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Quando os ventos da primavera fustigam os jardins e as rosas se desfolham por terem a fragilidade do silêncio fica na terra um perfume tão inquietante que entontece o cetim das palavras.
Graça Pires, in "Caderno de Significados", 2013, Editora Lua de Marfim
INGREDIENTES
(Para 2 bolos)
125 g de manteiga
1 dl de óleo
340 g de açúcar
2 ovos
1 c. de chá de essência de baunilha
1 dl natas
240 g de farinha integral de trigo
160 g de farinha para bolos
1/2 c. de chá de fermento em pó
1 c. de chá bicarbonato de sódio
1/2 de chá de canela
1/2 c. de chá de cravinho em pó
1/2 c. de chá de noz-moscada
340 g de courgette, em pequenos cubos
120 g de nozes, picadas
PREPARAÇÃO
Sendo certo que o doce nunca amargou, sabe bem suavizar o paladar dos dias com fatias de bolo caseiro, simples e delicioso.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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É uma verdade universalmente reconhecida que quem semeia favas as colhe de bom gosto e as degusta com maior prazer. Aquelas, trazem consigo a memória da aprendizagem degustativa, a que acompanha um indivíduo toda a vida, pois raramente se ouve alguém dizer que gosta de tudo. Se o disser, certamente que não fala a verdade. Gostar de favas não é afirmação que se ouça por aí com facilidade. A maior parte, aprendeu a gostar ou a degustar; a reconhecer a inegável textura sedosa das favas peladas que se rendem à envolvência do azeite aromatizado com chalota e alho ou a apreciá-las quando apanhadas em início de época, ainda tenras e suculentas. Com ou sem enchidos. Talvez acompanhadas com cavala de conserva em óleo, porquanto ficam irresistíveis. Mas se se procurar algo diferente, poderão prová-las com ovos benedict, regadas com o famoso molho holandês.
INGREDIENTES
(Serve 4)
400 g de favas sem vagem
1 ramo de salsa (só as folhas) picado
1 chalota finamente picada
1 dente de alho picado
30 g de manteiga
Sal q.b.
1 pitada de pimenta-preta
1 pitada de noz-moscada ralada no momento
Água q.b.
PREPARAÇÃO
As favas cozinhadas desta forma ficam deliciosas e constituem uma alternativa à tradicional forma de as fazer com carne e enchidos. Para além de ficarem saborosas, a textura é muito agradável. Podem servir-se simples ou como referido na introdução deste post.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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Uma sopa é o prato mais importante da refeição. Alimenta. É saudável. Aconchega. Reabilita. Quer gostemos ou não, esta é uma verdade universalmente reconhecida.
Neste caso, não sei onde me situar enquanto degusto uma e outra colherada. O coco lembra-me os dias de férias, leves e soalheiros; o feijão transporta-me para a azáfama dos dias de trabalho, no fim dos quais, um prato bem encorpado, como quase todos os que utilizam feijão na sua preparação, traz aconchego a um estômago a ansiar por verdadeira comida de prato.
Talvez a devesse apelidar de verdadeira consolação, já que se trata de um caldo encorpado e aromático que consola mesmo antes de ser degustado. É absolutamente deliciosa.
INGREDIENTES
(Serve 4)
1 c. de sopa de óleo de girassol
2 alhos franceses, limpos e cortados em juliana (só a parte branca)
1/2 pimento vermelho, picado
2 dentes de alho
Gengibre fresco, pelado e ralado, a gosto
1 malagueta vermelha pequena
1 c. de chá de sementes de cominho
Sal marinho e pimenta-preta moída na hora q.b.
400 g de feijão-branco cozido (1 frasco)
400 ml de leite de coco (1 lata)
Caldo de legumes quente q.b. (400 ml, aproximadamente)
1 pitada de açúcar amarelo
Coentros frescos para guarnecer
Gomos de limão para servir
PREPARAÇÃO
Esta sopa fica melhor se for feita de véspera e aquecida antes de ser servida.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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Apesar de o ano não ser o melhor para a agricultura, a boa sorte trouxe-nos boa batata, feijão, courgettes e, ao que parece, tomate coração-de-boi, que, apesar de ainda não dar para colher, já me traz a esperança de um doce caseiro e saboroso. Com scones fica maravilhoso. Ganha vida e dá alento a quem o prova ao pequeno-almoço ou num lanche tranquilo.
INGREDIENTES
(para 12 unidades)
450 g de farinha com fermento
80 g de manteiga cortada em cubos
3,10 dl de leite (mais um pouco para pincelar)
PREPARAÇÃO
Os scones são uma delícia e tão rápidos e simples de fazer que apetece tê-los na mesa todos os dias.
Esta receita foi retirada de um livro mimoso sobre cozinha caseira, a minha favorita, e que eu associo sempre a comida de conforto. É um livro de que gosto bastante e do qual já tenho retirado várias receitas que tenho feito cá em casa, sempre com sucesso. Para além das receitas, o "Cozinha da Avó", dá várias sugestões sobre economia e organização caseiras no âmbito, é claro, da culinária. No final, tem ainda um capítulo dedicado às técnicas básicas de cozinha. Trata-se de um mimo que faz parte do meu universo de livros que não dispenso. Para mim, é um livro essencial, já que não sou perita nas artes da culinária. Estou a aprender e é, acima de tudo, por isso que existe este blogue.
