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Robalo recheado em massa folhada

por Paula, em 08.05.15

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Desenhar um peixe em massa folhada não foi propriamente uma tarefa fácil - o que bem se pode constatar pelo resultado que aqui apresento. Todavia, ter que arranjar um peixe inteiro de modo a que os filetes ficassem direitos e ligados à cabeça revelou-se uma tarefa quase impossível. E tanto assim foi que tive que recorrer ao modo puzzle para ajustar o primeiro filete (que ficou cortado em alguns pedaços) ao recheio. Mas lá me enchi de coragem e pensei que com a massa folhada ninguém iria notar. É certo que não ficou uma obra de arte, mas o sabor não ficou comprometido. E como dizia a mestre Julia Child, never apologize. You´ve done great! ;-) 

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INGREDIENTES

1 robalo de 2 kg

350 g de miolo de camarão

1 c. de chá de endro seco

1 cebolinho picado

3 ovos

2 c. de sopa de natas

1 c. de chá de sal

150 g de crème-fraiche

1 pitada de pimenta-de-caeina

Sumo de 1/2 limão

2 c. de sopa de farinha

2 embalagens de massa folhada (rectangular)

 

PREPARAÇÃO

Quanto ao robalo:

Comprar um robalo fresco e pedir para o arranjar em filetes, sem pele e sem as espinhas da barriga, sendo que os filetes deverão ficar agarrados à cabeça do peixe - poupando assim algum tempo e trabalho. 

 

Para o recheio:

Num robô ou picadora, colocar o camarão, um ovo, o endro, o cebolinho e o crème-fraiche. Misturar bem até obter uma pasta. De seguida, adicionar o sumo de limão.

 

Mistura para selar a massa:

Juntar a gema de dois ovos e a natas numa tigela e misturar bem. Reservar.

 

Montagem:

Aquecer o forno a 180.ºC.

 

Temperar o robalo com sal e rechear com preparado de camarão, tendo o cuidado de fazer alguma pressão para que não fiquem bolhas e para ajustar o peixe ao recheio.

 

Dispor uma folha de massa folhada na bancada, sem retirar o papel vegetal, e pincelar com a mistura das gemas e das natas. Dispor o robalo em cima da massa e cobrir com a outra folha de massa folhada. Selar e pincelar a massa folhada com a restante mistura de ovo e natas. Depois, com a ajuda de uma faca, desenhar o peixe e com as costas da faca vincar as barbatanas. Reserve uma fita para fazer o limite da cabeça. Para fazer o efeito das escamas, utilizar um copo com uma boca pequena e pressionar desenhando círculos. Por fim, fazer um pequeno buraco junto da cabeça do peixe para que a massa não rebente quando for ao forno.  

 

Levar ao forno durante 20 minutos. Ao fim desse tempo, cobrir a cauda e a cabeça do robalo para que a massa não queime. Nessa altura, reduzir a temperatura do forno para os 160.º C e deixar cozer por mais 20 minutos.

 

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Esta é uma boa opção para servir com o molho rouille e uma salada verde.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Salada de polvo, quinoa e beterraba

por Paula, em 24.02.15

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Por vezes a conjugação de determinados ingredientes surpreendem. Pensa-se nas texturas, nas cores, nos sabores e as coisas começam a conjugar-se. Depois é só arregaçar as mangas e fazer. No final, espera-se algo de bom para fazer valer o esforço e para alimentar o ego - que também precisa.

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Esta salada é resultado de um desses momentos. A doçura e o sabor térreo da beterraba conjugam maravilhosamente bem com a ligeira acidez do vinagre e da lima. Os restantes ingredientes parecem seguir aquele conjunto, fazendo de uma simples salada quente uma verdadeira festa.

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INGREDIENTES

1 polvo

1 cebola

1 folha de louro

Quinoa q.b.

1 dente de alho, picado

1 c. de sopa de azeite

1 c. de sopa de vinagre de framboesa

2 anchovas

Coentros a gosto, picados

1 beterraba cozida, cortada em cubos

1 lima

 

PREPARAÇÃO

Cozer o polvo na panela de pressão com um pouco de água, a cebola e a folha de louro. Quando estiver cozido, partir em pedaços e reservar.

