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Fritatta de peixe e pimentos

por Paula, em 25.03.14

Fritatta de peixe e pimentos

 

O que fazer quando no frigorífico ficam as sobras da refeição anterior? Dependendo dos alimentos, da forma como foram cozinhados e da quantidade poderá revelar-se difícil dar-lhes destino. Uma fritatta pode ser um bom compromisso entre uma refeição completa e a renovação de sobras.

 

Fritatta de pimentos e peixe

 

INGREDIENTES

 

8 ovos

1/2 molho de salsa, picada

1 posta de peixe cozido, limpa de pele e espinhas

4 batatas cozidas, cortadas em círculos

2 cebolas pequenas, cortadas em meias luas

1/2 pimento, cortado em juliana

Raspa de meio limão

1 c. de sopa de azeite

Sal e pimenta a gosto

Noz-moscada a gosto

 

PREPARAÇÃO

 

Ligar o grelhador do forno a 180ºC.

 

Bater os ovos e temperar com sal e pimenta a gosto. Juntar a salsa e envolver. Reservar.

 

Numa sertã, deitar o azeite e a cebola e deixar refogar um pouco. Juntar o pimento e deixar que cozinhe um pouco para soltar o seu sabor.

 

Adicionar o peixe, as batatas, a raspa do limão e a noz-moscada, envolvendo tudo.

 

De seguida, cobrir o preparado com os ovos e deixar cozinhar cerca de dois a três minutos. Finalizar a cozedura levando o preparado ao forno por cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

 

Servir com salada verde e um pouco de malagueta finamente cortada para obter um prato colorido com um toque picante.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Bolo de chocolate em camadas

por Paula, em 11.03.14

 

 

 

Este é um bolo de chocolate corrente com um twist muito british.  Trata-se de um trifle (ou bolo em camadas) que é óptimo para aproveitar aparas  ou dar um novo look e atribuir novos sabores a qualquer bolo simples.

 

 

INGREDIENTES

 

Um bolo de chocolate corrente (ou sobras)

1 cálice de licor Cointreau (ou outro a gosto)

200 ml de natas

100g de açúcar em pó

300g de frutos silvestres

 

PREPARAÇÃO

 

Bater as natas com o açúcar em pó até ficarem cremosas.

 

Partir o bolo em pedaços e forrar o fundo de uma taça utilizando apenas metade do mesmo.

 

Cobrir com um pouco do licor, natas e alguns frutos vermelhos.

 

Colocar o restante bolo e o licor. Finalizar com as natas e os frutos vermelhos.

 

 

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Arroz de peixe com ervilhas

por Paula, em 09.06.13

 

É conhecido como o pão da Ásia. Existem cerca de 10 000 variedades de arroz. No entanto, são apenas três os grupos em que se divide. A saber: (i) arroz de grão longo; (ii) arroz de grão curto e (iii) arroz de grão médio.

 

O primeiro, caracteriza-se por ter um grão fino e translúcido que fica branco ou amarelado depois de ser polido. Depois de cozinhado, continua a ser branco e consistente. O segundo, tem um grão arredondado que fica mole e cremoso depois de cozinhado. Por isso, é utilizado para fazer arroz-doce ou paelha. Finalmente, o terceiro, também se caracteriza por ficar cremoso quando é cozinhado; no entanto, o grão mantém-se inteiro por dentro. Trata-se, por exemplo, do famoso arroz arbóreo que se utiliza nos risottos.

 

Verdadeiro calmante para o sistema nervoso, alivia estados depressivos e é energético. Uma das particularidades que lhe encontro é a sua versatilidade. Combina com carne, peixe, vegetais e frutas e dele se faz um doce ou qualquer prato salgado. É excelente para aproveitar sobras do que seja. Em todo o caso, reconfortante.

 

 

INGREDIENTES

(Serve 2)

 

250 ml de arroz carolino

1 posta de peixe cozido (ou sobras de peixe) desfeita em pedaços

200 g de ervilhas

1 cebola picada

1/2 L de água de cozer o peixe (ou caldo de peixe, no caso de se utilizar as sobras), aproximadamente

1 c. de sopa de azeite

Açúcar e sal q.b.

