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Risotto de roquefort

por Paula, em 27.11.15

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Para mim, o arroz está associado à comida de conforto. Não há nada que bata um bom prato de arroz - nem mesmo a pasta. Na minha memória, permanece o registo do aroma e do sabor do arroz de grelos, bem malandrinho, que a minha mãe costumava fazer acompanhado com peixe frito. Era, e ainda é, um dos meus pratos favoritos.

 

Hoje, com a introdução (salutar) de novos produtos na nossa vida vindos de outras gastronomias, utilizo muito os arrozes para fazer risottos, cujos bagos são mais carnudos e contém mais amido, sendo que, por isso, resultam mais cremosos.

 

Assim, sem esquecer os nosso tradicional arroz carolino, que continua a ter assento na minha dispensa, a sugestão de hoje é mais italiana, pois acolhe o arroz carnaroli e vários queijos.

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INGREDIENTES

1 fio de azeite

1 chalota, picada

1 chávena de arroz carnaroli

100 g de queijo creme com pimenta (ou simples)

150 g de queijo roquefort

170 g de queijo parmesão, ralado

1 colher de sobremesa de manteiga

Agrião q.b.

Água ou caldo de legumes q.b.

Sal e pimenta q.b.

 

PREPARAÇÃO

Num tacho largo, colocar o azeite e a cebola e deixar que a mesma fique alourada. Adicionar o arroz, envolver e deixar que tudo se funda.

 

De seguida, adicionar o queijo creme e o roquefort. Envolver e regar com uma concha de caldo. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Quando estiver com uma consistência mais cremosa e seca, juntar mais um pouco de líquido. Repetir a operação até o arroz estar praticamente cozido (cerca de 18 a 20 minutos).

 

Então, é altura de adicionar o agrião. Envolver. Desligar o lume e adicionar a manteiga e o queijo parmesão ralado. Voltar a envolver tudo muito bem. Servir de seguida.

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 Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Existem inúmeras variedades de cogumelos, sendo que os mais vulgares, ou mais utilizados, são os cogumelos de cultura brancos e castanhos. Para além destes, é comum utilizar-se também os portobello, que são cogumelos muito semelhantes aos cogumelos comuns e que se destacam por serem maiores e saborosos, mas também pela sua textura e por não se utilizar o respetivo pé para cozinhar. São cogumelos que crescem de modo selvagem, à semelhança dos nossos míscaros. Normalmente, são assados ou grelhados.  

 

Depois temos os shiitake ou os cantarelos. Os primeiros são cogumelos asiáticos de cultura, que se caracterizam por ter uma cor branca e uma textura consistente; os segundos, são mais amarelados e provêem do Norte e Leste da Europa, em alturas de Maio a Outubro, e de Janeiro a Março, no Sul deste Continente. Depois, temos outros menos comuns para a maioria das pessoas - devido ao seu preço - como sejam as trufas negras ou as brancas, sendo que a trufa Alba de Piemonte é considerada um dos produtos mais luxuosos que existe.

 

Nós por cá, temos que nos cingir a pequenos luxos. Por isso, a receita de hoje utiliza os comuns portobello, assados no forno e recheados com uma deliciosa compota de cebola (chutney) e com queijo de cabra. Para mim, uma combinação muito gratificante.

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INGREDIENTES

4 cogumelos grandes portobello

200 g de queijo de cabra, partido em pedaços

2 queijos mozarela

400 g de compota de cebola (chutney)

Sal e pimenta q.b.

Azeite de trufa q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Ligar o forno a 180.ºC.

 

Lavar os cogumelos, secá-los e retirar a pele. Temperar com sal e pimenta e regar com um fio de azeite de trufa. Colocar sobre tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno, cerca de 15 a 20 minutos.

 

Entretanto, envolver bem a compota de cebola com o queijo de cabra.

 

Retirar os cogumelos do forno e virá-los sobre um prato para que soltem os sucos que se criaram no seu interior. Reservar esses sucos e juntar ao preparado de cebola e queijo. Envolver.

