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Sopa de chuchu e pimento

por Paula, em 26.11.15

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"(...) de novo uma combinação ad hoc, o jantar de duas pessoas que tinham de se arranjar com o que havia."

 

(Paul Auster, in "O livro das ilusões", Edições ASA)

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INGREDIENTES

1 fio de azeite

1 cebola, picada

2 dentes de alho, picados

2 batatas médias, cortadas em cubos

4 anchovas

2 pimentos vermelhos, cortados em cubos

4 chuchus, cortados em cubos

Sal e pimenta q.b.

Caldo de legumes, q.b.

Croutons para guarnecer

 

PREPARAÇÃO

Numa panela, deitar o azeite, a cebola e os alhos e deixar que a cebola quebre. Acrescentar as anchovas e deixar cozinhar cerca de cinco minutos. De seguida, juntar os pimentos, as batatas e os chuchus e envolver. Temperar com sal e pimenta a gosto e cobrir com o caldo de legumes (ou água se preferir).

 

Quando os legumes estiverem cozinhados, reduzir o preparado a puré com a ajuda de uma varinha mágica. Passar por coador, para que o creme fico mais aveludado.

 

Servir guarnecido com croutons e um fio de azeite.

 

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As anchovas conferem sabor aos chuchus que são mais neutros e, em conjunto com os pimentos, constroem os paladares desta sopa cremosa.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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O culto da sopa

por Paula, em 13.11.15

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O meu apetite por sopas não foi sempre pacífico. Devo confessar que, nesse aspecto, a minha mãe não teve uma tarefa fácil. Se criar e educar quatro crianças se poderia considerar empresa hercúlea, o momento alto da dificuldade era o das refeições em que se servia sopa ou outros legumes. 

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Eu, prática como me entendia, inventava histórias para comer as ervilhas. Distraindo a mente com aventuras, desviava a preocupação do paladar e da textura dos legumes de que menos gostava. Mas com as sopas as coisas não corriam tão bem. Era sempre um sacrifício para nós e para a minha mãe, que desesperava com os queixumes e com as horas que passávamos à mesa só para comer um prato de sopa.

 

Para acabar com os "bicos amarelos", a senhora minha mãe tomou medidas radicais. Assim, certa noite ofereceu-nos como refeição de final do dia, um belo prato de sopa de hortaliça e feijão. A acompanhar, um ovo estrelado para cada um. E para retoque final afirmou: meus filhos, este é o vosso jantar. Não tenho mais nada. Por isso, ou comem o que está na mesa, ou vão para a cama sem comer. Para mim, foi remédio santo. Para os meus irmãos, o episódio teve alguns remakes. Abençoada medida, pois, para mim, hoje, a situação é inversa: refeição sem sopa, não é refeição.

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 INGREDIENTES

2 cebolas, picadas

1 fio de azeite

2 cenouras, cortadas em pequenos cubos

2 batatas médias, cortadas em pequenos cubos

1 curgete, com casca, cortada em pequenos cubos

1 beringela, cortada em pequenos cubos

2 chuchus, cortados em pequenos cubos

1 alho francês, laminado

2 pimentos encarnados, cortados em cubos

1,5 L de caldo de galinha

120 g de massa couscus

Sal e pimenta q.b.

Queijo parmesão, em lascas, q.b.

 

PREPARAÇÃO

Numa panela funda e larga, deitar o azeite e a cebola picada. Deixar a cebola alourar. De seguida, adicionar os legumes, temperar com um pouco de sal e pimenta e envolver. Cobrir com o caldo de galinha. Depois de levantar fervura, baixar o lume e deixar cozinhar durante 20 minutos.

 

Adicionar, então, a massa e deixar cozinhar durante 10 a 15 minutos. Rectificar temperos.

 

Servir em tigelas fundas com lascas de queijo parmesão por cima.

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 Bom apetite!

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Sopa de aipo e cenoura com presunto

por Paula, em 21.05.15

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O aipo é um legume que faz parte de um pequeno conjunto de ramos comestíveis, como o ruibarbo, e que cresce a partir de bolbos. Existem várias qualidades que se distinguem pela cor que pode ser verde-esbranquiçada, amarelada ou verde-escura. Ao escolher-se, deve ter-se em atenção que o talo deve quebrar e não dobrar, pois será sinal de não estar fresco e de já ter perdido propriedades.

