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Os Amigos de Peniche

por Paula, em 11.04.15

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Peniche é uma península conhecida pela prática do surf na praia dos Supertubos; por ser uma vila piscatória com comida maravilhosa associada a essa actividade; pela ilha das Berlengas com o seu Forte de S. João Baptista onde se filmaram algumas cenas do filme “O Conde de Monte Cristo”; pela lindíssima renda de Bilros que a todos encanta; e, entre outras coisas, por alguns episódios ligadas à História de Portugal, como a famosa fuga de Álvaro Cunhal da prisão situada no Forte ou o período do domínio espanhol que ficou marcado por uma expressão que ainda hoje se utiliza, embora de forma depreciativa, e que é a que nos interessa: “Amigos de Peniche!”

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Reza a História, que D. Henrique morreu sem deixar descendência ao trono de Portugal. Por isso, alinhavam-se na sucessão três netos de D. Manuel: Filipe II, Rei de Espanha; D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato. Sendo o primeiro mais apoiado pela corte portuguesa, a força logo se fez sentir através de uma entrada via Alentejo, comandada pelo Duque de Alba, tendo o monarca espanhol sido declarado também Rei de Portugal.

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Inconformado com a situação, D. António Prior do Crato, recorre a Isabel Tudor, de Inglaterra, para que o auxilie na devolução do trono aos portugueses. A monarca inglesa disponibiliza-lhe, então, um exército de 12.000 homens constituído essencialmente por mercenários, sendo que o Prior não sabia disso. Assim, a 22 de Maio de 1589, os penichenses vêem desembarcar na praia do sul o “exército” comandado pelo General John Norris, enquanto Francis Drake seguia por mar, para se situar em Lisboa, aguardando pela chegada, por terra, da tropa desembarcada em Peniche. Esta avançou sem rei nem roque e foi devastando e roubando as terras por onde ia passando.

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Entretanto, os rumores que chegavam a Lisboa, faziam notar que “os amigos de Peniche” estariam a chegar.

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Chegados à entrada da capital, acamparam no Monte das Oliveiras, sendo que os canhões situados no Castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a disparar. A surpresa, desta vez, caiu para o lado do Jonh Norris que não estava à espera desta recepção, pois D. António Prior do Crato havia assegurado, por forma a obter o auxílio que buscava, que não haveria necessidade de combater. Consequentemente, o acampamento foi desviado para a Boa Vista e para o Bairro Alto, de onde se retirou para a Esperança, acabando por se refugiar em Cascais e depois partir.

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Dentro das muralhas do castelo, crescia a ansiedade dos “antonistas” que não viam chegar “os amigos de Peniche”. Frustradas as esperanças, os “antonistas” ficaram com a desilusão para sempre ligada àqueles amigos que não tiveram interesse em ajudar os portugueses a recuperar a sua independência, mas antes fazer uma escaramuça para humilhar o reino espanhol.

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Volvidos séculos, a expressão ganhou um contorno mais doce e, agora sim, ligada às gentes de Peniche – que nada têm a ver com a injusta expressão que se lhes cola (ou colou). E mais doce não poderia ser, pois transformou-se num bolo! Os "Amigos de Peniche” são uns pastéis que lembram os de feijão. São feitos com farinha, ovos e amêndoa e podem ser saboreados em qualquer pastelaria de Peniche.

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Fica a sugestão para o passeio deste fim-de-semana.  

Boas descobertas!

 

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Bolo de tangerina com glacé

por Paula, em 18.02.15

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Antes de mais, fica o aviso à navegação de que este post não é a publicação atrasada de algo que se prenda com o "Dia dos Namorados". Não tenho nada contra, mas a verdade é que não costumo dar-lhe muita importância aqui no blogue.

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Por outro lado, nós por cá, temos como lema que os vários tipos de amor se celebram todos os dias com gestos como um sorriso, um elogio, um galanteio, uma flor, uma ajuda nas tarefas do dia-a-dia, uma opinião sincera, um apoio numa situação qualquer, um beijo, um abraço, um gesto inesperado, uma mão dada, um carinho, um bolo, uma festa no rosto, um olhar meigo e sincero.  Sem o amor em todas as suas formas, não somos seres completos.

