Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
" (...) I had so much more to learn, not only about cooking, but about shopping and eating and all that many new (to me) foods. I hungered for more information"
Julia Child, in "My life in France"
INGREDIENTES
(Serve 2)
1/2 alheira de bacalhau
250 ml (1 chávena) de arroz arbóreo
150 ml (1/2 chávena) de vinho branco
1/2 cebola roxa picada
1 dente de alho picado
750 ml de caldo de legumes ou água
1/2 molho de coentros
Fios açafrão q.b.
2c. de sopa de azeite
Sal q.b.
Pimenta q.b.
PREPARAÇÃO
Este risotto fica delicioso. Os fios de açafrão conferem-lhe um toque exótico, mas sem exagero. A alheira constituiu uma surpresa para mim porque não conhecia. Foi uma experiência agradável.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

As saladas são sempre uma companhia leve e bem vinda na minha mesa. Na sua maioria, são simples, rápidas de fazer e saudáveis. Podem apresentar-se como entrada ou constituir uma refeição. Em qualquer caso, sabem sempre bem.
Os vegetais e as frutas combinam de forma agradável. Na sua forma mais natural, é espantoso como saciam e como nos transportam para o mundo da arte visual, através da conjugação de cores. Afinal, os olhos também comem e não há nada melhor para lhes agradar do que um prato colorido.
INGREDIENTES
(serve 2 a 4)
100g de rúcula selvagem
1 1/5 queijo de cabra saloio
6 + 1 tâmaras
1 romã pequena
3 c. de sopa de azeite
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Sumo de limão q.b.
Uma pitada de açúcar
1 c. de café de mostarda de Dijon
PREPARAÇÃO
As tâmaras grelhadas fazem a diferença nesta salada. O seu prefume intensifica-se e conferem uma textura muito agradável ao prato porque se sente o crocante de terem sido grelhadas. Na marinada, também marcam bem a sua presença, conferindo-lhe um sabor mais adocicado que contrasta com o salgado do queijo e com o sabor intenso da rúcula. O limão pode ser dispensado ou deverá ser utilizado com parcimónia.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

Está fora de tempo e de época. Esta salada, confecionada num almoço de verão, numa tentativa de alegrar uma estação marcada pela tristeza, foi dando lugar a outras coisas. As cores, condizentes com o sol e o mar, alegria e descanso, chocavam com o meu estado de espírito. O mês de julho, trouxe a morte num dia de festa. Celebrávamos o nascimento do membro mais novo da família com alegria, sem adivinharmos o desfecho daquele dia.
Feita com a melancia que os meus pais trouxeram da sua horta, foi, também ela, ficando, até que decidi dar-lhe uso. As saladas são, em regra, leves e frescas e a melancia haveria de ficar bem com os restantes ingredientes que por ali se encontravam. Esta mistura, fruto do acaso, acabou, apesar de tudo, por nos agradar.
INGREDIENTES
(serve 2)
2 fatias de melancia
1 laranja
6 folhas de alface
4 espargos de conserva
Flor de sal q.b.
Azeite q.b.
1 queijo fresco magro
PREPARAÇÃO
Espero que gostem.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

Já dizia a Minnie, no filme "As Serviçais", que o frango é o remédio para todos os males. Traz conforto, é saudável e adapta-se a todas as ocasiões. Pode ser de aviário - o menos recomendado - ou do campo. Distingue-se da galinha pelo tempo de criação. Ao fim de dois meses, o frango (do campo) está pronto a ser utilizado. A galinha, por sua vez, já pôs ovos e conta com 12 a 15 meses de criação. A distinção faz-se facilmente pela cor e textura da carne. O primeiro é tenro e de cor mais clara; a segunda tem uma carne escura, mais dura e fibrosa.
O caril está associado à cozinha indiana e asiática. De cor intensa e apelativa, este consiste numa mistura de pimenta, malagueta, coentros, cominhos, açúcar de cana e curcuma (também conhecido por açafrão-da-índia).
A inspiração para a sugestão de hoje veio do caril. Procurava uma receita que me deixasse feliz. Ao vasculhar a minha estante de livros, encontrei um dedicado exclusivamente ao frango. E lá estava, no "Receitas Simples & Rápidas" (frango), da Euro Impala, aquela que me agradou. Tomando em conta os ingredientes existentes na despensa, adaptei-a e fiquei muito feliz com o resultado.
INGREDIENTES
(Serve 4)
1 frango
1 cebola
1 dente de alho
0,5 dl de azeite
1 lata de coco em conserva (utilizei leite de coco)
300 g de miolo de camarão
1 c. de sopa de caril em pó
2 dl de natas
1 ramo de coentros (não usei)
300 g de arroz
Sal e pimenta q.b.
PREPARAÇÃO
1 - Arranjar o frango e cortá-lo em pedaços. Temperar com sal e pimenta.
2 - Cortar e picar a cebola finamente, assim como o alho. Corar em azeite.
3 - Juntar o frango e deixar cozinhar durante 10 minutos.
4 - Juntar o leite de coco, o miolo de camarão e o caril.
5 - Adicionar as natas. Envolver tudo muito bem.
6 - Rectificar o tempero e salpicar com os coentros picados.
7 - Servir com arroz branco cozido em água e sal.
Nesta receita, substituí o coco cortado em juliana por leite de coco e não utilizei os coentros. De todo o modo, a receita resultou muito bem. O molho ficou cremoso, sem ser em exagero, saboroso e o prato exalava um aroma cativante a caril que me transportou para outra dimensão geográfica.
Quanto ao livro, consiste numa boa opção. O preço é muito convidativo, mesmo para as bolsas mais modestas, não ocupa muito espaço na estante ou na cozinha e acaba por ser uma fonte de inspiração muito digna.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

