coisas. As cores, condizentes com o sol e o mar, alegria e descanso, chocavam com o meu estado de espírito. O mês de julho, trouxe a morte num dia de festa. Celebrávamos o nascimento do membro mais novo da família com alegria, sem adivinharmos o desfecho daquele dia.

 

 

Feita com a melancia que os meus pais trouxeram da sua horta, foi, também ela, ficando, até que decidi dar-lhe uso. As saladas são, em regra, leves e frescas e a melancia haveria de ficar bem com os restantes ingredientes que por ali se encontravam. Esta mistura, fruto do acaso, acabou, apesar de tudo, por nos agradar.

 

 

INGREDIENTES

(serve 2)

2 fatias de melancia

1 laranja

6 folhas de alface

4 espargos de conserva

Flor de sal q.b.

Azeite q.b.

1 queijo fresco magro

 

PREPARAÇÃO

  1. Cortar a alface em juliana e colocar numa saladeira.
  2. Partir a melancia e metade da laranja em cubos e juntar à alface.
  3. Cortar os espargos em pedaços e juntar aos anteriores ingredientes.
  4. Cortar os quejo em cubos e colocar na saladeira.
  5. Temperar com flor de sal a gosto e regar com o sumo da restante laranja e um pouco de azeite.
  6. Misturar bem e servir. Pode juntar-se sementes de sésamo.

 

Espero que gostem.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Figos Com Queijo Fresco e Mel

por Paula, em 12.09.12

 

Os figos lembram-me sempre um episódio da minha infância em que subi a uma figueira alheia e por lá passei a tarde a comer figos ainda verdes. Tal qual castigo aplicado, o resultado não foi simpático, mas não me fez perder a gulosice que me assalta nesta época do ano.

 

Ontem, desejei imenso comer figos. Passei o dia a torcer para que os meus pais, que desceram a Lisboa, me trouxessem figos serranos.

 

Quando cheguei a casa, os meus olhos ficaram pregados na cesta de verga depositada num canto da cozinha. Animados, falavam-me de todos os outros frutos e legumes que compunham o sortido, mas eu só ouvia a palavra figos. E enquanto os tentava escutar, assaltava o pequeno cesto. :-)

 

  

Esta composição surgiu por acaso. São três ingredientes de que gosto bastante e que utilizo com frequência e, por isso, resolvi juntá-los e fazer uma entrada para o almoço que, noutra variante, poderá perfeitamente ser uma sobremesa.

 

Ingredientes:

(Serve dois)

  • 2 figos
  • 2 queijos frescos
  • 2 c. de sopa de mel

 

Preparação:

  1. Lavar e cortar os figos em quatro gomos. Dispor em dois pratos.
  2. Cortar o queijo fresco e dispor nos pratos.
  3. Regar com o mel.

 

Fica uma delícia! :-)

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Quem por aqui passa percebe que não sou uma especialista na cozinha. Gosto de comida, de cozinhar e nutro um grande respeito pelos cozinheiros e chefs que se entregam a esta arte com empenho e seriedade. Não aspiro a isso, nem a nada que se pareça. Este espaço é a despretensão em matéria de culinária. Trata-se apenas e só do registo de alguns sucessos, mas também de insucessos, porque nem só de ganhos e virtudes vivemos, de quem resolveu abraçar e encarar algo que sempre teve receio de fazer. Sempre gostei de cozinhar e de inventar, mas nunca me aventurei para além do (muito) pouco que estava ao meu alcance.
 
Desta viagem pelos sabores, cores, aromas e texturas fazem quase sempre parte os livros, seja na forma de livro de culinária, de história ou um simples romance. Estes são a minha verdadeira inspiração. Gostava de dizer que a cozinha da minha infância cheirava a bolos acabados de fazer; que com a minha avó partilhei momentos inesquecíveis e aprendi muito. Mas não. Nada disso é verdade. Mais o são os sonhos. O facto de gostar de comer, levou-me a crescer sozinha no mundo da culinária. Fui descobrindo e continuo a fazê-lo, claro, traçando um ainda curto (mas muito meu) caminho. Sempre fui muito curiosa e simultaneamente insegura. Estas características são, em boa medida, conflituantes, pois se uma me empurrava para a referida descoberta; a outra fazia-me descer ao inferno do "não és capaz de fazer isto".
 
Os anos passaram, os livros para esta viagem começaram a surgir na minha estante e com eles o desejo de arriscar, de fazer, de copiar e também de criar. É, pois, neste contexto que surge a minha vontade de aprender mais sobre a cozinha e de descobrir quem sou no meio dos tachos e quais os sabores que me deixam feliz. Porque a felicidade existe e  reside (muito) nestas pequenas coisas.
 
Gosto da simplicidade com que posso confecionar algo que me proporciona um momento maravilhoso. É o caso das saladas. As de tomate, são talvez as que me mais dizem, pelo facto de me lembrarem o verão e as tardes que passava com a minha mãe na horta. Não gosto de o consumir fora de época. Todavia, o desejo de experimentar o azeite aromatizado de manjericão, fez-me quebrar a deliciosa espera pelo tomate coração de boi que o meu pai planta todos os anos e que acaba por ser usado em compotas, conservas e, claro, saladas. É a melhor qualidade de tomate.

 

 

Ingredientes:

4 tomates

100 grs de queijo feta

6 folhas de manjericão

sal q.b.

Pimenta q.b.

1/2 colher de café de açúcar

Azeite aromatizado de manjericão

 

Preparação:

Lavar e partir os tomates em cubos. Partir o queijo feta também em cubos e juntar ao tomate. Adicionar três folhas de manjericão grosseiramente picadas e temperar com sal (tendo em atenção que o queijo já tem sal), pimenta, o açúcar e o azeite aromatizado. Guarnecer com as restantes folhas de manjericão.

 

Esta salada simples, lembra os campos italianos onde os vegetais constituíam a grande parte do consumo alimentar dos pequenos agricultores que não dispunham de meios para comprar carne com frequência. É daí que vem a perícia e a imaginação em cozinhá-los com pouco, mas com sabor. Em Itália, o manjericão era plantado no meio do tomate para afastar os insetos, o que não deixa de ser curioso porque os dois juntos também fazem um prato perfeito.

 

Hoje, a minha viagem fica por aqui.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

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