 

Este poderoso talo caracteriza-se, ainda, por ter um aroma intenso e um sabor fresco e picante, devendo, por isso, ser utilizado com alguma parcimónia. Tanto se pode utilizar cru, ralado, para servir em sandes, em saladas, com um molho, ou na forma cozinhada, em sopas, refogados e assados. A regra que importa reter é a de não abusar para que o seu sabor e aroma não dominem inteiramente o prato. Fora isso, é aproveitar o bom sabor que confere aos cozinhados.  

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INGREDIENTES

2 cebolas, picadas

3 dentes de alho, picados

2 talos de aipo, cortados em juliana

1 chuchu, cortado em pedaços

2 curgetes, cortadas em pedaços

4 cenouras, cortadas em pedaços

1/2 molho de coentros

1 c. de chá de pasta de gengibre (ou gengibre fresco)

2 c. de sopa de aveia

Sal q.b.

Pimenta q.b.

1 fio de azeite

Água q.b.

Fatias finas de presunto q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Colocar o azeite e a cebola numa panela e deixar alourar. De seguida, juntar o alho e envolver. Adicionar então as cenouras, o aipo, o chuchu, as curgetes, os coentros, a aveia e temperar com sal, pimenta e a pasta de gengibre. Envolver e cobrir com água. Deixar levantar fervura e cozinhar durante cerca de 20 minutos. Reduzir a creme com a varinha mágica e rectificar a quantidade de água se necessário até obter a consistência desejada.

 

Servir com uma generosa fatia de presunto e finalizar com mais um pouco de azeite.

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Esta sopa é claramente marcada pelo picante do aipo que, não obstante, liga bem com os restantes ingredientes. Por outro lado, a aveia confere à sopa uma consistência cremosa, substituindo muito bem a batata.

 

Bom apetite!

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Sopa exótica de acelgas e coco

por Paula, em 05.05.15

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Correm os dias sem caminhos traçados ou rumos inventados. O caminho faz-se caminhando sem projectos ou ideias que me façam tropeçar nos imprevistos que inquinam qualquer plano. De rumos já não quero saber. De caminhos por outros traçados também não. A vida quer-se inventada todos os dias. Quero momentos especiais em dose certa para os registar na memória dos dias quentes.

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INGREDIENTES

2 batatas médias

1 cebola

1 dente de alho

1 curgete

1 alho francês

1 chuchu

1 molho de acelgas

150 g coco ralado

500 ml de caldo de peixe caseiro (ou outro a gosto)

200 ml de água

Sal a gosto

1 malagueta ou piri-piri fresco

Crème-fraiche q.b.

 

PREPARAÇÃO

Descascar as batatas e parti-las em cubos. Descascar o alho e a cebola e partir ao meio. Lavar os restantes legumes e parti-los em pedaços.

 

Colocar os legumes numa panela, cobrir com o caldo e a água e levar ao lume até levantar fervura. Adicionar o coco ralado e deixar cozinhar.

 

Com a ajuda da varinha mágica, reduzir a sopa a puré e rectificar os temperos tendo em atenção que o caldo já tem sal e por isso não se coloca no início.

 

Servir quente com uma colher de sopa de crème-fraiche e piri-piri fresco picado.

 

 

O sabor do coco domina e lá no fundo sente-se o picante que permanece no palato. Nice!

 

Bom apetite!

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Creme de cogumelos

por Paula, em 27.04.15

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Há um filme de que gosto bastante em que o protagonista da história é um jovem negro que tem um especial talento para a escrita e, em rigor, para os estudos e para o desporto. Todavia, adopta um comportamento que não o destaca dos demais. A verdade é que ele trabalha para não se distanciar dos seus amigos mantendo um low profile nos estudos.

 

Mas chega o dia em que Jamal Wallace tem que decidir o seu destino e tem que mostrar aquilo que vale. Nos exames finais, o seu espírito inteligente conhece a luz. Para espanto da mãe e do irmão mais velho, o jovem é convidado para ser aluno num colégio privado de alto gabarito. A decisão não é fácil: estudar e ajudar a mãe que sempre lutou sozinha para lhe dar uma vida digna ou ficar e manter-se fiel aos seus amigos e ao estilo de vida confinado a pequenas esperanças?

 

É neste conturbado momento que Jamal se cruza com um velho rezingão que há vinte anos se recusa a sair de casa. Este homem maduro e (não menos) experiente, vai levar o jovem talento numa interessante viagem em busca da sua própria escrita. O súbito mentor é, na verdade, um escritor galardoado pelo seu único trabalho dado à estampa. 

