Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Doce de medronho

por Paula, em 19.03.14

Três tons do medronho

 

No tempo dos romanos o medronheiro era conhecido como unedo mas, numa forma de se referirem ao fruto de forma desagradável, era também denominado unum edo (eu como um só).

 

Trata-se de uma planta muito decorativa, devido á sua folhagem e aos tons intensos que os seus frutos globosos vão atingindo até estarem bem maduros. Podem distinguir-se os mais jovens pela sua cor verde; os intermédios podem ser amarelos ou alaranjados e os maduros ganham uma cor vermelha muito apelativa. Têm uma textura farinácea no interior, são ligeiramente ácidos e agradáveis.

 

O medronho possui um elevado teor de tanino e tem propriedades anti-inflamatórias, diuréticas, depurativas e adstringentes. É mais conhecido pela sua aplicação na elaboração da aguardente caseira. No entanto, com ele também se prepararam doces e compotas.

 

Doce de medronho

 

INGREDIENTES

1kg de medronhos, lavados e secos

700g de açúcar

100g de açúcar para compotas

1 pau de canela

1 estrela de anis

Sumo de limão (apenas umas gotas)

 

PREPARAÇÃO

Colocar todos os ingredientes num tacho e levar a lume brando. Deixar levantar fervura e cozinhar até atingir o ponto estrada. Deitar em frascos esterilizados e guardar em lugar fresco e seco.

 

Gosto de deixar as grainhas do medronho porque cria uma textura crocante. Todavia, poderá passar-se por um coador antes de o colocar nos frascos.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Compota de laranja e abóbora

por Paula, em 06.05.13

 

O tempo é de laranjeiras em flor na maior parte do país. Nalgumas regiões, contudo, as laranjeiras ainda apresentam os seus frutos esplendorosos porque o tempo ainda não as fez florir. Mas será por pouco tempo.

 

Arrecadam-se os últimas laranjas que se apanham com o desejo de prolongar o seu aroma até ao Verão. Desejam-se naturais, em pratos típicos, em bolos ou compotas. De qualquer maneira, enfim, desde que mantenham o aroma cítrico e revigorante.

 

Para fazer compotas, é necessário ter em conta a quantidade de açúcar. Mais ou menos quantidade significa, respectivamente, maior ou menor prazo de conservação. Normalmente, aplica-se a regra de uma parte de fruta para uma parte de açúcar, isto é, emprega-se para, por exemplo, 500 g de fruta a mesma quantidade de açúcar (500 g).

 

É, ainda, necessário ter em conta o índice de acidez da fruta que se utiliza. Esta contribui para reforçar o sabor da fruta e para espessar a compota. Por isso, no caso de se utilizar fruta com fraca acidez, deverá empregar-se um pouco de sumo de limão.

 

O uso de especiarias é também um factor a ter em conta, já que irão reforçar e acentuar o sabor da fruta. A canela liga bem com maçã, ameixa e cereja. O anis também condiz com a ameixa e o mirtilo, ao passo que o cravinho gosta de acompanhar a pera, a maçã, a ameixa e a ameixa amarela. Já o gengibre fica bem com a gelatina de limão, laranja e ananás. A erva-cidreira, com um sabor ligeiramente cítrico, pode combinar com maçã, limão e groselha.

 

 

INGREDIENTES

 

500 g de abóbora, pesada, descascada e limpa

300 g de rodelas de laranja, com o sumo

1 pedaço de casca de laranja

10 g de gengibre fresco

400 g de açúcar amarelo

1 cl de Grand Marnier (ou outro licor de laranja)

 

PREPARAÇÃO

 

Ralar finamente a polpa da abóbora e deitá-la numa panela.

Juntar as rodelas e a casca de laranja.

Adicionar o gengibre ralado e o açúcar. Deixar repousar durante 30 minutos.

 

Levar ao lume médio durante 5 minutos e mexer de vez em quando. Retirar a casca de laranja e adicionar o licor.