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 INGREDIENTES

4 tangerinas, descascadas e sem sementes

2 ovos

170 g de farinha branca

150 g de farinha integral

1 c. de sopa de fermento

100 g de açúcar amarelo

100 ml de óleo de girassol

 

Para o glacé

1 clara de ovo

100 g de açúcar em pó

1 c. de sopa de óleo

Raspa de uma tangerina

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 160.º C. Untar uma forma de bolo inglês com um pouco de óleo e farinha. Retirar o excesso de farinha. Reservar.

 

Num copo misturador ou liquificadora, colocar as tangerinas, o açúcar, os ovos e o óleo de girassol. Triturar tudo até obter um puré cremoso.

 

Numa tigela, colocar as farinhas e o fermento peneirados. Adicionar lentamente o puré de tangerina à medida que se vai mexendo.

 

Colocar a massa na forma e nivelar com a ajuda de uma espátula. Levar ao forno durante cerca de 40 minutos. Fazer o teste do palito antes de retirar o bolo do forno.

 

Enquanto o bolo está a cozer, poderá preparar-se o glacé. Para o efeito, juntar o óleo e a raspa de laranja ao açúcar em pó e envolver. Depois, bater a clara em castelo e adicionar, aos poucos, ao açúcar.

 

Quando o bolo estiver morno, fazer uns buracos com a ajuda de um palito e barrar com o glacé. Deixar repousar uma hora antes de servir.

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Este bolo não fica muito doce. Tem uma consistência compacta agradável (ou seja, não fica muito fofo). O facto de se picar com o palito, ajuda a que a glacé penetre no interior do bolo e lhe confira alguma humidade.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

Nota: Esta receita foi retirada da revista Cozinha Fácil, de Janeiro de 2015.

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Queques de banana e chocolate

por Paula, em 07.02.15

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Acordar num sábado de manhã e deliciar-me com uns queques (ou muffins) maravilhosos, é prenúncio de um excelente fim-de-semana. Sejam quais forem as amarguras que traga na alma durante a semana, é certo e sabido que a cura passa por um bolinho fresco, com sabor a fruta e a chocolate e carregado de... boas energias!

 

O que mais aprecio nestes bolos, para além do que fica dito, é a facilidade com que se fazem e os bons aproveitamentos que se conseguem operar, como aquela banana que ficou na fruteira e que ninguém vai comer porque já está muito madura, por exemplo.

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 INGREDIENTES

300 g de farinha sem fermento

1 c. de sopa de fermento

100 g de açúcar amarelo

60 g de manteiga com sal

2 c. de sopa de mel

125 ml de natas de soja

2 ovos

Raspa de um limão

3 bananas médias bem maduras

100 g de pepitas de chocolate (70% cacau)

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.º C. Colocar formas de papel num tabuleiro para queques antiaderente.

 

Peneirar a farinha e o fermento. Juntar o açúcar e envolver. Fazer um buraco, para receber depois os ingredientes líquidos.

 

De seguida, levar o mel e a manteiga ao lume até derreter. Envolver bem e reservar. Entretanto, bater os ovos com o leite.

Deitar as misturas líquidas no recipiente da farinha, juntar as bananas partidas em pedaços (ou esmagadas, conforme a preferência), o chocolate e as raspas de limão.

 

Com uma colher de metal, mexer até os ingredientes se misturarem - atenção para não mexer demasiado - e colocar o preparado nas formas.

 

Levar ao forno durante 15 a 20 minutos. Retirar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

 

Para uma apresentação mais bonita e um toque mais requintado, poderá bater um pouco de queijo-creme, com um pouco de açúcar em pó, juntar mais umas raspas de limão e cobrir os queques com a mistura.

 

 

São seguramente a garantia de um bom momento!

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Uma confeitaria húngara em Lisboa

por Paula, em 04.02.15

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Sem estar à espera, a informação veio até mim. Ainda pensei que tinha lido mal, mas não. Era mesmo verdade! Imbuída de uma felicidade miudinha que me percorria o corpo, lá me aventurei na sua busca, em silêncio, calada, sem dizer nada que pudesse revelar o meu interesse. Era um segredo só meu. Queria descobri-la sozinha; ver primeiro, e sentir o seu ambiente de modo solo para melhor o entranhar.