 

Cozer a quinoa de acordo com as instruções da embalagem. Reservar.

 

De seguida, colocar o azeite numa frigideira larga e funda. Juntar o alho e as anchovas. Deixar refogar um pouco. Entretanto, adicionar o polvo e envolver. Colocar, então, a beterraba e voltar a envolver. Juntar os coentros e  regar com o vinagre de framboesa.

 

Adicionar a quinoa cozida, envolver e finalizar com mais coentros frescos, um pouco de azeite e sumo da lima (a gosto).

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 As cores, as texturas, os sabores tornam esta salada muito apelativa e saborosa. Que o sabor não me engana... ;-)

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Peixe-espada em papelote

por Paula, em 29.01.15

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(...)

Do alto mar chega o pregão que se alastra

Têm ondas no andar quando embalam a canastra

Minha varina que chinelas por Lisboa

Em cada esquina é o mar que se apregoa

 

Nas escadinhas dás mais cor aos azulejos

Quando apregoas sardinhas que me sabem como beijos

Os teus pregões são iguais à claridade

Caldeirada de canções que se entorna na cidade

 

Cordões ao peito de uma luta que é honrada

Que só dá jeito com a cabeça levantada

De perna nua, com provocante altivez

Descobrindo o mar da rua que, esse sim, é português

 

São as varinas dos poemas do Cesário

A vender a ferramenta do mar que é o operário

(...)

Os teus pregões nunca mais ganham idade.

Versos frescos de Camões com salada de saudade.

 

(Letra do «Fado Varina», cantado pelo grande fadista Carlos do Carmo)

 

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INGREDIENTES

1 Peixe-espada, cortado em postas

4 Batatas-doces

1 Couve tah tsai*

300 g de tomate-cereja, cortado em quartos

250 g de camarão, descascado

Sal e pimenta a gosto

Azeite q.b.

 

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.ºC.

 

Descascar as batatas-doces e laminar finamente com a ajuda da mandolina. Reservar.

 

Cortar papel vegetal suficiente para cobrir o peixe-espada. Em cada folha de papel vegetal, dispor batata-doce, seguida de folhas (e caule) de couve tah tsai, depois cobrir com o peixe-espada. Colocar tomate-cereja em volta da torre de batata e peixe e finalizar com camarões.

 

Temperar com sal e pimenta. Regar com um fio de azeite.

 

Fechar os papelotes em cima, juntando as duas pontas da folha e dobrando duas vezes. Com fio de cozinha, fechar os lados como em forma de rebuçado.

 

Colocar num tabuleiro e levar ao forno cerca de 25 a 30 minutos.

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*Nota: a couve tah tsai encontra-se à venda nas lojas de produtos biológicos.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Queques de atum e curgete

por Paula, em 18.01.15

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Com os dias mais frios, tendo a cozinhar utilizando mais o forno. Dali, emana um calor agradável que se estende da cozinha ao resto da casa, para não falar dos aromas que invadem o espaço. Bem sei que se cozinhar no bico do fogão, os cheiros do cozinhado também se espalharão pelo meu reduto, mas quando utilizo o forno o conforto é outro porque me sabe mais a lar. Adoro abrir a porta daquela caixinha e sentir a lufada de ar quente impregnada de cheiros agradáveis que se que soltam no ar.  

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Ontem, apeteceu-me um momento assim. Por isso, decidi fazer uns queques salgados para acompanhar uma sopa quentinha.

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Fáceis de fazer e saudáveis, estes queques são óptimos para levar para o trabalho ou para um piquenique. Tanto se comem ao almoço, acompanhados com uma salada ou uma sopa, como ao lanche, com café a compor o momento. Ficam fofos, húmidos e têm muito sabor, conferido pelo atum. As sementes dão-lhe o crocante que contrasta bem com a massa.

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INGREDIENTES

50 g de cebolinho, picado

150 g atum, escorrido

½ curgete, ralada

100 g de farinha integral

2 c. de chá de fermento

Flor de sal q.b.

Pimenta q.b.

Sementes de sésamo q.b.

