Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



IMG_9703.JPG

Ontem, foi dia de limpar o frigorífico e de fazer uma refeição rápida. O resultado foi esta fritatta que ficou colorida e deliciosa, como que a pedir que o Verão se apresse. Gosto destes pratos que para além de deliciosos me enchem o olhar de cor e de alegria.

 

A batata-doce é um tubérculo de fácil digestão e altamente nutritiva. Contém cálcio, magnésio, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina E, fósforo e betacaroteno. Tem um sabor e uma textura agradáveis e liga bem com diversos alimentos. Mais conhecida no sul do País, é um ingrediente que tenho regularmente em casa, a par dos ovos.

IMG_9706.JPG

 

INGREDIENTES

1 batata-doce

6 ovos

125g de queijo mozarella (pequenos)

150g de tomate-cereja

1 chalota, picada

1 dente de alho, picado

1 fio de azeite

1 c. de sopa de manteiga

Pimenta a gosto

Sal fino a gosto

1 c. de chá de óleo de trufas

1 c. de chá de sarpão seco

1 rodela de gengibre fresco, ralado

 

PREPARAÇÃO

Cozer a batata-doce com casca em água temperada com sal. Quando estiver cozida, partir em rodelas largas, retirar a casca e depois partir em quadrados. Reservar.

 

Numa frigideira larga, colocar o azeite e a chalota. Deixar alourar e adicionar o alho. De seguida, juntar o tomate-cereja e a batata-doce. Deixar cozinhar cerca de 2 a 3 minutos. Depois, adicionar a manteiga.

 

Entretanto, bater os ovos com um pouco de sal fino, pimenta, o sarpão, o gengibre e o óleo de trufa.

 

Aquecer o forno a 175.ºC.

 

Deitar o preparado de ovo sobre o tomate-cereja e a batata-doce. Dispor o queijo por cima e deixar cozinhar até que a borda fique firme e o centro comece e ficar seco. Levar ao forno por mais 2 ou 3 minutos até acabar de cozinhar e o queijo derreter.

IMG_9696.JPG

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

Autoria e outros dados (tags, etc)


«Roupa Velha» ou o melhor do Natal!

por Paula, em 26.12.14

IMG_8384.JPG

O Natal é a altura em que juntamos a família para um noite especial onde reina a harmonia e onde a mesa tem também um lugar central. A noite da Consoada é aquela por que todos anseiam. Cá em casa, manda a tradição que o bacalhau, acompanhado de batatas, couve portuguesa e ovos cozidos seja o rei da mesa. Mas a tradição é ainda mais forte no dia de Natal: ao almoço não pode faltar roupa velha na mesa. Por isso, na noite anterior coze-se bacalhau a mais para que sobre para o dia seguinte.

IMG_8348.JPG

O melhor do Natal, para mim, é a roupa velha! Sem este prato simples, não sinto que seja Natal.

IMG_8351.JPG 

Boas Festas!

Buonas Fiestas!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Saltimbocca alla Romana

por Paula, em 18.04.14

Saltimbocca alla Romana

 

Saltimbocca alla Romana é um prato feito com bife de vitela panado em farinha e cozinhado com salva e presunto. Pode ser apresentado de forma natural, plana, ou enrolado e preso com palitos. Esta segunda forma, embora mais bonita, pode apresentar uma dificuldade: que o bife não cozinhe uniformemente. Por mim, dispensei a farinha, mas dei uso de bom grado à salva e optei pela apresentação mais simples.

 

O nome científico da salva é salvia officinalis. Todavia, é também conhecida por muitos outras designações: erva-santa, salva-mansa, salva-menor, salva-das-farmácias, salva-da-catalunha, grande-salva, chá-da-europa, chá-da-grécia, chá-da-frança. Sobre esta última é interessante saber que Luís XIV bebia todas as manhãs, ao levantar, duas chávenas de salva e verónica.

 

Originária do Mediterrâneo, a salva é caracterizada por ter folhas oblongas de um verde-acinzentado, aveludadas e com pêlos, ricas em óleo que contém cânfora, taninos, alcalóides e saponina. Para além da variação mais comum, existe ainda a salva-esclareia (Salvia sclarea) que tem um aroma almiscarado muito intenso. Esta variedade é mais usada em bouquets aromáticos e almofadas de ervas, sendo que há quem a utilize também para aromatizar vinhos, marmeladas e fruta cozinhada.

 

As suas propriedades são conhecidas há séculos. Conta-se que a Escola de Salerno (famosa escola de medicina situada naquela cidade italiana) já a designava de Salvia salvatrix, numa evocação à máxima de que a existir um jardim de salva, não haveria morte. Aliás, salvia deriva de salus que significa saúde.

 

Por ser uma planta muito aromática e de sabor intenso, é difícil apreciá-la na primeira abordagem. Apesar de ser bastante utilizada na culinária, o seu uso deve ser moderado pois pode tornar-se tóxica. Pessoas com hipertensão devem evitar o seu consumo.

 

Saltimbocca alla Romana

 

INGREDIENTES

4 bifes finos de vitela (alcatra ou lombo)

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta

1 pé de salva fresca (de 2 a 3 folhas por bife)

250 g de presunto fatiado

1 c. de sopa de azeite

30 g de manteiga

80 ml de vinho Moscatel

100 ml de caldo de vitela (ou de galinha)

 

PREPARAÇÃO

Colocar os bifes, um de cada vez, entre duas folhas de papel vegetal e bater ligeiramente para que adelgacem e estendam um pouco mais.

