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Ontem comi o último dióspiro de um cesto que a minha mãe me deu no Outono. Duraram até agora.
Este é um fruto que não conhecia bem, apesar de os haver cá por casa. Já tinha tido uma má experiência e por isso não era um fruto que me apetecesse consumir. Certa vez, provei um que ainda não estava maduro o suficiente e fiquei com uma sensação de borracha na boca. Não foi muito agradável.
Como é um dos frutos favoritos da minha mãe, ela lá me convenceu a provar um que fosse "comestível". Ou seja, o dióspiro deve ser consumido de preferência quando já está muito maduro para não se ficar com aquela sensação desgradável. É nesta fase que revela a sua maciez e doçura. Agora já faz parte do rol de frutos que, na sua época, constam da minha fruteira.
O dióspiro ou figo-cáqui, como lhe chamam em Macau, é um fruto de origem japonesa que se cultiva na Ásia, nas Américas, em África, sendo que por cá também se dá bem. Pode encontrá-lo de cor alaranjada ou amarelada.
A árvore, o diospireiro, fica sem folhas quando os frutos nascem ficando apenas os ramos e os frutos. Aquela nudez é um contraste de cores que lhe confere um elemento de força e de beleza.
Quanto às suas propriedades, remeto para o blog culturas da horta.
Este ano espero ter mais um carrego deles.