 

Com a ajuda de uma colher de sopa, rechear os cogumelos com o preparado de cebola. Cobrir cada um com queijo mozarela.

 

Levar novamente ao forno durante 10 minutos ou até o queijo derreter e ficar dourado.

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Servir com salada verde, temperada com vinagreta simples.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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De cada vez que olho para os queijos chamados azuis, lembro-me de quando uma das minhas tias emigrou para França, levando consigo duas filhas que tinham entre os seis e os dois anos. De início, deixava-as em casa de uma senhora francesa que, feliz por cuidar das pequenas, lhes dava o que de melhor tinha em casa. E na sua opinião um bom queijo Roquefort era o melhor que lhes podia oferecer. A reacção da minha prima mais velha não foi a melhor quando a simpática senhora lhe estendeu um pedaço do queijo para provar. Quando a mãe as foi buscar, a menina tratou logo de a informar que não voltava a ficar em casa daquela senhora, pois ela tinha-lhes dado um "queijo podre para o lanche".

 

Marcada por esta história que ainda hoje desencadeia gargalhadas despregadas, levei algum tempo a encarar os queijos azuis com simpatia. Todavia, agora posso afirmar que sou fã e que os utilizo com alguma regularidade em  pratos de peixe, de massas e em saladas.

 

Mas não foi pelo Roquefort que decidi fazer esta salada. Foi antes peloo particular objectivo de provar o queijo halloumi que há muito desejava experimentar. E não me desapontei. Adorei a consistência e o sabor que conjugou perfeitamente com os restantes ingredientes.

 

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 INGREDIENTES

Folhas de alface romana e de alface roxa q.b., cortadas grosseiramente

1 queijo halloumi, fatiado

250 g de queijo Roquefort ou Gorgonzola, partido em pedaços

Tomate, cortado em meias-luas, q.b.

Salsa e coentros picados q.b.

Cenoura ralada q.b.

Sal fino q.b. (facultativo)

Vinagrete de maçã (de compra),q.b.

Vinagre de cidra, q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar todos os legumes em água corrente. De seguida, colocá-los  numa taça com água e um pouco de vinagre de cidra durante cinco minutos. Depois, escorrer e cortar.

 

Depois, há que tratar de grelhar o queijo halloumi até ficar caramelizado.

 

Finalmente, há que proceder à derradeira tarefa antes de se entar à mesa. Para empratar, dispor os vegetais numa taça de servir, temperar com uma pitada de sal fino, regar com a vinagreta de maçã e finalmente adicionar os queijos.

 

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Esta salada é uma celebração aos dias quentes e soalheiros e também um apelo ao convívio em espaços ao ar livre.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Pêras com queijo quark

por Paula, em 15.05.15

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Penso em probabilidades, em combinações extravagantes, mas é a simplicidade que me leva sempre a melhor. Não concebo a vida de outra forma. E porque a cozinha é o meu laboratório de free time cooker and inventor, é nela que consigo aplicar a minha filosofia de vida, as minhas alegrias e as minhas tristezas. Cozinhar um prato simples é, por isso, algo que me dá um grande prazer. E utilizar um ingrediente novo  faz-me sentir tão feliz quanto uma criança que descobre uma história nova cheia de magia e cor porque é conhecimento adquirido.

 

A receita de hoje tem um ingrediente que nunca tinha utilizado antes. Trata-se do queijo quark - um queijo alemão que se pode encontrar à venda no Lidl (passo a publicidade). Tradicionalmente é feito com leite fermentado com bactérias acido-lácteas ou coalho. Ao separar-se o leite coalhado e as partes sólidas das líquidas, obtém-se um soro que dará então origem ao quark, a que se juntará ainda nata de acordo com a percentagem de gordura que se queira dar ao queijo. É bom para utilizar em sobremesas e bolos, um pouco à semelhança do mascarpone, mas um pouco mais ácido e com uma textura mais "primitiva".

