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Gosto de queijo. Melhor: adoro queijo! A par dos ovos é aquele ingrediente que tenho sempre em casa. Os das Beiras são a minha perdição. Não há queijo como o nosso. Provo todos os que me indicarem, mas o meu paladar e o meu coração ficam sempre com os mesmos. Os das Beiras!
Dizem que os famosos queijos de Azeitão provêem de uma receita de Castelo Branco. Conta-se que determinado cavalheiro se mudou para a Serra da Arrábida e como tinha saudades dos queijos da sua terra, mandou vir um queijeiro lá da aldeia para os fazer. Dizem, ainda, que o sabor é diferente porque o pasto da Serra da Arrábida é diferente do das Beiras. Por isso, o queijo adopta também ele um sabor distinto.
Cá por casa andava distraído um queijo de mistura da Soalheira, Fundão, e já estava um pouco seco. A questão é que eu gosto deste queijo quando ainda não está completamente curado. Quando ainda o posso sentir leve e fresco, quase a derreter-se na boca. O que fazer com ele?
Resolvi dar-lhe dar um ar italiano ainda que bem disfarçado. Retirei-lhe a casca, ralei-o e coloquei-o num recipiente envolto em papel celofane que guardei no frigorifico para utilizar numa massa simples, num gratinado ou nuns bolinhos de queijo.
Desta forma, foi possível dar vida nova a um ingrediente que naquelas circunstâncias já não teria grande utilidade para mim.
Mamma mia, que belo!
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