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A vida é feita de ciclos. É assim que a encaro. Os últimos anos fazem parte de uma curva descendente, ou seja, de um ciclo negativo. Em 2011 escrevi um texto neste blogue sobre os meus desejos para o ano seguinte. Esse ano seria, ao contrário do que havia escrito, o acentuar da curva descendente de um ciclo já de si pouco positivo. De lá para cá, a curva moveu-se um pouco no sentido ascendente. Todavia, mantém-se ainda em registos negativos. Mas, feita uma avaliação mais rigorosa, reconheço também alguns pontos bastante positivos. Um deles foi a recuperação da minha saúde – ainda em progresso – mas distante do cenário grave de 2012. Outro aspecto positivo é sem dúvida continuar a ter um emprego e a minha família junto de mim. O ano de 2013 foi igualmente caracterizado por notícias e mudanças nada positivas no campo laboral, sendo que o cenário se agravou durante o ano de 2014. A esperança a que me agarrava acabou por se desvanecer face à força dos factos. Não obstante todo este cenário de alguma forma carregado, acredito que 2015 será um ano de afirmação e de mudanças. Esperam-me grandes desafios pessoais e profissionais mas acredito que estes chegarão para me fortalecer e para me fazer seguir o (meu) caminho rumo a dias melhores. 2015 é o Ano Internacional da Luz e eu acredito que será, para mim, um ano repleto dela. É o início de um novo ciclo e de uma nova vida. Será para isso que irei trabalhar com empenho e dedicação, perseguindo assim os meus sonhos e os meus objectivos de vida.
Desejo a todos um Excelente Ano de 2015, com muita saúde, alegria, luz, paz e esperança num novo ciclo!
Este ano tem sido marcado pelo desaparecimento de várias personalidades portuguesas e estrangeiras que de uma forma ou doutra marcaram a minha vida.
Há pouco li esta notícia sobre a morte do Gordon Ramsay e não quero acreditar que seja verdadeira. Tenho muito carinho e respeito por esta figura que, apesar de alguns programas mais rígidos, é um ser humano sensível e um grande chef.
Aguardo, com ansiedade, um desmentido.
O Natal é a altura em que juntamos a família para um noite especial onde reina a harmonia e onde a mesa tem também um lugar central. A noite da Consoada é aquela por que todos anseiam. Cá em casa, manda a tradição que o bacalhau, acompanhado de batatas, couve portuguesa e ovos cozidos seja o rei da mesa. Mas a tradição é ainda mais forte no dia de Natal: ao almoço não pode faltar roupa velha na mesa. Por isso, na noite anterior coze-se bacalhau a mais para que sobre para o dia seguinte.
O melhor do Natal, para mim, é a roupa velha! Sem este prato simples, não sinto que seja Natal.
Boas Festas!
Buonas Fiestas!
«Prato Mesa Exposta» - Faiança - RBP Caldas 1897; 1898
Rafael Bordallo Pinheiro nasceu em 1846 e faleceu em 1905, deixando uma vasta obra naturalista ligada também à caricatura humorista e satírica.
Homem boémio na juventude, revelou na sua obra multifacetada o gosto de estar à mesa e o valor da boa gastronomia. Os seus registos no desenho, pintura e cerâmica dão assim a conhecer a dieta alimentar e os espaços de consumo do último quartel do século XVIII, como os mercados de rua e os armazéns de víveres.
O seu humor apurado levou-o a utilizar muitas vezes a gastronomia como ponto para caracterizar muitas situações políticas e sociais da altura, usando expressões como «caldo entornado» ou «castanha da boa».
Mas Rafael Bordallo Pinheiro deixou também registos de lindíssimos menus de banquetes de homenagem de que não só deu notícia como também decorou e compôs graficamente, caricaturando afectuosamente os convivas e representando-se, entre objectos sobredimensionados da culinária e da mesa, suscitando o humor.
Mesa exposta no Museu Bordalo Pinheiro
É com Rafael Bordallo Pinheiro que espero inspirar-vos para criar um bonito e humorístico menu de Ceia de Natal.
Se ainda não visitaram o Museu Bordalo Pinheiro, façam-no por estes dias. Recomendo vivamente. O bilhete não é caro e o espaço está aberto à hora do almoço. Para além disso, a exposição é dinâmica e contém peças maravilhosas bem como uma biblioteca bonita. A loja vende artigos para oferta ou para recordação com a simbologia bordaliana. Os meus favoritos são os aventais. Por fim, do outro lado da estrada, encontra-se o Museu da Cidade de Lisboa que recebe no seu exterior o Jardim Bordalo Pinheiro onde estão expostas várias peças de tamanhos gigantes por todo o seu espaço. Imperdível!
Boas Festas!
Buonas Fiestas!
Espanto-me com a forma como o tempo me foge. Sem dar por isso, já se passou mais um ano. Já é Natal! Para alguns, a ceia revela a manifesta falta de meios para conferir dignidade a esta época do ano. Uns terão alguma culpa; outros apenas se encontram na cordilheira do desemprego e dos cortes salariais ou outras situações idênticas. O que é certo, caros leitores, é que à minha volta vejo, claramente, desânimo e um fraco espírito natalício.
Embora um pouco fora das situações acima mencionadas, mas igualmente em situação de revés financeiro, revejo-me na falta de presença daquele espírito. Este ano, a minha casa está «natalmente» descaracterizada. Não tenho luzes a piscar e muito menos a árvore de Natal colorida a marcar presença na minúscula sala de estar. Faltam também os presentes. Neste Natal, nem as crianças da família terão o meu presente a marcar a noite da Consoada.
Mas afinal o que posso eu dar para marcar esta data em que se celebra a família? A resposta é simples: para o Natal de 2014 tenho apenas arrobas de carinho para dar, acompanhadas dos tradicionais sonhos... de abóbora!
Feliz Natal para todos!