 

PREPARAÇÃO

Levar a cebola e o azeite ao lume e, logo que comece a frigir, juntar as ervilhas e uma pitada de açúcar.

Deixar refogar levemente, mexendo sempre.

Juntar a água do peixe (ou o caldo) até cobrir o arroz e de seguida o peixe. Temperar com sal. Á medida que se for esgotando, adicionar mais água, até o arroz cozer.

 

 

A receita consta do livro O Pantagruel. Naquele manual de referência da culinária, o arroz é posteriormente levado ao forno.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyet!

Que bos faga bun porbeito!

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Peniche, Portugal

 

O ano que passou foi um ano difícil, temperado com várias especiarias e ervas que me deixaram um sabor amargo na boca. Mas, apesar disso, não posso deixar de pensar que também foi um ano que me trouxe boas experiências, bons momentos e uma nova postura perante a vida.

 

Parque das Nações, Lisboa, Portugal

 

Em março, através de um convite da Bertrand dirigido à equipa do blogue "Jane Austen Portugal", no qual sou co-autora, iniciei uma aventura no mundo da leitura ao aceitar participar no "Clube de Leitura Jane Austen". Ali, conheci pessoas fantásticas, verdadeiras entusiastas dos romances de Jane Austen, de todos os clássicos e da culinária. Tem sido um processo de grande aprendizagem que ficará para sempre como uma boa recordação.

 

Ilha Margarida, Budapeste, Hungria

 

Em maio, regressei a Budapeste para mais uma excelente experiência, onde provei os deliciososKürtoskalács, visitei o Parlamento e andei pela ilha Margarida; conversei sobre o povo e a história da cidade; deliciei-me com os queijos e as salsichas magiares em mais uma edição do Festival da Palinka no Castelo de Buda; provei a famosa Palinka e o vinho Tokaji e fiquei a conhecer os Kowalski Mega Vega. Nadei em águas tranquilas e revigorantes. Andei pela elegante Andrássi Út e pela famosa Váci Utca; revisitei o Mercado e voltei ao Replay Café para mais um agradável momento de boa comida, bons vinhos e uma excelente sobremesa. Visitei o Museu de Belas Artes e desejei voltar à Galeria Nacional Húngara. Deambulei por estações de metro, vivi e revivi momentos bons.

 

Palácio de Sintra, Lisboa, Portugal

 

Agosto foi o mês em que tive o imenso prazer de receber a Luciana e a Carolina do "JASBRA - Jane Austen Brasil", em nome do "Jane Austen Portugal". Foi um dia muito bem passado em Sintra. Conversámos sobre a autora de "Orgulho e Preconceito", sobre a vila e, claro, sobre culinária. A Luciana despediu-se com suspiros, não só porque ficou apaixonada pela beleza do lugar e do seu romântico Palácio, mas também porque ficou rendida ao sabor dos travesseiros da famosa Piriquita.

 

Foi um ano em que sorri ao ver amigos concretizarem sonhos e lançarem-se em voos que lhes trarão boas experiências. De outros, tive que me despedir para sempre. Por isso, chorei de tristeza, de dor e de saudade e, com isso, reaprendi a viver e a olhar para a vida como uma benção e como a única oportunidade que tenho para fazer e estar com quem gosto. Percebi que a vida é mesmo um instante.

 

Cresci um pouco mais na minha petite cuisine. Nela, e com ela, retemperei forças. Ganhei novo alento para continuar o "La Bouquiniste", um blogue sobre leituras diversas ainda em estado nascituro, e para desenhar novas ideias para o "Notas Soltas e Coisas Doces" que espero concretizar este ano.

 

 

Esta tarte faz a ponte entre o ano que passou e aquele que agora começa porque é feita com as sobras das carnes que estiveram na mesa de Natal. Afinal, do velho se faz novo.