2 ovos

30 g d manteiga

40 g de natas

Óleo q.b. (para untar as formas)

 

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.º C. Untar um tabuleiro para queques com um pouco de óleo. Reservar.

 

Esfarelar o atum e colocar numa taça juntamente com a curgete. De seguida, adicionar a farinha e os restantes ingredientes. Envolver com a ajuda de uma colher. Finalizar com as sementes de sésamo.

 

Distribuir pelas formas e levar o forno durante 20 minutos. Retirar e deixar arrefecer numa rede.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Arroz de cavala e alho francês

por Paula, em 16.01.15

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Sempre me lembro de ter cavala servida em casa dos meus pais. A minha mãe, adepta indiscutível de peixe cozido, fazia-a desta forma inúmeras vezes. Eu não me importava porque até gostava (e ainda gosto). Mas os meus irmãos e o meu pai faziam uma fita e quase se recusavam a entrar na cozinha.

 

Quando procuro este peixe, lembro-me sempre da minha mãe. Foi ela que me ensinou a gostar de peixe - de todo o peixe, na verdade - e isso vem-me amiúde à memória. Ás vezes, numa carinhosa cumplicidade, fazemos estes "petiscos" só para nós. E sabem tão bem, apesar de serem tão simples. Mas é aqui que está o encanto: não é preciso mais, os verdadeiros sabores dos alimentos são aqueles que assaltam o nosso paladar.

 

INGREDIENTES

2 cavalas

1 chávena de arroz carolino

1 cebola, picada

1 dente de alho, picado

1 tomate, pelado e picado

1 alho francês, cortado em juliana

1 ramo de salsa

Sal e pimenta q.b.

Azeite q.b.

Manteiga q.b.

1 copo de vinho branco

Água q.b.

 

PREPARAÇÃO

Numa panela, colocar água e as cavalas. Temperar com sal e deixar cozer. Depois, retirar as cavalas, reservando a água da cozedura, e limpar de espinhas.

 

Num tacho, colocar um fio de azeite e uma noz de manteiga, Juntar a cebola e deixar alourar. De seguida, adicionar o alho, o tomate e o alho francês. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Deixar cozinhar por cinco minutos. Juntar o arroz e refrescar com vinho branco. Regar com 2 chávenas da água de cozer as cavalas e uma de água. Ir mexendo e verificando se precisa de mais caldo, pois deve ficar um arroz malandrinho.

 

Quando estiver quase cozinhado, deitar metade da salsa e envolver. No fim, envolver a cavala cozida no arroz e acrescentar a restante salsa. Servir imediatamente.

 

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Uma nota final em relação ao arroz. Para fazer um arroz malandrinho, deve utilizar-se o arroz carolino, que fica mais cremoso. Depois há que ter em conta a quantidade de água em relação ao arroz. Para uma chávena de arroz, serão três de água (eu costumo colocar ainda mais meia chávena para ter a certeza de que fica bem cremoso e com molho).

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Receita simples em post intimista

por Paula, em 03.07.14

Botão de Pérola

Ramo de flores elaborado pela "Sonhos e Lembranças"

 

Há acontecimentos na vida de cada um que deixam marcas difíceis de ultrapassar. 2012 revelou-se um ano terrível na vida da minha família. O ano começou com o desemprego a instalar-se no quotidiano de alguns familiares, enquanto outros saíam para o trabalho mas sem vislumbrar o fim do mês… Apesar disso, havia um motivo de alegria: nascia o membro mais novo da família que viria a ser minha afilhada. Julho foi o mês escolhido para o baptizado, não obstante a minha irmã Carla estar ainda desempregada.

 

Chegado o fim-de-semana do acontecimento, ultimámos os preparativos finais, desconhecendo que aquele Domingo nos traria mais tristeza do que alegria. O destino gozava-nos, ria-se entre dentes da maldade que nos preparava.

 

Fomos à igreja, seguimos para o almoço simples preparado por amigos do João, o meu cunhado, convivemos e, antes de me ir embora, disse-lhe, num sentimentalismo pouco habitual em mim, que aquele tinha sido um dia feliz. O João acompanhou-me ao carro e despedimo-nos. Finalizei dizendo para ele ir para perto das suas meninas. Voltou-se e calculando os passos para a porta que não via, foi para casa. Ainda teve tempo para brincar com os filhos...

