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Igreja Matias
A Igreja Paroquial de Nossa Senhora, mais conhecida por Igreja Matias, talvez por ter sido Matias Corvino a dar-lhe mais uso, está situada no lado Buda, junto ao monumento do Bastião dos Pescadores. Esta Igreja foi fundada no reinado de Bela IV, no século XIII, tendo sofrido ao longo da história do país várias utilizações e reconstruções. Em 1541, os turcos fizeram dela a Grande Mesquita. Mais tarde, aquando a libertação de Buda, ficaria praticamente destruída. Pela mão de padres franciscanos, é reconstruída ao estilo barroco, sendo que em 1723 voltaria a sofrer grandes danos. A sua reconstrução seria então feita por Frigyes Schulek ao estilo neogótico. Mas, em 1945, seria objeto de nova destruição, agora pelos alemães e russos, ficando a sua recuperação terminada apenas em 1970.
1 - Porta axial; 2 - Rosácea medieval do Primeiro Gótico, reproduzida por Frigyes Schulek; 3 - Púlpito;
4 - Padres da Igreja; 5 - Réplica da Igreja Matias; 6 - Placa a praça perpendicular à Igreja;
6 - Torre da Igreja; 7 - Torre Béla, homónima ao rei Béla IV
Quando chegamos ao Bairro do Castelo não conseguimos ficar indiferentes às cores que brotam do telhado da igreja, constituído por mosaicos policromos. O interior não é menos impressionante. As paredes estão meticulosamente pintadas à mão; um trabalho extraordinário. No púlpito, podemos admirar a ornamentação da qual constam os quatro padres da igreja e os quatro evangelhos. Os vitrais (três) do século XIX, são da autoria de Frigyes Schulek, Bertalan Székely e Károly Lotz. No seu interior, está, ainda, o túmulo do rei Bela III e da sua mulher, Ana de Châtillon.
Bastião dos Pescadores
O Bastião dos Pescadores foi erigido num local onde antes existia um mercado e um bairro de pescadores. É esta a génese do seu nome. Este monumento simples, de estilo neoromânico - neogótico, é o local perfeito para contemplar o rio Danúbio e Peste. Quem por ali passa, quer demorar-se. A vista perde-se numa lonjura impressionante e uma certa paz toma conta dos espíritos viajantes. Mais do que ir ao Palácio, era a este monumento que queria voltar. Queria demorar-me e deixar passar o tempo sem pressas; queria simplesmente ficar ali a admirar e a absorver cada detalhe, na certeza de que ali não voltaria tão depressa. Em boa verdade, foi aqui que me apaixonei por Budapeste.
1 - Estátua de Santo Estevão; 2 - Vista de uma das esplandas do Bastião dos Pescadores sobre as Pontes Isabel (Sisi) e da Liberdade ou Francisco José; 3 -Ilha Margarida; 4 - Parlamento; 5 - Igreja Matias e Bastião dos Pescadores; 6 - Vendedor de aguarelas
Na praça que dá acesso ao Bastião, a estátua do rei Estevão I ou Santo Estevão parece dar-nos as boas vindas. Este rei tentou evangelizar a Hungria, tendo recebido a coroa, que hoje se encontra no Parlamento Húngaro, do Papa Silvestre II e fundado ao bispado de Esztergom.
1 - Parlamento; 2 - Bastião dos Pescadores
Fiquei cativa daquela beleza, bem como da simpatia daqueles com quem me cruzei. Todos os bocadinhos foram marcados por conversas informais ou tentativas de conversa, nalguns casos, devido ao obstáculo da língua. Foi com tristeza que pensei que não voltaria a Budapeste. Mas, já lá diz o velho ditado que não há duas sem três, por isso, em Maio, lá estarei outra vez, desta feita para ser cicerone de duas pessoas que me são queridas.
Na mala, para além do pimentão, quero trazer música húngara. Quero coisas novas para ouvir e para aprender. Este é um trabalho que descobri recentemente, a par de outros, e que não pude deixar de partilhar. Espero que gostem. O título é muito sugestivo: sonhadores despertos. Porque sonhar é preciso!