 

Temperar com um pouco de sal e pimenta – tendo em conta que o presunto e o caldo já contêm sal, pelo que há perigo de salgar os bifes. Dispor duas a três folhas por bife, carregando um pouco para que adiram bem à carne. De seguida, dispor o presunto sobre os bifes, pressionando igualmente com os dedos.

 

Numa frigideira, colocar o azeite e metade da manteiga e deixar aquecer. Saltear os bifes durante dois minutos de cada lado. Regar com o vinho, retirar os bifes e reservar.

 

Juntar o caldo aos sucos que ficaram na frigideira e deixar reduzir. É então altura de juntar a manteiga restante, bem como os bifes que se reservou apenas para ligarem como molho.

 

Estes bifes (saltimbocca) vão bem acompanhados com batatas cortadas em gomos e assadas no forno. Para o efeito, ligar o forno a 200.ºC. Descascar e cortar as batatas em gomos. Temperar com sal, uma folha de louro, dois dentes de alhos esmagados com camisa (ou seja, com casca) uma colher de chá de pimentão-doce e regar com um fio de azeite. Levar ao forno durante cerca de 20 minutos ou até estarem cozinhadas e douradas.

 

Saltimbocca alla Romana

 

Pessoalmente, já tinha tentado usar a salva mas sem sucesso. Contudo, esta receita levou a que fosse aceite na minha cozinha a ponto de querer saber mais sobre ela. Creio que merece que se aposte nela, devendo dar-se-lhe um uso moderado, como já referido.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Batatas do pobre à moda do João

por Paula, em 17.04.11

 

 

O domesticação da batata começou 6000 anos antes da Era Cristã. Os incas foram pioneiros nesta cultura e quando os espanhóis chegaram ao Perú, esta civilização fantástica já dominava a técnica da sua conservação.

Mas o impulso para a sua introdução na gastronomia europeia veio, mais uma vez, de França, no século XVIII. Conta-se que durante a Guerra dos Sete Anos, Auguste Parmentier (farmacêutico) foi feito prisioneiro na Prússia e foi alimentado apenas com batatas. A sua curiosidade foi acicatada por esta imposição e logo que chegou a França convenceu Luís XVI acerca das suas qualidades. Pretendia demonstrar que a batata podia substituir o pão e combater a escassez do trigo. O rei concedeu-lhe um extenso terreno perto de Paris para a plantação da batata. Certa noite, o povo roubou as batatas, o que muito alegrou Parmentier, pois assim conseguira provar que a batata não causava lepra e não servia apenas para alimentar os animais. Para assinalar o êxito o farmacêutico preparou um banquete composto por pratos à base de batatas.

(fonte: Alimentos ao Sabor da História, de Fortunato da Câmara, p. 41 a 43)

Cá em casa, as batatas são uma constante. Desde muito pequena que me lembro dos meus pais a semearem as batatas e depois a apanhá-las. Mais tarde, também comecei a ajudar nesta lide. E assim tem sido todos os anos. No próximo fim de semana lá estaremos todos juntos a semeá-las. Juntos é sempre mais fácil. Todos os anos temos esta tarefa e alguns até já nos chamaram de doidos, argumentando que já ninguém semeia batatas. Ora, esta crise vem afinal mostrar que não estávamos enganados e é engraçado ver agora os apelos ao regresso às hortas. Eu acho que vale a pena semear e plantar um pouco do que queremos comer, principalmente quando pretendemos produtos mais naturais, a cujas sementeiras se adicionam apenas os compostos naturais que resultam da limpeza das terras e das capoeiras dos animais. Mas mesmo que assim não fosse, continuaríamos a semeá-las já que se trata de uma tradição cá de casa. 

 

Certa vez, o stock não foi suficiente para um ano, de modo que me vi obrigada a comprar batatas. Não consegui comê-las a não ser na sopa. Eram intragáveis. As saudades que eu tive da nossa batata branca tão saborosa. E a encarnada...

Com maior ou menor quantidade, o certo é que temos sempre batatas para partilhar com os amigos e familiares.

Assim, no Verão a batata acompanha muitas vezes, juntamente com a salada, o tão desejado peixe grelhado. E foi nestes almoços que começámos a fazer estas batatas. Primeiro o meu pai e depois os restantes que acharam graça a esta mistura.

 

 

 

Ingredientes:

  • Batatas q.b.
  • 1 Alface
  • 1 Cebola
  • Sal q.b.
  • Azeite q.b.
  • Sumo de limão q.b.

Preparação:

  1. Coza as batatas em água temperadas com sal.
  2. Entretanto lave a alface muito bem e corte-a como caldo verde.
  3. Junte-lhe a cebola a gosto cortada em meias luas fininhas.
  4. Tempere com azeite, sal e bastante sumo de limão.
  5. Escorra as batatas e reduza-as grosseiramente a puré com o esmagador de batatas.
  6. Deixe amornar as batatas e junte-as à salada (as batatas não podem estar muito quentes para não cozerem a alface).
  7. Sirva com peixe grelhado.

Estas batatas ficam muito agradáveis. Têm o aroma do limão e o sabor do Verão. Marcam os almoços demorados no terraço nesta época. No Inverno, os purés e as sopas albergam-nas para meu deleite e conforto.  

 

Bom apetite!

{#emotions_dlg.beja}

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Posts mais comentados


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D