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A quietude da tarde soalheira de Inverno parecia embalar-me na descoberta que estava prestes a fazer. Andei às voltas, sabia que não estava longe. De súbito, o olhar detém-se numa esquina. Não conseguia ler, mas senti que era ali. O passo apressou-se, sem que lhe desse ordem, e o sorriso soltou-se descarado, sem rédeas. De repente, senti-me leve. Tinha a certeza de que me aguardavam coisas boas. E não me enganei!

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Numa das transversais da Avenida das Forças Armadas, encontramos uma confeitaria… húngara! Chama-se Choco & Mousse e é um lugar muito simpático.

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Com uma decoração harmoniosa e jovem, o pequeno espaço está arrumado de forma cómoda. As cores encantam e a montra deslumbra. Apetece comer um pouco de tudo o que ali se apresenta, desde as bolachas até às elegantes fatias de bolo, feitos com ingredientes frescos e de qualidade. É importante não perder o fim-de-semana, pois é quando se exibe e se dá a provar o famoso Dobos Torte, um bolo húngaro feito em camadas.

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Quando passei por Budapeste, uma das delícias de rua que provei foi o Kürtoskőkalács. Trata-se de um bolo que parece uma chaminé e que surgiu na Transilvânia, quando ainda era território húngaro. Kürt, significa “chaminé” e Kalács quer dizer “bolo de leite”, em húngaro. Este bolo é feito com uma massa fofa e deliciosa que é trabalhada em forma de rolo e posteriormente enrolada num cilindro envolvido com manteiga, que mais parece um espeto. Depois, é espalmado através do rolar do rolo na mesa de trabalho. De seguida, é envolvida por açúcar e é levado a assar num forno ou grelhador com brasas, o que lhe confere um sabor caramelizado absolutamente maravilhoso. Por fim, é envolvido em canela, coco ou avelãs para lhe dar um certo toque. É leve e deveras delicioso.

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Quanto à receita verdadeira, ninguém a revela completamente, pelo que temos que ir adivinhando os seus ingredientes e as quantidades.

 

É tipicamente um bolo de rua, vendido principalmente em bancas, feiras e mercados, embora junto à Vaci Utca, em Budapeste, haja uma casa, o Café Molnár's Kürtoskőkalács, que os confecciona.

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Na Choco & Mousse, em Lisboa, não é possível prová-lo, por, segundo me explicaram, não ser permitido, em Portugal, fazer este tipo de massa na rua. Por isso, apenas poderemos sonhar com ele.

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O atendimento é simpático e despretensioso. Dão-nos todas as informações com calma e respondem a todas as nossas perguntas. Ou seja, a simpatia é outro ingrediente de qualidade que perpassa para as generosas fatias de bolo.

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Adorei conhecer este lugar. E fiquei sua cliente, sem dúvida. A próxima degustação chama-se Dobos Torte (ou Dobosh).

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Boas descobertas! 

Bom apetite ou jó étvágyat!

Sziá!

 

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Mousse de castanha

por Paula, em 26.01.15

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Há quem goste delas assadas, bem quentinhas, quando os primeiros frios de Outono despertam. As castanhas estão indissociavelmente ligadas com o cair da folha. Sabe bem ouvir o crepitar de dentro de um velho carrinho de metal e sentir o perfume que invade um recanto qualquer de Lisboa ou de outra cidade do nosso coração.

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Depois, existem os gulosos - como eu! - que apreciam um doce a qualquer momento. E se for uma mousse com sabor a chocolate e castanha, temos o céu servido num pequeno copo.

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INGREDIENTES

90 g de manteiga

225 g de puré de castanhas*(castanhas, água, sal, erva-doce e um pouco de manteiga)

2 ovos

50 g de açúcar (mais um pouco para juntar às natas)

25 g de cacau s/ açúcar

25 g de amêndoas raladas

1 ½ colher de sopa de licor de castanha (ou 1 c. de chá de extracto de baunilha)

1 dl de natas

Amêndoas laminadas, q.b.

50 g de chocolate granulado

 

PREPARAÇÃO

Começar por fazer o puré de castanha. Dar um golpe em cerca de 400 / 500 g de castanhas e levar ao lume com água temperada com sal e erva-doce. Depois de cozidas, retirar a casca e a pele e passar pelo passe-vite. Depois, levar novamente ao lume com uma pequena noz de manteiga e envolver bem.