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INGREDIENTES

2 pêras packman

1 c. de sopa de manteiga

1 c. de sopa de açúcar amarelo

1 pitada de sal fino

2 c. de sopa de licor Cointreau

Queijo quark q.b.

Canela em pó a gosto

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar as pêras e cortar ao meio, retirar as sementes e voltar a partir em 3 partes cada metade.

 

Colocar a manteiga numa sertã, adicionar as pêras de modo a que fiquem todas em contacto com a base do recipiente. De seguida, temperar com uma pitada de sal. Cobrir com o açúcar e deixar cozinhar durante cerca de 5 minutos.

 

Voltar as pêras de modo a ficarem cozinhadas do outro lado. Regar com o licor Cointreau e deixar cozinhar até que fiquem um pouco caramelizadas.

 

Bater bem o queijo quark  para que fique mais cremoso. Reservar.

 

Colocar as pêras num prato e juntar o queijo quark e a canela.

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Cada pedaço de pêra encontra-se revestido de uma leve camada de caramelo saboroso que a adição de sal eleva a outro patamar. Quando se trinca o caramelo que envolve a fruta, dá-se uma explosão de sabores e de texturas na boca. O contraste entre o caramelo e a polpa da pêra é muito bom. Para quebrar o doce e o sabor mais intenso da manteiga, o queijo quark funciona lindamente por ser ligeiramente ácido, pois refresca o palato. Pode substituir-se o queijo por natas frescas ou iogurte.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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A simplicidade de um prato doce

por Paula, em 08.01.15

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É das simples conjugações que nascem sérios momentos de deleite. Seja em que campo for. A afirmação é categórica. A vida tem-me mostrado que desviar caminho da simplicidade traz-me inquietação, infelicidade e desconforto. Acima de tudo, desconforto. Sinto-me estranha fora dela. Por isso, tenho tentado agarrar-me a esta forma de viver com força, para não me perder.

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Quando vou à terra, situada num dos mais bonitos vales da Serra da Estrela, é que me dou conta do desconforto do resto dos dias. Ali, respiro outro ar, consigo pensar e olhar com olhos de ver o que me rodeia.

 

Em Dezembro, quando caiu o nevão deste Inverno, tive oportunidade de repor energias nas faldas da Serra da Estrela. Um bálsamo para os sentidos. Mesmo com frio, sentia uma quase obrigação de abrir a janela do carro para respirar o ar característico daquela terra.

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Temos, nestas deslocações, um hábito tão impregnado que mais parece obrigação de romaria. O almoço de despedida, normalmente, é feito no Restaurante das Pedras Lavradas. O pedido é quase sempre o mesmo: cozido à portuguesa. Quanto à sobremesa, essa faz jus à simplicidade que é a identidade das gentes e daquela região. Feita com queijo e doce, nada mais se quer no prato, que o deleite é coisa que se sente logo na primeira garfada.

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O requeijão com doce de abóbora é, pois, a sobremesa perfeita. Com apenas dois ingredientes, se oferece felicidade num prato. Para o efeito, basta fatiar um requeijão, dispô-lo num prato e cobrir com doce de abóbora a gosto. Tão simples.

 

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 Bom apetite!

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As saladas são sempre uma companhia leve e bem vinda na minha mesa. Na sua maioria, são simples, rápidas de fazer e saudáveis. Podem apresentar-se como entrada ou constituir uma refeição. Em qualquer caso, sabem sempre bem.

 

 

Os vegetais e as frutas combinam de forma agradável. Na sua forma mais natural, é espantoso como saciam e como nos transportam para o mundo da arte visual, através da conjugação de cores. Afinal, os olhos também comem e não há nada melhor para lhes agradar do que um prato colorido.

 

 

INGREDIENTES

(serve 2 a 4)

100g de rúcula selvagem

1 1/5 queijo de cabra saloio

6 + 1 tâmaras

1 romã pequena

3 c. de sopa de azeite

Sal q.b.

