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Apetece-me contrariar rumos; traçar outras rotas e lançar-me na aventura (ainda que comedida). Quero romper rotinas, despir-me de cansaços e envolver-me com um manto de emoções frescas.
Os dias sabem-me a fel, consequência de rotinas gastas e de dias calçados de nada. E o nada é uma sola que não protege nem do calor nem do frio. Pesa, apenas.
Ah! Mas se eu conseguisse rompê-lo, então seria novamente criança e correria em busca de outras cores, descalça de tudo e vestida de alegria. Leve, seria eu!
INGREDIENTES
1 cebola, picada
2 dentes de alho picados
1 c. de sopa de azeite
200 g de tomate em cubos (conserva)
1 c. de chá de cominhos
1 c. de chá de coentros em pó
Sal e pimenta q.b.
Água q.b.
2 cenouras cortadas às rodelas
2 curgetes cortadas em cubos (sem casca)
1 pacote de espinafres congelados
420 g de grão em conserva
PREAPARAÇÃO
Num tacho, colocar o azeite e a cebola a refogar até ficar dourada. Juntar o alho e envolver. De seguida, adicionar o tomate e envolver. Temperar com os cominhos, os coentros em pó, o sal e a pimenta. Envolver e deixar apurar os sabores. Juntar um pouco de água se necessário.
Depois, é tempo de juntar as cenouras e de as deixar cozinhar um pouco, antes de lhes juntar a curgete e os espinafres. Por último, juntar o grão, envolver e deixar apurar.
Bons sabores do campo que nos devolvem o vigor da boa disposição.
Bom apetite!
Que bos faga bun porbeito!
As cenouras chegaram-me da horta da Serra pela mão dos meus pais. Sem pensar muito, juntei-lhes os ingredientes de que dispunha para fazer uma sopa simples e muito aconchegante.
São coisas boas que me chegam, a lembrar que os aromas verdadeiros dos legumes me enchem a alma.
INGREDIENTES
300 g de abóbora, cortada em cubos
4 cenouras, cortadas às rodelas
2 batatas médias, cortadas em cubos
1 cebola, cortada em meias-luas
1 dente de alho, picado
1 c. de sopa de azeite
1 c. de chá de gengibre em pó
1 c. de chá de cominhos
700 ml de caldo de legumes ou água
Sal e pimenta q.b.
Pesto de poejo q.b.
PREPARAÇÃO
Numa panela, colocar o azeite, a cebola, o alho, o gengibre e os cominhos e deixar refogar até a cebola alourar.
De seguida, juntar a abóbora, as batatas e a cenoura e envolver. Temperar com sal e pimenta.
Adicionar o caldo e deixar cozinhar os legumes.
Triturar com a varinha mágica ou num liquidificador.
Servir com uma colher de chá de pesto de poejo e um fio de azeite.
Um sopa tão simples quanto deliciosa, a conjugar especiarias com ingredientes despretensiosos.
Bom apetite!
Que bos faga bun porbeito!
Via-a a passar com o seu sari sempre impecável. O cabelo estava elegantemente apanhado. Os seus modos eram delicados e a forma de sorrir era tímida. Caminhava com delicadeza – a mesma com que, suponho, confeccionava as chamuças que abasteciam os cafés do bairro. Nunca soube o seu nome, nem de onde vinha, mas ainda guardo na memória os aromas e o sabor daqueles maravilhosos folhados indianos.
De vez em quando olho pela minha janela de onde avisto a sua casa e pergunto-me se ainda as fará para a família. Imagino-a vestida num bonito sari, de cabelos já prateados apanhados de forma elegante, a cozinhar pratos com aromas ricos, intensos e deliciosos.
INGREDIENTES
(para cerca de 18 unidades)
2 embalagens de massa filo
500g de carne picada
2 alhos picados
1 c. de sopa de azeite
1 c. de chá de coentros em pó
2 c. de sopa de açafrão-das-índias
1 c. de chá de colorau
1 c. de chá de gengibre em pó
1 c. de chá de cravinho em pó
1 c. de sopa de polpa de tomate
3 cebolas médias, picadas
1 molho de coentros, picados
1 limão pequeno
Sal e piripiri q.b.
