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No passado dia 28 de Fevereiro, a convite da Zona de Turismo do Algarve e da Tertúlia Algarvia no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) que decorreu na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, participei num workshop sobre a cataplana algarvia.
A Tertúlia Algarvia é um espaço criado em 2013 por um grupo de amigos que proporciona refeições com pratos regionais e mediterrânicos, promove oficinas de gastronomia, vinhos, artesanato, etc., divulgando a dieta mediterrânica, bem como a história, a cultura, as tradições regionais, organizações e os produtos do Algarve.
A cataplana é uma espécie de panela de pressão muito usual na cozinha algarvia, constituída por duas calotas que se ajustam através de uma dobradiça e assim se fecham hermeticamente. O termo cataplana refere-se não só ao utensílio em si, mas também à forma de cozinhar e às receitas confeccionadas. Desconhece-se a sua história. Todavia, pensa-se que terá chegado ao Algarve durante a ocupação árabe devido às suas semelhanças com a tagine marroquina. A sua forma cilíndrica bem como as suas pegas fazem dele um acessório fácil de transportar. Por outro lado, a sua forma de confecção é muito fácil e saudável atendendo ao facto de cozinhar essencialmente em vapor.
Em equipas de três elementos confeccionámos uma receita de cataplana de polvo com batata-doce que, modéstia à parte - e os meus companheiros de equipa, a Teresa do blogue A Cozinha da Ovelha Negra e o Mário Martins do Turismo do Algarve, certamente que subscrevem a minha afirmação - estava uma delícia, sendo que foram eles que mais contribuiram para esse efeito.
Receita de Cataplana de Polvo com Batata-Doce
da Tertúlia Algarvia
(para 4 pessoas)
INGREDIENTES
600 g de polvo cozido
500 g de batata-doce
100 g de toucinho magro
150 g de cebola
100 g de pimento vermelho
100 g de pimento verde
12 g de alho
1 malagueta
1 folha de louro
1 dl de azeite
1 dl de caldo de cozedura do polvo
½ dl de vinho branco
Colorau q.b.
Coentros q.b.
Alecrim, tomilho e hortelã q.b.
Sal q.b.
PREPARAÇÃO
De véspera:
Cozer o polvo com 1 cebola, 3 dentes de alho esmagados com casca e 1 malagueta, por cerca de 45 minutos. Reservar o caldo. Cortar o polvo em pedaços e reservar.
Cozer ou assar a batata-doce com casca. Descascar e partir em rodelas largas. Reservar.
No dia de confecção:
Cortar a cebola e os pimentos com sementes em juliana, o alho em lâminas e o toucinho em cubos.
Colocar o azeite na cataplana e alourar o toucinho. Acrescentar, de seguida, o alho para aromatizar o azeite. De seguida, acrescentar os restantes ingredientes e a folha de louro. Refrescar com o vinho branco, que deve ferver.
Acrescentar o polvo, o colorau, a batata cortada em rodelas grossas (sem casca) e cerca de 1 dl do caldo da cozedura do polvo. Acrescentar as ervas, tapar e deixar ferver por cerca de 5 minutos.
Antes de juntar as ervas poder-se-á juntar, facultativamente, um punhado de amêijoa ou berbigão com casca e algumas gambas. Deixar cozinhar um pouco e no fim juntar as a ervas aromáticas e deixar ferver por cinco minutos.
Ao cozinhar na cataplana tem que se ter em especial atenção as temperaturas que não deverão ser altas para que não se queimem os ingredientes, deixando, ao invés que estes cozinhem lentamente ao vapor.
Foi uma excelente experiência - de tal forma que acabei por ficar à conversa com a Teresa e com a Sandra (Tertúlia Algarvia) muito para além do workshop - que muito gostaria de repetir.
Bom apetite e boas descobertas!
Que bos faga bun purbeito e buonas scubiertas!