 

Numa ocasião em que ambos estão em casa de William Forrester, Jamal fica espantado por ver o amigo utilizar leite para engrossar a sopa. Da sua voz parece surgir uma critica à própria mãe por esta não usar o mesmo método nas sopas que confecciona. Então, Forrester lembra-o de que ela trabalha bastante mas que isso não chega para colocar na mesa todos os ingredientes (de luxo!) que ela gostaria de ter. Uma lição entre muitas e uma pergunta que ficaria para sempre como um código secreto entre ambos. A soup question não é fácil.

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INGREDIENTES

500 g de cogumelos sortidos

(utilizei uma embalagem de sortido de cogumelos congelados do Continente)

10 espargos frescos

1 cebola, picada

7 dl de caldo vegetal (ou água)

1,5 dl de natas

10 g de manteiga

Um fio de azeite

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Arranjar os espargos, retirando a parte mais fibrosa e retirando a pele com a ajuda de descascador. Num tacho colocar água suficiente para cozer os espargos a vapor durante cerca de 10 minutos, dispondo-os em acessório adequado por cima do referido tacho.

 

Numa panela, colocar o azeite e a cebola e deixar que esta aloure. De seguida, juntar os cogumelos já escorridos, envolver e deixar que libertem os seus sucos.

 

Acrescentar o caldo (ou a água) e deixar cozer durante aproximadamente 30 minutos em lume brando. Tirar do lume e reduzir a creme com a ajuda da varinha mágica.

 

Finalmente, juntar as natas e temperar com sal, pimenta e acrescentar a manteiga. Mexer para que tudo se envolva e se funda num creme exótico e saboroso.

 

Servir quente e finalizar com os espargos partidos em pedaços.

 

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 Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Sopa de castanha, abóbora e gengibre

por Paula, em 17.01.15

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Cadeiras na Estância de Neve da Serra da Estrela

 

Os dias frios pedem sopas bem quentinhas para saborear no aconchego de casa, de preferência junto da lareira ou da salamandra. Sabe bem estar sentada no sofá, enrolada numa manta, a ouvir o crepitar do lume. Custa-me sair e enfrentar estes dias cinzentos. Apetecem-me mimos, coisas boas para animar o espírito e roubar sorrisos.

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INGREDIENTES

1 kg de abóbora cortada em pedaços

250g de castanhas

4 fatias de gengibre fresco com casca

1 cebola, cortada grosseiramente

50 g de coentros

50 g de cebolinho

Poejo q.b.

Erva-doce q.b.

Azeite q.b.

1 L de água + q.b. para cozer as castanhas

100 ml de natas frescas

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Numa panela coloque as castanhas a cozer em água com um pouco de erva-doce. Reservar as castanhas.

 

Depois, na mesma panela, coloque um fio de azeite e a cebola. Deixar alourar. Juntar o gengibre, os coentros e o cebolinho. Deixar apurar um pouco e adicionar então a abóbora. Temperar com sal e pimenta a gosto e cobrir com água.

 

Quando a abóbora estiver cozida, retirar os pedaços de gengibre e juntar as castanhas e as natas. Deixar que volte a ferver e desligar o lume. Com a ajuda da varinha mágica, reduzir o preparado a creme.

Finalizar com umas folhas de poejo e mais umas gotas de azeite.

 

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Esta é uma sopa que me traz conforto. Tem muito sabor devido à combinação das castanhas com as diversas ervas aromáticas.

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 Castanheiro na Malhadinha, Aguincho, Serra da Estrela

 

Bom apetite!

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Sopa de nabiças com grão e presunto

por Paula, em 12.01.15

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Com costelas acentuadamente beirãs, as sopas «com entulho» sempre fizeram parte das minhas refeições. Quando se fazia a matança do porco, aproveitava-se tudo. Os ossos eram guardados para depois aromatizarem as sopas.

 

Esta sopa em particular, leva-me para esses dias de cozinha tradicional beirã que marcaram o meu paladar. Não utilizei ossos, mas antes as partes mais secas de um bom naco de presunto que os meus pais me deram. O efeito é o mesmo: um aroma fantástico e o sabor acentuado – muito bom! – da carne nos legumes.

 

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Antigamente, na Beira Alta, não se utilizava a cenoura. De modo que querendo aproximar-me da autenticidade desses sabores, utilizei a abóbora.