 

Tendo ainda a compota quente, encher frascos previamente esterilizados - lavar na máquina de lavar loiça e antes da utilização colocar numa panela em água quente, utilizando pinças de borracha para não estalar o vidro com a diferença de temperatura, e deixar ferver por vinte minutos; retirar e colocar sobre um pano limpo de algodão grosso e deixar escorrer com a boca para baixo - e depois fechar. Virar com a tampa para baixo para ganhar vácuo e deixar repousar cerca de 30 minutos. Guardar no frigorífico. Se optar por colocar mais quantidade de açúcar poderá guardar em lugar fresco e seco por mais tempo.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

{#emotions_dlg.default}

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Doce de abóbora-chila

por Paula, em 25.02.11

Existe uma grande variedade de abóboras. Conseguimo-las encontrar em vários formatos e cores distintas.

São ricas em cálcio, magnésio, fósforo, betacaroteno, ácido fólico e vitamina C. Caracterizam-se ainda por serem altamente alcalinas. As suas propriedades ajudam no alívio da acidose do fígado e do sangue. Diz-se que a ingestão das pevides ajuda na expulsão das lombrigas e ténias. Nalguma bibliografia, aparece indicada para o tratamento de artrite, bronquite, queimaduras provocadas pela exposição solar, otites, verrugas e para o alívio dos enjoos durante a gravidez.

As abóboras são daqueles frutosque todos os anos aparecem cá por casa. O ano que passou só foi excepção pela farta quantidade que a cultura nos deu.

As que me calharam, tiveram vários destinos. Umas foram cortadas em pedaços e congeladas para serem usadas na confecção de sopas, estufados, risottos e... para fazer doces, pois claro! As sementes foram aproveitadas para secar. Servirão para a próxima sementeira.

Contudo, nem todas puderam ser consumidas durante o Verão e o Outono. A abóbora-chila só está pronta para ser consumida a partir de Dezembro. Esta abóbora é oriunda do México. A sua casca caracteriza-se pelo seu riscado verde e branco. A polpa e as sementes são brancas. É utilizada essencialmente para a confecção de doces.

É a primeira vez que faço este doce. Não sabia que receita utilizar. Procurei nos livros e revistas que cá tenho em casa e descobri um livro de doces e compotas, da Colecção Cozinha Regional Portuguesa, de 1998, edição de Bárbara Palla e Carmo, publicado juntamente com a revista "Activa". Eis a receita:

doce

 

INGREDIENTES:

  • 1 abóbora-chila
  • açúcar
  • sal

PREPARAÇÃO:

  1. Parta a abóbora em pedaços, deitando-a ao chão (com força).
  2. Com as mãos (não podem ser usados objectos metálicos no manuseamento desta abóbora porque fica com um sabor a peixe), retire as sementes, os filamentos e a "espinha" que se encontra em todo o comprimento.
  3. Retire a parte formada por fios.
  4. Coloque-os num recipiente de loiça, cubra-os com água fria e um pouco de sal.
  5. Deixe em repouso durante 24 horas.
  6. Passado este período, separe os fios com as mãos e retire alguma semente que tenha ficado.
  7. Leve-os ao lume com água limpa e deixe ferver até ficarem bem cozidos.
  8. Depois, escorra através de um pano mas tendo o cuidado de guardar alguma da água da cozedura.
  9. Pese e reserve.
  10. Numa caçarola, deite o mesmo peso da abóbora de açúcar e um pouco da água da cozedura dos fios.
  11. Deixe cozinhar em lume médio, até obter o ponto espadana*.
  12. Junte então os fios de chila e deixe apurar por 10 minutos.
  13. Deixe arrefecer um pouco e coloque em frascos esterilizados e preparados para guardar doce, tendo o cuidado de os voltar para baixo para criar vácuo. Depois de frio, pode guardar num local seco e escuro e verá que se conserva por muito tempo.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Posts mais comentados


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D