Atouguia da Baleia

Atelier "Botão de Pérola"; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Coreto e Touril na Atouguia da Baleia

 

De regresso ao meu lar, a minha irmã mais nova informa-me que temos de regressar a casa da minha irmã Carla, pois o meu cunhado tinha falecido. O choque e a confusão tomaram conta de mim. Por momentos, pensei que estava a ter um sonho mau. Mas não. O pesadelo era real e doía muito.

 

Faz, pois, para a semana, dois anos que acompanho a minha irmã Carla nesta viagem dolorosa de criar duas crianças e de tentar colocar a dor de lado por elas. Como lidar com o próprio sofrimento e tentar explicar o desaparecimento do pai a uma criança de quatro anos? Como dizer que o pai já não vai voltar a brincar com ela? Como responder às suas perguntas-afirmações sobre o que fazer com as roupas do pai que se mantinham no mesmo lugar? E porque é que os médicos no Céu não conseguem curar o pai? Como lidar com as insónias de uma criança que, de madrugada, se senta no chão e diz que não tem sono porque tem saudades do pai ou porque quer uma nova explicação para a sua ausência? Como aliviar a dor de uma criança que tenta disfarçar o seu sofrimento para proteger a mãe? E tantas outras dificuldades.

 

Artigos Botão de Pérola

Trabalhos do "Botão de Pérola"

 

Felizmente, este ano, a Carla reuniu forças e, ainda desempregada, conseguiu lançar o seu projecto de trabalho. Todos ajudámos à nossa maneira, claro. O meu pai pintou o espaço e deu um móvel antigo que estava na garagem à espera de melhores dias; a minha mãe ajudou na elaboração de alguns trabalhos de crochet; a minha amiga Sílvia doou umas mesas para servirem de balcão; a SE através da minha irmã Vera deu umas estantes que servem de prateleiras; o meu irmão Miguel contribuiu com um móvel e elaborou a parte da publicidade; o meu cunhado Ralph colocou os candeeiros; a amiga e comadre Marina ajudou a encontrar o espaço para o atelier, com a apresentação de ideias, na confecção de alguns artigos e na elaboração das montras; a minha amiga Isabel deu um cadeirão; a Ana ajudou a restaurar o móvel antigo (um trabalho incrível); os sogros e os cunhados da minha irmã ajudaram a montar as prateleiras e o provador; a D. Maria Gil, da "Sonhos e Lembranças" ofereceu um lindo vaso de orquídeas para alegrar o espaço e bons conselhos. No fundo, as pessoas que lhe querem bem e que são realmente suas amigas, juntaram-se e ajudaram como podiam de modo a que o atelier fosse montado quase a custo zero – o que foi possível!

 

Rolinhos de salmão fumado

 

É neste contexto que surge esta entrada simples. Servi-a no dia em que a Carla inaugurou o “Botão de Pérola”, um atelier de costura, artesanato e retrosaria, situado no largo da Atouguia da Baleia, junto à Igreja Nossa Senhora da Conceição. O dia, felizmente, correu bem. Agora, espero que o resto também corra muito bem e que lhe dê o sustento de que tanto necessita para criar as filhas e pagar as suas contas.

 

Espreitem o blogue “Botão de Pérola”, façam sugestões e visitem o atelier e a lindíssima vila de Atouguia da Baleia.

 

ROLINHOS DE SALMÃO

 

INGREDIENTES

1 Embalagem de wraps*

3 Embalagens de salmão fumado

250g de queijo creme

Rama de funcho q.b.

PREPARAÇÃO

Barrar os wraps com o queijo creme. De seguida, dispor o salmão e finalizar com o funcho. Enrolar os wraps e cortar em fatias ligeiramente largas. Servir bem fresco.

 

Citando Donna Hay: fast, fresh and simple! Não suja muita loiça e ainda prescinde do fogão.