 

INGREDIENTES:

1 molho de nabiças, cortadas grosseiramente

400 g de grão cozido

500 g de abóbora, cortada em cubos

1 cebola grande, cortada grosseiramente

1 dente de alho

2 batatas médias, cortadas em cubos

Pedaços rijos de presunto (ou aparas)

Azeite e sal q.b.

Cubos de presunto a gosto

 

PREPARAÇÃO:

Numa panela, colocar as batatas, a cebola, a abóbora, o alho e pedaço de presunto. Cobrir com água e levar ao lume até estarem cozidos. Retirar o presunto e reservar.

 

Com a ajuda da varinha mágica, reduzir tudo a puré. Adicionar as nabiças, juntar mais água, se necessário, regar com um fio generoso de azeite e temperar com sal. Voltar a colocar o presunto na panela e deixar levantar fervura novamente.

 

Quando as nabiças estiverem quase cozidas, é hora de juntar o grão. Deixar apurar. Rectificar os temperos.

 

Servir com cubos de presunto e pão ou broa a gosto.

 

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É um prazer simples, rústico – no bom sentido da palavra – com muito sabor.

 

Bom apetite!

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Creme de abóbora

 

As cenouras chegaram-me da horta da Serra pela mão dos meus pais. Sem pensar muito, juntei-lhes os ingredientes de que dispunha para fazer uma sopa simples e muito aconchegante.

 

Creme de abóbora e cenoura

 

São coisas boas que me chegam, a lembrar que os aromas verdadeiros dos legumes me enchem a alma.

 

Creme de abóbora e cenoura

 

INGREDIENTES

 

300 g de abóbora, cortada em cubos

4 cenouras, cortadas às rodelas

2 batatas médias, cortadas em cubos

1 cebola, cortada em meias-luas

1 dente de alho, picado

1 c. de sopa de azeite

1 c. de chá de gengibre em pó

1 c. de chá de cominhos

700 ml de caldo de legumes ou água

Sal e pimenta q.b.

Pesto de poejo q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Numa panela, colocar o azeite, a cebola, o alho, o gengibre e os cominhos e deixar refogar até a cebola alourar.

 

De seguida, juntar a abóbora, as batatas e a cenoura e envolver. Temperar com sal e pimenta.

 

Adicionar o caldo e deixar cozinhar os legumes.

 

Triturar com a varinha mágica ou num liquidificador.

 

Servir com uma colher de chá de pesto de poejo e um fio de azeite.

 

Ceme de abóbora e cenoura

 

Um sopa tão simples quanto deliciosa, a conjugar especiarias com ingredientes despretensiosos.

 

Creme de abóbora e cenoura

 

Bom apetite!

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O Museu do Fado e uma sopa

por Paula, em 18.05.14

 

Fachada do Museu do FadoCorredor no Museu do Fado

 

Hoje celebra-se o Dia Internacional dos Museus. Em Lisboa, as actividades começaram ontem. Por isso, a minha tarde foi dedicada a visitar dois lugares que há muito andava para ver. Um deles era o Museu do Fado – um ícone da cidade e abrigo daquele Património Imaterial da Humanidade.

 

Corredor no Museu do Fado

 

Quem visite o Museu do Fado este fim-de-semana, contará com uma visita guiada e com a actuação de alguns artistas. A entrada para estes eventos é gratuita.

 

Corredor no Museu do Fado

 

Neste espaço, sito no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, num edifício que inicialmente albergava uma estação de águas, encontra-se o quadro original “O Fado”, de José Malhoa. Agradavelmente acolhedor, convida a ficar e a ouvir o nosso Fado. No corredor que dá para o largo, uma fotografia da Amália marca a entrada. Vêem-se guitarras, lê-se um pouco da sua história, bem como a do Fado, sem esquecer o período da sanção do século passado. Mas, quem desejar entrar, ali mesmo, numa casa de fado, também o poderá fazer, pois o Museu tem uma sala onde reproduz o ambiente daqueles lugares com gravações de vários fadistas de renome a actuar no “Clube do Fado” e não só.

 

Quadro Quadro no Museu do Fado

 

Marcando o património imaterial da cidade de Lisboa desde a sua génese, há 200 anos, conhecer o Fado, quer se goste ou não do género, é quase obrigatório.

 

Caricatura no Museu do FadoCaricatura de Fernando Farinha no Museu do Fado

 

"Cantarei até que a voz me doa"

 

Cantarei até que a voz me doa

Para cantar, canto sempre o meu fado

Como a ave que tão alto voa

E é livre de cantar em qualquer lado

Cantarei até que a voz me doa.