1 iogurte grego
PREPARAÇÃO
Numa frigideira funda, colocar o azeite, a cebola e as especiarias e deixar que libertem os sabores e refogem ligeiramente. De seguida, adicionar o alho e envolver. Juntar a carne e temperar com sal e piripiri. Deixar a carne cozinhar.
Depois, se tiver muito líquido, deixar escorrer num passador fino. Juntar os coentros picados, regar com sumo de limão e envolver.
Entretanto, cortar a massa filo em tiras de 8 cm de largura. Pincelar com um pouco de azeite. Com uma colher de sopa, colocar o preparado numa das pontas da tira de massa e enrolá-la, dobrando as margens para dentro e depois fazendo triângulos até terminar a tira. Colar com um pouco de azeite e dispor num tabuleiro de ir ao forno devidamente forrado com papel vegetal.
Levar ao forno aquecido a 200º C por cerca de 12 minutos ou até a massa estar dourada.
Servir com iogurte grego e coentros picados.
Bom apetite!
Que bos faga bun porbeito!
Os frutos vermelhos são antioxidantes. Esta característica faz deles bons aliados para um pequeno-almoço mais doce ou, se adicionados a papas de aveia, mais natural e consequentemente de acordo com uma dieta saudável.
Mas para um lanche que convida a boa conversa e a uma chávena de chá, uns muffins com os ditos frutos são, digo eu, a escolha perfeita. Entre um assunto e outro, vão-se saboreando sem cansar e sem pesar, pois são equilibrados para se comerem sem culpas.
INGREDIENTES
(para 12 unidades)
200 g de farinha com fermento
150 g de farinha integral
100 g de açúcar amarelo + um pouco para polvilhar
150 g de frutos vermelhos
2 ovos
250 ml de leite
125 g de manteiga derretida
PREPARAÇÃO
Começar por pré-aquecer o forno a 200ºC e colocar forminhas de papel num tabuleiro para muffins antiaderente.
Depois, peneirar as farinhas para um recipiente largo, juntar o açúcar e as framboesas e fazer uma cova no centro.
De seguida, bater o leite com os ovos. Adicionar o preparado e a manteiga à mistura de anterior. Mexer, com uma colher de metal, até estar tudo misturado (mas não em demasia, pois deverão ficar alguns grumos).
Encher as formas com a ajuda de duas colheres de sopa até ¾ com a massa.
Polvilhar a massa com um pouco de açúcar e levar ao forno durante cerca de 20 minutos.
Retirar, esperar cinco minutos e depois colocar a arrefecer numa rede.
Bom apetite!
Que bos faga bun purbeito!
É fresquinho na blogosfera do Sapo e é um mimo de blog. Chama-se "Botão de Pérola" e na verdade é o rosto de um atelier de costura e artesanato com uma componente de retrosaria, com espaço para venda de artigos em segunda mão a preços simbólicos, sito na vila de Atouguia da Baleia, que surgiu da necessidade da sua autora e artesã renascer, pelas suas filhas, da dor e para fazer face às dificuldades financeiras que o desemprego e a viuvez lhe trouxeram.
É um espaço que promete bons trabalhos de artesanato com tecidos, E.V.A., malhas, crochet e outros materias que se encontram no mercado, aliando a tradição à modernidade. Vale a pena visitar tanto o blog como o atelier e aproveitar as promoções e os workshops que a Carla vai fazendo.
Boas descobertas!
Ramo de flores elaborado pela "Sonhos e Lembranças"
Há acontecimentos na vida de cada um que deixam marcas difíceis de ultrapassar. 2012 revelou-se um ano terrível na vida da minha família. O ano começou com o desemprego a instalar-se no quotidiano de alguns familiares, enquanto outros saíam para o trabalho mas sem vislumbrar o fim do mês… Apesar disso, havia um motivo de alegria: nascia o membro mais novo da família que viria a ser minha afilhada. Julho foi o mês escolhido para o baptizado, não obstante a minha irmã Carla estar ainda desempregada.
Chegado o fim-de-semana do acontecimento, ultimámos os preparativos finais, desconhecendo que aquele Domingo nos traria mais tristeza do que alegria. O destino gozava-nos, ria-se entre dentes da maldade que nos preparava.
