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Uma das grandes dificuldades na educação alimentar das crianças está estritamente ligada aos legumes. Creio que quase todas as crianças afirmam que não gostam de verdes. Quando se fala em espinafres, os trintões associam-nos a uma grande figura de animação da infância: o Popeye. Talvez não fosse o melhor exemplo porque fumava cachimbo e comia espinafres em conserva. Ainda assim, a mensagem passava. Ou seja, comer legumes dava força para enfrentar qualquer Brutus que aparecesse.
Hoje, as ferramentas para persuadir os mais pequenos a comer vegetais advêm muito da imaginação e criatividade que se tiver na cozinha. Neste sentido, este bolo é uma forma doce para alcançar esse objetivo. Apesar de se tratar de um bolo, os ingredientes são todos saudáveis e a cor apelativa é absolutamente natural.
Esta receita chegou-me através de uma colega de trabalho que se vê habitualmente a braços com esta dificuldade. Acabou por ser a minha escolha para um bolo de domingo. Ainda bem que assim foi, pois adorei a cor, a textura e o sabor e, para além disso, relembrei um dos meus heróis da infância.
INGREDIENTES
3 ovos
1 chávena e meia de chá de açúcar amarelo peneirado
1 colher de chá de essência de baunilha
250 g de folhas de espinafre frescas, limpas, sem talos
1/2 chávena de chá de azeite
2 colheres de sopa de sumo de limão
2 chávenas de chá de farinha peneirada
2 colheres de chá de fermento para bolos
2 colheres de café de erva doce
Açúcar em pó q.b.
PREPARAÇÃO
1. Triturar as folhas de espinafre num liquidificador até adquirirem uma consistência de puré.
2. Bater muito bem os ovos com o açúcar, durante 2 a 3 minutos.
3. Adicionar o puré de espinafres, o azeite, a essência de baunilha, o sumo de limão e a erva doce.
4. Depois da mistura estar bem incorporada, adicionar a farinha peneirada e o fermento, e envolver bem com uma colher de pau.
5. Levar ao forno a 180º em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 30 a 40 minutos.
6. Deixar arrefecer em cima de uma rede e polvilhar com açúcar em pó.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

Peniche, Portugal
O ano que passou foi um ano difícil, temperado com várias especiarias e ervas que me deixaram um sabor amargo na boca. Mas, apesar disso, não posso deixar de pensar que também foi um ano que me trouxe boas experiências, bons momentos e uma nova postura perante a vida.
Parque das Nações, Lisboa, Portugal
Em março, através de um convite da Bertrand dirigido à equipa do blogue "Jane Austen Portugal", no qual sou co-autora, iniciei uma aventura no mundo da leitura ao aceitar participar no "Clube de Leitura Jane Austen". Ali, conheci pessoas fantásticas, verdadeiras entusiastas dos romances de Jane Austen, de todos os clássicos e da culinária. Tem sido um processo de grande aprendizagem que ficará para sempre como uma boa recordação.
Ilha Margarida, Budapeste, Hungria
Em maio, regressei a Budapeste para mais uma excelente experiência, onde provei os deliciososKürtoskalács, visitei o Parlamento e andei pela ilha Margarida; conversei sobre o povo e a história da cidade; deliciei-me com os queijos e as salsichas magiares em mais uma edição do Festival da Palinka no Castelo de Buda; provei a famosa Palinka e o vinho Tokaji e fiquei a conhecer os Kowalski Mega Vega. Nadei em águas tranquilas e revigorantes. Andei pela elegante Andrássi Út e pela famosa Váci Utca; revisitei o Mercado e voltei ao Replay Café para mais um agradável momento de boa comida, bons vinhos e uma excelente sobremesa. Visitei o Museu de Belas Artes e desejei voltar à Galeria Nacional Húngara. Deambulei por estações de metro, vivi e revivi momentos bons.
Palácio de Sintra, Lisboa, Portugal
Agosto foi o mês em que tive o imenso prazer de receber a Luciana e a Carolina do "JASBRA - Jane Austen Brasil", em nome do "Jane Austen Portugal". Foi um dia muito bem passado em Sintra. Conversámos sobre a autora de "Orgulho e Preconceito", sobre a vila e, claro, sobre culinária. A Luciana despediu-se com suspiros, não só porque ficou apaixonada pela beleza do lugar e do seu romântico Palácio, mas também porque ficou rendida ao sabor dos travesseiros da famosa Piriquita.
Foi um ano em que sorri ao ver amigos concretizarem sonhos e lançarem-se em voos que lhes trarão boas experiências. De outros, tive que me despedir para sempre. Por isso, chorei de tristeza, de dor e de saudade e, com isso, reaprendi a viver e a olhar para a vida como uma benção e como a única oportunidade que tenho para fazer e estar com quem gosto. Percebi que a vida é mesmo um instante.
Cresci um pouco mais na minha petite cuisine. Nela, e com ela, retemperei forças. Ganhei novo alento para continuar o "La Bouquiniste", um blogue sobre leituras diversas ainda em estado nascituro, e para desenhar novas ideias para o "Notas Soltas e Coisas Doces" que espero concretizar este ano.
Esta tarte faz a ponte entre o ano que passou e aquele que agora começa porque é feita com as sobras das carnes que estiveram na mesa de Natal. Afinal, do velho se faz novo.
Tarte de peru e leitão assados
(Serve 6)
INGREDIENTES
2 embalagens de massa quebrada
400 g de sobras de carne de peru assado
200 g de sobras de carne de leitão assado
4 fatias grossas de chouriço cortadas em cubos
1 c. de sopa de azeite
2 tomates, pelados e sem sementes, partidos em cubos
1 cebola média picada
4 talos de aipo partidos
1 haste de alecrim (só as folhas)
250 ml de vinho branco
Água q.b.
1 ovo
Para o molho bechamel
500 ml de leite
2 c. de sopa de maisena
1 c. de sopa de manteiga
Pimenta q.b.
Noz moscada q.b.
Sal (facultativo)
PREPARAÇÃO
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!