 

Cantarei até que a voz me doa

Ao meu país, à minha terra, à minha gente

À saudade e à tristeza que magoa

Ao amor de quem ama e morre ausente

Cantarei até que a voz me doa.

 

Cantarei até que a voz me doa

O amor e a paz cheia de esperança

Ao sorriso e à alegria da criança

Cantarei até que a voz me doa.

 

Fado cantado por Maria da Fé

José Luís Gordo / José Fontes Rocha

 

 

Cartaz de Revista no Museu do FadoQuadro

 

Para o jantar, nada melhor do que confeccionar uma sopa simples com sabores e ingredientes lusitanos.

 

SOPA DE FAVAS

 

INGREDIENTES

 

1 kg de favas tenras com casca, cortadas em juliana

1 farinheira

2 batatas médias, cortadas em pequenos cubos

1 cebola picada

2 cenouras cortadas em pequenos cubos

½ molho de coentros picados

Água q.b.

Sal e pimenta q.b.

Piso de poejos q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Numa panela, colocar a água e a farinheira com dois palitos em cada uma das extremidades para que não rebente. Deixar cozer. Retirar e reservar.

 

De seguida, juntar os legumes ao caldo da cozedura da farinheira e deixar cozinhar. Temperar com um pouco de sal e pimenta.

 

Servir quente com uma colher chá de piso poejos e pedaços de farinheira.

 

Sopa de Favas 

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Sopa de cebola em Alfama

por Paula, em 29.04.14

Reprodução de

Reprodução do quadro "O Fado", de José Malhoa, exposta na Loja dos Descobrimentos

 

Quem passar por Alfama, não pode perder a Rua dos Bacalhoeiros, onde pululam lugares interessantes. Um dos que visitei recentemente fica situado ao lado da Casa do Bicos, que tanto caracteriza aquela parte de Lisboa.

 

Entrada da Loja dos DescobrimentosCasa dos Bicos e Sé de Lisboa

1. Entrada da Loja dos Descobrimentos; 2. Casa dos Bicos e Sé de Lisboa

 

A Loja dos Descobrimentos, como se chama, nasceu em 1986. É uma loja de venda de artesanato de azulejo e de olaria de Coimbra e do Alentejo onde o atendimento é uma parte da arte que ali se expõe. Para além disso, é também um atelier onde se realizam trabalhos ao vivo e onde se ministram workshops de pintura. Entrar naquele espaço é como submergir num oceano de cores, em que predomina o azul.

 

Interior da Loja dos Descobrimentos

Interior da Loja dos Descobrimentos

 

De regresso a casa, foi tempo de preparar uma sopa, utilizando as bonitas loiças que adquiri naquele espaço dedicado ao artesanato português.

 

Sopa de cebola

 

 

INGREDIENTES

 

1 c. de sopa de azeite

1 c. de sopa de manteiga

1 Kg de cebolas, cortadas finamente em meias-luas

2 c. de chá de açúcar amarelo

1 c. de sopa de farinha

1 L de caldo de galinha

0,5 L de água (aproximadamente)

1 Baguete, fatiada

Queijo mozarela (ou outro a gosto), ralado, q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Numa panela, colocar o azeite e a manteiga. Logo que ganhem temperatura, adicionar a cebola. Deixar cozinhar em lume médio durante cerca de 15 minutos, mexendo de vez em quando.

 

De seguida, levantar o lume e deixar cozinhar durante mais 20 minutos, até as cebolas ficarem bem alouradas. Juntar, então, a farinha (peneirada) e o açúcar. Envolver bem.

 

Adicionar o caldo e a água (suficiente para ganhar a consistência desejada) e envolver. Deixar levantar fervura e baixar o lume, deixando ferver por mais 15 minutos.

 

Entretanto, colocar o pão fatiado sob o grelhador do forno para torrar de ambos os lados. De seguida, polvilhar com queijo (enterrando-o um pouco no pão) e levar novamente ao forno para gratinar.

 

Sopa de cebola

 

Servir a sopa com o pão barrado com o queijo gratinado.

 

Não sendo uma sopa para todos os dias, é sem dúvida uma agradável surpresa pela doçura, pela textura e pelo casamento perfeito com o pão e o queijo.

 

Trabalho da Loja dos DescobrimentosSopa de Cebola

1. Painel exposto na Loja dos Descobrimentos; 2. Pormenor da sopa de cebola

 

Bom apetite!

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