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O domesticação da batata começou 6000 anos antes da Era Cristã. Os incas foram pioneiros nesta cultura e quando os espanhóis chegaram ao Perú, esta civilização fantástica já dominava a técnica da sua conservação.
Mas o impulso para a sua introdução na gastronomia europeia veio, mais uma vez, de França, no século XVIII. Conta-se que durante a Guerra dos Sete Anos, Auguste Parmentier (farmacêutico) foi feito prisioneiro na Prússia e foi alimentado apenas com batatas. A sua curiosidade foi acicatada por esta imposição e logo que chegou a França convenceu Luís XVI acerca das suas qualidades. Pretendia demonstrar que a batata podia substituir o pão e combater a escassez do trigo. O rei concedeu-lhe um extenso terreno perto de Paris para a plantação da batata. Certa noite, o povo roubou as batatas, o que muito alegrou Parmentier, pois assim conseguira provar que a batata não causava lepra e não servia apenas para alimentar os animais. Para assinalar o êxito o farmacêutico preparou um banquete composto por pratos à base de batatas.
(fonte: Alimentos ao Sabor da História, de Fortunato da Câmara, p. 41 a 43)
Cá em casa, as batatas são uma constante. Desde muito pequena que me lembro dos meus pais a semearem as batatas e depois a apanhá-las. Mais tarde, também comecei a ajudar nesta lide. E assim tem sido todos os anos. No próximo fim de semana lá estaremos todos juntos a semeá-las. Juntos é sempre mais fácil. Todos os anos temos esta tarefa e alguns até já nos chamaram de doidos, argumentando que já ninguém semeia batatas. Ora, esta crise vem afinal mostrar que não estávamos enganados e é engraçado ver agora os apelos ao regresso às hortas. Eu acho que vale a pena semear e plantar um pouco do que queremos comer, principalmente quando pretendemos produtos mais naturais, a cujas sementeiras se adicionam apenas os compostos naturais que resultam da limpeza das terras e das capoeiras dos animais. Mas mesmo que assim não fosse, continuaríamos a semeá-las já que se trata de uma tradição cá de casa.
Certa vez, o stock não foi suficiente para um ano, de modo que me vi obrigada a comprar batatas. Não consegui comê-las a não ser na sopa. Eram intragáveis. As saudades que eu tive da nossa batata branca tão saborosa. E a encarnada...
Com maior ou menor quantidade, o certo é que temos sempre batatas para partilhar com os amigos e familiares.
Assim, no Verão a batata acompanha muitas vezes, juntamente com a salada, o tão desejado peixe grelhado. E foi nestes almoços que começámos a fazer estas batatas. Primeiro o meu pai e depois os restantes que acharam graça a esta mistura.
Ingredientes:
Preparação:
Estas batatas ficam muito agradáveis. Têm o aroma do limão e o sabor do Verão. Marcam os almoços demorados no terraço nesta época. No Inverno, os purés e as sopas albergam-nas para meu deleite e conforto.
Bom apetite!