O bacalhau (stockfish, torsk, baccalá, bacalao, norue, callibaud ou codfish), não sendo pescado na costa portuguesa, é, contudo, o mais português dos peixes e, talvez, o mais apreciado no País. Se "Santos Populares" rimam com sardinha, "Mil e uma Receitas" só podem ligar com bacalhau. Apelidado de fiel amigo, a sua versatilidade na cozinha ganha, sem sombra de dúvida, a simpatia de todos.
A descoberta do bacalhau pelos portugueses foi obra do acaso. Conta-se que na época quinhentista os cardumes de bacalhau impediam as caravelas de de seguirem o seu rumo. Apreciado desde logo devido ao sabor, às suas propriedades e (imagine-se) ao preço, o bacalhau tornou-se uma constante na mesa portuguesa ao alcance de todas as bolsas. E tanto assim era que a expressão "para quem é, bacalhau basta" se tornou corrente, fazendo ainda hoje parte do nosso quotidiano.
As suas propriedades tornam-no num alimento adequado para ser consumido pelos diabéticos devido à ausência de açúcar. É ainda rico em minerais, como o fósforo e o magnésio, vitaminas A, E, D, e niacina, apresentando, também, uma taxa reduzida de colesterol e de gordura.

Este bacalhau continua a fazer a tradicional associação com a cebola que Eça de Queirós elogiava quando afirmou, em certa carta, que os seus romances eram franceses, como ele, que em quase tudo era francês, exceto num justo amor pelo pelo bacalhau de cebolada!
INGREDIENTES
(2 doses)
2 postas de bacalhau altas (lombos) e demolhadas
1 folha de louro
Leite q.b.
Água q.b.
Pimenta q.b.
Flor de sal q.b.
1 cebola cortada em rodelas finas
1 dente de alho picado
6 a 8 fatias broa esfareladas (incluindo a côdea)
4 c. de sopa de azeite
1 c. de chá de endro seco
PREPARAÇÃO
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

As cenouras têm aquela cor que eu associo à felicidade - um laranja quente e alegre, a lembrar o sol em dias amenos. Mas, se a cor é apelativa, as suas propriedades são-no ainda mais. Rica em cálcio, magnésio, potássio, fósforo e betacaroteno, as cenouras são um alimento deveras desintoxicante, sendo excelentes para a saúde do fígado e do aparelho digestivo, auxiliam a função renal e destroem bactérias e vírus*. Creio que são razões bastante sólidas para que façam parte da nossa alimentação.
A receita de hoje, teve como inspiração as cenouras algarvias e as cebolas em conserva de vinagre balsâmico que moram na minha despensa há muito tempo. Como não me surgia uma ideia de como as ultilizar, foram ficando. Contudo, esta semana, enquanto pensava num acompanhamento para um prato de bacalhau no forno, ocorreu-me esta associação: o doce da cenoura haveria de ligar bem com a acidez da vinagre balsâmico e, melhor ainda, com as cebolas pérola. A juntar-se-lhes, lá veio também o mel.
IGREDIENTES:
4 cenouras médias cortadas em rodelas grossas
1 dente de alho picado
2 c. de sopa de azeite
1 c. de sopa de endro seco
1 c. de sopa de majerona seca
2 c. de sopa de mel
1 c. de sopa de sementes de mostarda
6 cebolas pérola em conserva de vinagre balsâmico (usei a marca Scala)
1 c. de chá de vinagre balsâmico
1 malagueta fresca pequena picada (sem sementes)
Sal q.b.
PREPARAÇÃO:
Estas cenouras ficam deliciosas. Sobressai o sabor picante da malagueta que, para quem não aprecia, poderá ser subtraído. O doce da cenoura e do mel conjuga muito bem com a acidez do vinagre. As cebolas em vinagre balsâmico são muito agradáveis e, neste caso, fizeram um casamento feliz com as cenouras.
*Informação retirada do livro "O Nutricionista - Alimentos que cuidam do espírito e do corpo", de Vicki Edgson & Ian Marber, da Paralelo Editora - um livro que recomendo vivamente.
Bom apetite!
Bon appétit!
Jó étvágyat!
Que bos faga bun porbeito!

A autora do blogue "Cinco Quartos de Laranja" vai lançar o livro (tão esperado!) de receitas. Quem segue o blogue da Isabel Rafael, sabe que o aquele será de grande qualidade porquanto as suas sugestões são sempre convidativas para um bom momento passado à mesa.
Eu, que já experimentei várias das suas receitas, estou felicíssima com este lançamento.
Pois, a partir de amanhã, dia 20 de outubro, poderemos procurá-lo nas prateleiras das nossas livrarias. O lançamento é da responsabilidade da editora "Marcador" que em boa hora pegou neste fantástico projeto que é o "Cinco Quartos de Laranja" e o transformou em papel.
Estou ansiosa para ter o meu exemplar.
Parabéns, Isabel, e bem-haja por mais este mimo que nos deixas! ![]()
Boas compras, melhores leituras e excelentes descobertas em torno dos aromas da cozinha! 