Fomos à igreja, seguimos para o almoço simples preparado por amigos do João, o meu cunhado, convivemos e, antes de me ir embora, disse-lhe, num sentimentalismo pouco habitual em mim, que aquele tinha sido um dia feliz. O João acompanhou-me ao carro e despedimo-nos. Finalizei dizendo para ele ir para perto das suas meninas. Voltou-se e calculando os passos para a porta que não via, foi para casa. Ainda teve tempo para brincar com os filhos...
Atelier "Botão de Pérola"; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Coreto e Touril na Atouguia da Baleia
De regresso ao meu lar, a minha irmã mais nova informa-me que temos de regressar a casa da minha irmã Carla, pois o meu cunhado tinha falecido. O choque e a confusão tomaram conta de mim. Por momentos, pensei que estava a ter um sonho mau. Mas não. O pesadelo era real e doía muito.
Faz, pois, para a semana, dois anos que acompanho a minha irmã Carla nesta viagem dolorosa de criar duas crianças e de tentar colocar a dor de lado por elas. Como lidar com o próprio sofrimento e tentar explicar o desaparecimento do pai a uma criança de quatro anos? Como dizer que o pai já não vai voltar a brincar com ela? Como responder às suas perguntas-afirmações sobre o que fazer com as roupas do pai que se mantinham no mesmo lugar? E porque é que os médicos no Céu não conseguem curar o pai? Como lidar com as insónias de uma criança que, de madrugada, se senta no chão e diz que não tem sono porque tem saudades do pai ou porque quer uma nova explicação para a sua ausência? Como aliviar a dor de uma criança que tenta disfarçar o seu sofrimento para proteger a mãe? E tantas outras dificuldades.
Trabalhos do "Botão de Pérola"
Felizmente, este ano, a Carla reuniu forças e, ainda desempregada, conseguiu lançar o seu projecto de trabalho. Todos ajudámos à nossa maneira, claro. O meu pai pintou o espaço e deu um móvel antigo que estava na garagem à espera de melhores dias; a minha mãe ajudou na elaboração de alguns trabalhos de crochet; a minha amiga Sílvia doou umas mesas para servirem de balcão; a SE através da minha irmã Vera deu umas estantes que servem de prateleiras; o meu irmão Miguel contribuiu com um móvel e elaborou a parte da publicidade; o meu cunhado Ralph colocou os candeeiros; a amiga e comadre Marina ajudou a encontrar o espaço para o atelier, com a apresentação de ideias, na confecção de alguns artigos e na elaboração das montras; a minha amiga Isabel deu um cadeirão; a Ana ajudou a restaurar o móvel antigo (um trabalho incrível); os sogros e os cunhados da minha irmã ajudaram a montar as prateleiras e o provador; a D. Maria Gil, da "Sonhos e Lembranças" ofereceu um lindo vaso de orquídeas para alegrar o espaço e bons conselhos. No fundo, as pessoas que lhe querem bem e que são realmente suas amigas, juntaram-se e ajudaram como podiam de modo a que o atelier fosse montado quase a custo zero – o que foi possível!
É neste contexto que surge esta entrada simples. Servi-a no dia em que a Carla inaugurou o “Botão de Pérola”, um atelier de costura, artesanato e retrosaria, situado no largo da Atouguia da Baleia, junto à Igreja Nossa Senhora da Conceição. O dia, felizmente, correu bem. Agora, espero que o resto também corra muito bem e que lhe dê o sustento de que tanto necessita para criar as filhas e pagar as suas contas.
Espreitem o blogue “Botão de Pérola”, façam sugestões e visitem o atelier e a lindíssima vila de Atouguia da Baleia.
ROLINHOS DE SALMÃO
INGREDIENTES
1 Embalagem de wraps*
3 Embalagens de salmão fumado
250g de queijo creme
Rama de funcho q.b.
PREPARAÇÃO
Barrar os wraps com o queijo creme. De seguida, dispor o salmão e finalizar com o funcho. Enrolar os wraps e cortar em fatias ligeiramente largas. Servir bem fresco.
Citando Donna Hay: fast, fresh and simple! Não suja muita loiça e ainda prescinde do fogão.
*Encontram-se à venda nos supermercados junto do pão de forma e afins.
Bom apetite!
Que bos faga bun porbeito!