Créditos da fotografia: www.fnac.pt
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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Um suflê é um preparado feito à base de um creme de farinha de trigo ou amido de milho, com um ingrediente principal que pode ser peixe, legumes, chocolate, frutos, etc., e de claras de ovos que depois é levado ao forno. Pode ser doce ou salgado. O termo em francês, soufflé, significa soprar ou respirar, expressão que deriva do facto de o prato ter a aparência de ter sido soprado.
Já o fiz de várias maneiras. O primeiro foi de bacalhau. Ainda me lembro de quão nervosa estava, pois tudo o que envolvesse claras e forno era sinónimo, para mim, de desastre. Felizmente correu muito bem e agora, volta e meia, faço algumas vezes, até para aproveitar sobras de peixe. Aqui não foi o caso. A escolha residia entre a tradicional pescada cozida e algo mais... guloso.
INGREDIENTES
(Serve 4)
1 posta generosa de pescada para cozer
50 g de manteiga
50 g de pão ralado fino
8 ovos
1 pitada de sal
pitada de pimenta preta
c. de chá de farinha de milho
1 pitada de noz-moscada, ralada no momento
PREPARAÇÃO
Ficam muito bons. Parece que estamos a comer as nuvens que enfeitam o céu.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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Toca o telefone. Do outro lado perguntam-me se estou a ver o canal 1 da RTP. Respondo que não. Pedem-me para ligar o televisor. Estava a passar o programa da Laurinda Alves, Portugueses pelo Mundo, e desta vez a cidade escolhida era Budapeste.
Através do programa, revivi os meus dias por aquelas ruas. Reconheci lugares, apontamentos históricos e até me veio à memória o ambiente do livro que terminei há uns dias, do Chico Buarque, e que tem o nome da capital húngara. Apeteceu-me voltar e correr os lugares que não tive oportunidade de visitar e que fazem apenas parte do meu imaginário, como as zonas vinícolas demarcadas. No fim, sorri ao pensar na salada que comi num crepúsculo de Outono, no pátio do Castelo, de frente para a Ponte das Correntes.
INGREDIENTES
(Serve 6)
12 filetes de frango
10 folhas de manjericão
10 folhas de hortelã-pimenta
½ c. de açúcar
6 tomates
1 ramo de espargos, arranjados
8 cogumelos
1 c. de chá de azeite
1 c. de sopa de margarina
150 g de folhas de canónigos
2 mangas, partidas aos cubos
Sal e pimenta q.b.
Para o molho
2 c. de chá de mel
2 c. de sopa de vinagre
2 c. de sopa de molho de soja
1 c. de chá de mostarda
Gengibre fresco, picado ou em pó q.b.
2 dentes de alho, picados
2 c. de sopa de sumo de limão
2 c. de sopa de azeite
Sal e pimenta q.b.
PREPARAÇÃO
Se existe paraíso, na ementa consta esta salada. Colorida, vibrante e absolutamente deliciosa.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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O calor intenso que se faz sentir pede pratos leves e descomplicados para serem apreciados, se possível, com uma bebida fresca e em boa companhia.
Em Espanha, chamam-lhe tapas; em Portugal, são petiscos. Certo é que, em ambos os países, estas asas de frango são uma forma de reunir com os amigos e de comer algo leve enquanto se conversa sem compromissos de tempo.
INGREDIENTES
12 asas de frango
350 ml de cerveja (reservar 2 c. de sopa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
1 ½ c. de chá de tomilho seco
1 folha de louro
2 c. de sopa de azeite
PREPARAÇÃO
Ficam deliciosas e podem ser feitas para levar para um piquenique.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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O Verão que tardava em chegar fez a sua apresentação de rompante. Quase sem pré-aviso, o calor intenso tomou conta do País e os alertas não se fizeram esperar.
Hoje, a cidade de Lisboa, cidade branca para uns, menina e moça para nós, derretia sob um sol abrasador que queimava a pele dos mais incautos. Os que saíam à rua por dever ou por coragem, aproveitavam todas as sombras para se abrigarem. Nos hotéis, os turistas recusavam-se a sair das piscinas e enfrentar o calor nas lindas e castiças ruas da velha capital.
Tal cenário combina com sopas frias, saladas, bebidas frescas e sobremesas de gelados. É quase impensável comer uma sopa que não lembre o tradicional gaspacho. Porém, a minha sugestão vai para uma sopa, a servir quente, que fiz há umas semanas e que ficou deliciosa. Apetece dizer, citando o gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes, autor do livro "Transmontanices - Causas de Comer", cujas crónicas aliam, em parte, a informação à tradição: comam sopa pela vossa saúde! Quente ou fria, acrescento.
INGREDIENTES
(Serve 4)
500 g de courgettes (pequenas), fatiadas
100 g de espargos verdes, arranjados
1 batata-doce
1 c. de sopa de azeite
1 chalota, picada
1 dente de alho, picado
1 c. de café de gengibre em pó
Sal e pimenta q.b.
Água ou caldo de legumes q.b.
100 grs de bacon
PREPARAÇÃO
Bom apetite!
Bon appétit!
Jo étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
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