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1 - Praça do Comércio em Lisboa; 2 - Casa dos Bicos, onde se situa a Fundação José Saramago; 3 - Vista para a Sé de Lisboa; 4 - Cais das Colunas
A semana passada o Notas Soltas & Coisas Doces esteve dedicado às conservas, tendo já em vista os bons frutos que o Verão nos trará, sob a forma de charcutaria e de conservas condimentadas.
Todavia, são várias as formas de conservar alimentos. Estas abrangem o tradicional escabeche – que utiliza o vinagre -, a fumagem – hoje mais desaconselhada devido à presença de agentes nocivos para a saúde -, a congelação, a salga, a cura, a secagem, os doces, a charcutaria e as conservas condimentadas. Cada forma de conserva tem um ou mais agentes naturais que ajudam à conservação. São eles, exemplificativamente, o sal, o açúcar, o azeite, óleos, vinagres, álcool e outras gorduras.
Para enriquecer este capítulo das conservas, nada melhor do que fazer uma visita à antiga e bem conhecida Conserveira de Lisboa.
1 a 11 - Conserveira de Lisboa
A antiga Mercearia do Minho nasceu em 1930, sendo que em 1942 passou a denominar-se Conserveira de Lisboa, nome que ainda mantém. Trata-se de uma casa de comércio tradicional dedicada, como o próprio nome indica, às conservas. Detém três marcas próprias: Tricana, Prata do Mar e Minor.
Mantém a traça tradicional da loja dos anos 30 do século passado e tem o já raro atendimento personalizado. Por isso, pode dizer-se que é uma verdadeira jóia de Lisboa.
1 - Praça do Comércio; 2 - Chafariz D'el Rey
Localizada numa zona característica da Baixa de Lisboa, na Rua dos Bacalhoeiros, n.º 34, esta pérola dos sabores lusos dá ao seu visitante não apenas a oportunidade de saborear as melhores conservas e azeites do País, como proporciona também um excelente passeio por aquela zona da cidade. Ali próximo poderá visitar o Museu do Fado, a icónica Casa dos Bicos que hoje é o lar da Fundação José Saramago, um dos prémios Nobel da Literatura, a lindíssima Praça do Comércio com as esplanadas viradas para o Tejo e o romântico Cais das Colunas que recebe o rio de braços abertos.
Para chegar, poder-se-á utilizar o Metro e sair na Praça do Comércio se se for pela linha azul; se a opção for a linha verde, dever-se-á sair na Baixa/Chiado. Para levar o carro, o melhor é deixá-lo ficar no estacionamento do Campo das Cebolas. Os autocarros que passam ali próximo param na Praça do Comércio. Para uma sugestão mais turística, existe o tradicional eléctrico 28E, bem como o 18E e o 25E.
Bons passeios e excelentes descobertas!