Pimenta q.b.

Sumo de limão q.b.

Uma pitada de açúcar

1 c. de café de mostarda de Dijon

 

PREPARAÇÃO

  1. Fazer a marinada colocando o azeite, umas gotas de limão, sal, pimenta, uma pitada de açúcar, a mostarda de Dijon e uma tâmara partida em pequenos pedaços e descaroçada num copo de trituradora. Triturar e reservar. Se necessário juntar mais azeite.
  2. Descascar e separar os gomos da romã. Reservar.
  3. Cortar as tâmaras ao meio, descaroçá-las e levá-las a grelhar durante 2 minutos numa placa.
  4. Colocar a rúcula, já lavada e bem escorrida, numa saladeira, juntar a romã, as tâmaras grelhadas, o queijo de cabra partido em pedaços e regar com a marinada.

As tâmaras grelhadas fazem a diferença nesta salada. O seu prefume intensifica-se e conferem uma textura muito agradável ao prato porque se sente o crocante de terem sido grelhadas. Na marinada, também marcam bem a sua presença, conferindo-lhe um sabor mais adocicado que contrasta com o salgado do queijo e com o sabor intenso da rúcula. O limão pode ser dispensado ou deverá ser utilizado com parcimónia.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Salada de Melancia, Laranja e Espargos

 

Está fora de tempo e de época. Esta salada, confecionada num almoço de verão, numa tentativa de alegrar uma estação marcada pela tristeza, foi dando lugar a outras coisas. As cores, condizentes com o sol e o mar, alegria e descanso, chocavam com o meu estado de espírito. O mês de julho, trouxe a morte num dia de festa. Celebrávamos o nascimento do membro mais novo da família com alegria, sem adivinharmos o desfecho daquele dia.

 

 

Feita com a melancia que os meus pais trouxeram da sua horta, foi, também ela, ficando, até que decidi dar-lhe uso. As saladas são, em regra, leves e frescas e a melancia haveria de ficar bem com os restantes ingredientes que por ali se encontravam. Esta mistura, fruto do acaso, acabou, apesar de tudo, por nos agradar.

 

 

INGREDIENTES

(serve 2)

2 fatias de melancia

1 laranja

6 folhas de alface

4 espargos de conserva

Flor de sal q.b.

Azeite q.b.

1 queijo fresco magro

 

PREPARAÇÃO

  1. Cortar a alface em juliana e colocar numa saladeira.
  2. Partir a melancia e metade da laranja em cubos e juntar à alface.
  3. Cortar os espargos em pedaços e juntar aos anteriores ingredientes.
  4. Cortar os quejo em cubos e colocar na saladeira.
  5. Temperar com flor de sal a gosto e regar com o sumo da restante laranja e um pouco de azeite.
  6. Misturar bem e servir. Pode juntar-se sementes de sésamo.

 

Espero que gostem.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Figos Com Queijo Fresco e Mel

por Paula, em 12.09.12

 

Os figos lembram-me sempre um episódio da minha infância em que subi a uma figueira alheia e por lá passei a tarde a comer figos ainda verdes. Tal qual castigo aplicado, o resultado não foi simpático, mas não me fez perder a gulosice que me assalta nesta época do ano.

 

Ontem, desejei imenso comer figos. Passei o dia a torcer para que os meus pais, que desceram a Lisboa, me trouxessem figos serranos.

 

Quando cheguei a casa, os meus olhos ficaram pregados na cesta de verga depositada num canto da cozinha. Animados, falavam-me de todos os outros frutos e legumes que compunham o sortido, mas eu só ouvia a palavra figos. E enquanto os tentava escutar, assaltava o pequeno cesto. :-)

 

  

Esta composição surgiu por acaso. São três ingredientes de que gosto bastante e que utilizo com frequência e, por isso, resolvi juntá-los e fazer uma entrada para o almoço que, noutra variante, poderá perfeitamente ser uma sobremesa.