 

 

Tarte de peru e leitão assados

(Serve 6)

 

INGREDIENTES

2 embalagens de massa quebrada

400 g de sobras de carne de peru assado

200 g de sobras de carne de leitão assado

4 fatias grossas de chouriço cortadas em cubos

1 c. de sopa de azeite

2 tomates, pelados e sem sementes, partidos em cubos

1 cebola média picada

4 talos de aipo partidos

1 haste de alecrim (só as folhas)

250 ml de vinho branco

Água q.b.

1 ovo

 

Para o molho bechamel

500 ml de leite

2 c. de sopa de maisena

1 c. de sopa de manteiga

Pimenta q.b.

Noz moscada q.b.

Sal (facultativo)

 

PREPARAÇÃO

  1. Aquecer o forno a 180.º C. Forrar uma tarteira com uma folha de massa quebrada (não retirar o papel vegetal, dispensar apenas o excesso que fica fora do recipiente) e levar ao forno aquecido durante 10 minutos.
  2. Entretanto, refogar a cebola em azeite até ficar translúcida. Juntar o chouriço e deixar que a gordura se solte.
  3. Adicionar o tomate, o aipo e o alecrim e deixar cozinhar em lume brando durante 5 minutos. Refrescar com o vinho.
  4. Adicionar as carnes partidas e deixar apurar durante 10 minutos em lume brando. Juntar água se necessário.
  5. Num tacho pequeno, preparar o molho bechamel. Colocar a manteiga, adicionar a farinha maisena previamente peneirada e envolver. Adicionar o leite e deixar engrossar, mexendo sempre com uma vara de arames para não ganhar grumos. Quando estiver com a consistência desejada, temperar com pimenta e noz moscada moídas na altura. Adicionar sal se desejar.
  6. Triturar o preparado das carnes, por porções, e colocar na tarteira que se retirou do forno. Cobrir com o molho bechamel.
  7. Pincelar o rebordo da segunda folha de massa quebrada, colocar sobre a tarte e fechar.
  8. Bater ligeiramente o ovo e deitar sobre a tarte com a ajuda de um pincel.
  9. Levar ao forno durante 30 minutos ou até a massa estar dourada e cozida.
  10. Servir com salada verde.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Fui trabalhadora estudante. Nesse tempo era frequente ligar para a minha mãe durante um intervalo para saber o que era o jantar. Não porque a minha mãe fosse minha criada e eu mimada. Não. A razão tinha que ver com o conforto de ouvir a minha mãe falar do que tinha preparado para o jantar que, na maioria das vezes, era algo muito simples como uma sopa e algo mais. Aquele conforto era importante para mim. Principalmente nos dias de inverno em que desejava mais estar em casa do que na faculdade. Os dias eram muito longos e saber que me esperava um prato de sopa quente ajudava a ultrapassar esta angústia. Outras vezes, a minha mãe preparava-me algo tão simples como uma farinheira cozida com batatas e hortaliça. E como eu adorava.

 

Esta semana desejei resgatar estes sabores tão campestres e tão caseiros. Tinha uma alheira em casa e decidi utilizá-la na falta da farinheira. Descasquei umas batatas e arranjei uma couve lombarda. Piquei a alheira e coloquei tudo numa panela. A alheira emprestou o seu aroma e os seus sucos aos legumes, tornando tudo muito mais saboroso.

 

 

Como a alheira rebentou, o caldo ficou espesso. Não esmoreci.  Pensei aproveitá-lo para fazer uma sopa, mas não era o que me apetecia. Decidi então fazer um arroz "malandrinho". Outro prato conforto. Assim, juntei ao caldo mais um pouco de água, uma chávena de arroz carolino, mais uma pitada de sal e deixei o arroz cozer, mexendo-o com alguma frequência. Ficou simples e maravilhoso acompanhado com um ovo estrelado e umas fatias de pão escuro.

 

E assim aproveitei um simples caldo de uma confecção que aparentemente não correu bem e transformei-o numa refeição deliciosa e muito caseira.

 

Bom apetite!

 

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