 

Derreter a manteiga e deixar arrefecer. De seguida, juntar as gemas dos ovos, o açúcar, o cacau, as amêndoas raladas e o licor (ou o extracto de baunilha).

 

Bater as claras em castelo e adicionar ao puré de castanha, começando por juntar apenas uma colher e envolver, para tornar a mistura mais leve, e só depois juntar gradualmente as restantes claras.

 

Bater as natas com um pouco de açúcar.

 

Deitar a mousse em pequenas taças e decorar com natas batidas, chocolate granulado e as amêndoas laminadas.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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A simplicidade de um prato doce

por Paula, em 08.01.15

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É das simples conjugações que nascem sérios momentos de deleite. Seja em que campo for. A afirmação é categórica. A vida tem-me mostrado que desviar caminho da simplicidade traz-me inquietação, infelicidade e desconforto. Acima de tudo, desconforto. Sinto-me estranha fora dela. Por isso, tenho tentado agarrar-me a esta forma de viver com força, para não me perder.

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Quando vou à terra, situada num dos mais bonitos vales da Serra da Estrela, é que me dou conta do desconforto do resto dos dias. Ali, respiro outro ar, consigo pensar e olhar com olhos de ver o que me rodeia.

 

Em Dezembro, quando caiu o nevão deste Inverno, tive oportunidade de repor energias nas faldas da Serra da Estrela. Um bálsamo para os sentidos. Mesmo com frio, sentia uma quase obrigação de abrir a janela do carro para respirar o ar característico daquela terra.

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Temos, nestas deslocações, um hábito tão impregnado que mais parece obrigação de romaria. O almoço de despedida, normalmente, é feito no Restaurante das Pedras Lavradas. O pedido é quase sempre o mesmo: cozido à portuguesa. Quanto à sobremesa, essa faz jus à simplicidade que é a identidade das gentes e daquela região. Feita com queijo e doce, nada mais se quer no prato, que o deleite é coisa que se sente logo na primeira garfada.

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O requeijão com doce de abóbora é, pois, a sobremesa perfeita. Com apenas dois ingredientes, se oferece felicidade num prato. Para o efeito, basta fatiar um requeijão, dispô-lo num prato e cobrir com doce de abóbora a gosto. Tão simples.

 

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 Bom apetite!

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No Dia de Reis o bolo-rei sobressai em muitas mesas de convívio, mesmo que não seja muito apreciado. Nestes dias, cá em casa, sobra sempre um pouco. Adoro comê-lo torrado e barrado com manteiga. Aliás, foi assim que comecei a comer este bolo natalício.

 

Há uns dias vi a Filipa Gomes do «Prato do Dia», programa do canal 24Kitchen, a fazer um pudim com as sobras de bolo-rei. E gostei de mais esta sugestão da animada apresentadora/cozinheira. Por isso, quando reparei que tinha sobras do bolo-rei, achei que tinha uma oportunidade para fazer um pudim idêntico ao confeccionado pela Filipa. Fi-lo de uma forma mais simples, aproveitando o que tinha em casa. Partilhei-o com os meus pais e com a minha amiga Isabel M., que apareceu de surpresa, e foi aprovado.

 

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INGREDIENTES

½ de um bolo-rei médio

300 ml de leite de amêndoa

4 ovos

Canela q.b.

100 g de amêndoa triturada

Noz macadâmia a gosto

Figos secos, partidos em quartos e sem o pé, a gosto

Xarope de ácer a gosto (ou mel)

2 c. de sopa de açúcar amarelo (ou a gosto)

Manteiga q.b.

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180º C. Barrar uma travessa de ir ao forno com manteiga. Cortar o bolo-rei em fatias e dispor na travessa. Dispor mais umas nozes de manteiga por cima do bolo. Adicionar as nozes e dos figos. Cobrir com a amêndoa triturada, canela e xarope de ácer a gosto.

 

De seguida, bater o leite com os ovos e canela a gosto. Regar o bolo com este preparado e finalizar com açúcar amarelo.

 

Levar ao forno durante 40 minutos. Servir morno.

 

Este pudim fica pouco doce e com uma textura agradável. Nem parece que estamos a comer bolo-rei.

 

Bom apetite!

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