 

Ingredientes:

(Serve dois)

  • 2 figos
  • 2 queijos frescos
  • 2 c. de sopa de mel

 

Preparação:

  1. Lavar e cortar os figos em quatro gomos. Dispor em dois pratos.
  2. Cortar o queijo fresco e dispor nos pratos.
  3. Regar com o mel.

 

Fica uma delícia! :-)

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Quem por aqui passa percebe que não sou uma especialista na cozinha. Gosto de comida, de cozinhar e nutro um grande respeito pelos cozinheiros e chefs que se entregam a esta arte com empenho e seriedade. Não aspiro a isso, nem a nada que se pareça. Este espaço é a despretensão em matéria de culinária. Trata-se apenas e só do registo de alguns sucessos, mas também de insucessos, porque nem só de ganhos e virtudes vivemos, de quem resolveu abraçar e encarar algo que sempre teve receio de fazer. Sempre gostei de cozinhar e de inventar, mas nunca me aventurei para além do (muito) pouco que estava ao meu alcance.
 
Desta viagem pelos sabores, cores, aromas e texturas fazem quase sempre parte os livros, seja na forma de livro de culinária, de história ou um simples romance. Estes são a minha verdadeira inspiração. Gostava de dizer que a cozinha da minha infância cheirava a bolos acabados de fazer; que com a minha avó partilhei momentos inesquecíveis e aprendi muito. Mas não. Nada disso é verdade. Mais o são os sonhos. O facto de gostar de comer, levou-me a crescer sozinha no mundo da culinária. Fui descobrindo e continuo a fazê-lo, claro, traçando um ainda curto (mas muito meu) caminho. Sempre fui muito curiosa e simultaneamente insegura. Estas características são, em boa medida, conflituantes, pois se uma me empurrava para a referida descoberta; a outra fazia-me descer ao inferno do "não és capaz de fazer isto".
 
Os anos passaram, os livros para esta viagem começaram a surgir na minha estante e com eles o desejo de arriscar, de fazer, de copiar e também de criar. É, pois, neste contexto que surge a minha vontade de aprender mais sobre a cozinha e de descobrir quem sou no meio dos tachos e quais os sabores que me deixam feliz. Porque a felicidade existe e  reside (muito) nestas pequenas coisas.
 
Gosto da simplicidade com que posso confecionar algo que me proporciona um momento maravilhoso. É o caso das saladas. As de tomate, são talvez as que me mais dizem, pelo facto de me lembrarem o verão e as tardes que passava com a minha mãe na horta. Não gosto de o consumir fora de época. Todavia, o desejo de experimentar o azeite aromatizado de manjericão, fez-me quebrar a deliciosa espera pelo tomate coração de boi que o meu pai planta todos os anos e que acaba por ser usado em compotas, conservas e, claro, saladas. É a melhor qualidade de tomate.

 

 

Ingredientes:

4 tomates

100 grs de queijo feta

6 folhas de manjericão

sal q.b.

Pimenta q.b.

1/2 colher de café de açúcar

Azeite aromatizado de manjericão

 

Preparação:

Lavar e partir os tomates em cubos. Partir o queijo feta também em cubos e juntar ao tomate. Adicionar três folhas de manjericão grosseiramente picadas e temperar com sal (tendo em atenção que o queijo já tem sal), pimenta, o açúcar e o azeite aromatizado. Guarnecer com as restantes folhas de manjericão.

 

Esta salada simples, lembra os campos italianos onde os vegetais constituíam a grande parte do consumo alimentar dos pequenos agricultores que não dispunham de meios para comprar carne com frequência. É daí que vem a perícia e a imaginação em cozinhá-los com pouco, mas com sabor. Em Itália, o manjericão era plantado no meio do tomate para afastar os insetos, o que não deixa de ser curioso porque os dois juntos também fazem um prato perfeito.

 

Hoje, a minha viagem fica por aqui.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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