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Ontem foi dia de festa em Lisboa. Todavia, a minha ida à Avenida da Liberdade nada teve que ver com a celebração do dia de Santo António. Não. Sem me aperceber, comprei bilhete para assistir à peça “40 e então?” para a noite mais folclórica e animada da capital.
A bilheteira ainda estava encerrada quando cheguei ao Teatro Tivoli. Lá fora, a agitação já era muita: televisão, carros de apoio, bancadas, muitas pessoas – famílias inteiras, grupos de amigos, vendedores de manjericos e turistas – escolhiam o lugar para assistir ao tradicional desfile das Marchas de Lisboa. Ouvem-se os acordes da música que acompanha o primeiro bairro, mas permaneço onde estou, sentada nas escadas que dão acesso à sala de espectáculo. Quero rever três actrizes fabulosas em palco.
Créditos da imagem:http://www.uau.pt/
Dez anos depois, Ana Brito e Cunha, Fernanda Serrano e Maria Henrique regressam ao palco, depois do sucesso de “Confissões das Mulheres de 30” a que tive o imenso prazer de assistir, trazendo consigo muitas histórias com as quais qualquer mulher na idade da ternura se identifica. São histórias comoventes, divertidas, hilariantes e repletas de afectos, contadas por várias mulheres com vivências diferentes que ganham vida pelos sapatos que calçam: a mãe que deixa de ter nome para ser chamada apenas a mãe de X, mulher de y; a mulher que se vai divorciar depois de se dedicar ao mesmo homem desde a adolescência, a mulher que quer viver a sua sexualidade em pleno, a mulher que quer iniciar uma carreira aos 40! Sim, aos 40 e então? E muito, muito mais. É um espectáculo para todas as mulheres e, já agora, para os homens também.
Créditos da imagem:http://www.uau.pt/
Nesta peça, em cena no Teatro Tivoli, as actrizes dão voz a textos seus e das autoras Ana Bola, Helena Sacadura Cabral, Inês Maria Meneses, Leonor Xavier, Sílvia Baptista, Sónia Aragão, Rita Ferro e Rute Gil. A direcção é a da Sónia Aragão. Está em cena de quinta-feira a Sábado, às 21h30, e aos Domingos, às 16h30, sendo que os preços à quinta-feira têm o valor único de 10€, sem lugar marcado.
RISOTTO DE ABÓBORA E SALVA FRITA
Para completar a noite, um risotto fácil de confeccionar e absolutamente delicioso. A salva frita em manteiga é divina.
INGREDIENTES
250ml de arroz arbóreo
1 chalota, picada
80 ml de vinho branco
200g de abóbora cortada em pequenos pedaços
Caldo de legumes ou água, q.b., quente
Manteiga q.b.
Queijo parmesão ralado q.b. (ou outro a gosto)
Folhas de salva a gosto
Sal e pimenta q.b.
PREPARAÇÃO
Num tacho, colocar o azeite e a cebola e deixar alourar. De seguida, juntar a abóbora e duas folhas de salva e deixar cozinhar um pouco. Temperar com sal e pimenta. Retirar as folhas de salva. Adicionar o arroz e deixar fritar ligeiramente. Refrescar com o vinho e deixar que este evapore.
É então altura de começar a adicionar o caldo de legumes, tendo como medida uma concha de sopa. Deverá juntar-se concha a concha e deixar que seja absorvido antes de adicionar a seguinte, até o arroz estar cozido.
Acrescentar um pouco de manteiga e o queijo. Envolver.
Numa frigideira, colocar a manteiga e cerca de seis folhas de salva. Fritar até as folhas até ficarem com um aspecto estaladiço. Finalizar o arroz com estas folhas e a manteiga.
Bom apetite!
Que bos faga bun porbeito!
Na minha cabeça ainda ecoam algumas frases do espectáculo que, infelizmente, não consigo reproduzir com fidelidade: Aprendi que a cultura não é só cinema, teatro, leitura... aprendi que cozinhar algo de que gosto, conversar com a família ou ver o pôr-do-sol no meu terraço também me preenche. Aprendi que, aos quarenta, a vida ganha um fôlego diferente. Sim, aos 40 e então?
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