 

Rolinhos de salmão

 

*Encontram-se à venda nos supermercados junto do pão de forma e afins.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

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Salada quente de espargos e atum

por Paula, em 23.04.14

Salada quente de espargos e atum

 

De cada vez que faço ovos escalfados, lembro-me da Julia Roberts no filme Uma noiva em fuga onde contracena com o charmoso Richard Gere. Nesta história romântica, Julia representa uma jovem que era conhecida por abandonar os noivos no altar. A determinada altura a personagem é confrontada com o facto de não saber sequer como gostava de comer os ovos (muito habituais nos menus americanos), por tanto querer agradar ao seu namorado e consequentemente adoptar o seu estilo de vida. Depois de experimentar, sozinha, todas as formas de cozinhar os ovos, acaba por compreender que os seus preferidos são os escalfados.

 

Num registo menos romântico e menos dramático, dou-me conta de que estes também são os meus favoritos. A clara fica sedosa e, quando bem cozinhados, a gema escorre, criando uma tela colorida.

 

Saladaquente  de espargos e atum

 

INGREDIENTES

 

1 molho de espargos

150g de massa pevide

150g de cubos de preparado de atum

Sal e pimenta q.b.

1 noz de manteiga

1 c. de sopa de azeite trufado (ou simples)

2 ovos

1 c. de sopa de vinagre

Água q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar os espargos, cortar as pontas duras e partir em pedaços. Colocar em água a ferver e deixar cozinhar cerca de 5 minutos.

 

Adicionar a massa e temperar com sal. Quando esta estiver praticamente cozinhada, juntar o preparado de atum e uma noz de manteiga. Envolver e deixar que o preparado ganhe temperatura. Escorrer a água, se existir, e reservar.

 

Num outro recipiente, colocar água a ferver e o vinagre. Mexer com uma colher para criar em centro de centrifugação e deitar um ovo de cada vez. Deixar até que ganhe a consistência desejada.

 

Servir a salada quente com um ovo, temperar com um pouco de pimenta moída na hora e um fio de azeite.

 

Salada quente de espargos e atum

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

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Fritatta de peixe e pimentos

por Paula, em 25.03.14

Fritatta de peixe e pimentos

 

O que fazer quando no frigorífico ficam as sobras da refeição anterior? Dependendo dos alimentos, da forma como foram cozinhados e da quantidade poderá revelar-se difícil dar-lhes destino. Uma fritatta pode ser um bom compromisso entre uma refeição completa e a renovação de sobras.

 

Fritatta de pimentos e peixe

 

INGREDIENTES

 

8 ovos

1/2 molho de salsa, picada

1 posta de peixe cozido, limpa de pele e espinhas

4 batatas cozidas, cortadas em círculos

2 cebolas pequenas, cortadas em meias luas

1/2 pimento, cortado em juliana

Raspa de meio limão

1 c. de sopa de azeite

Sal e pimenta a gosto

Noz-moscada a gosto

 

PREPARAÇÃO

 

Ligar o grelhador do forno a 180ºC.

 

Bater os ovos e temperar com sal e pimenta a gosto. Juntar a salsa e envolver. Reservar.

 

Numa sertã, deitar o azeite e a cebola e deixar refogar um pouco. Juntar o pimento e deixar que cozinhe um pouco para soltar o seu sabor.

 

Adicionar o peixe, as batatas, a raspa do limão e a noz-moscada, envolvendo tudo.

 

De seguida, cobrir o preparado com os ovos e deixar cozinhar cerca de dois a três minutos. Finalizar a cozedura levando o preparado ao forno por cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

 

Servir com salada verde e um pouco de malagueta finamente cortada para obter um prato colorido com um toque picante.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Risotto de bacalhau e feijão

por Paula, em 12.03.14

 

Ao fundo, na grafonola, Fausto Bordalo Dias canta Namoro. No prato, um risotto com sabores lusos, aromático e absolutamente delicioso compõe o momento. É o conforto na sua plenitude.

 

INGREDIENTES

Para o feijão:

200g de feijão encarnado

1 cebola roxa

1 ramo de segurelha

1 ramo de rosmaninho

1 folha de louro

Água q.b.

 

Para o bacalhau:

3 postas de bacalhau

1 cebola roxa inteira

1 cravinho

½ ramo de salsa

1 dente de alho inteiro

Água q.b.

 

Para o risotto:

250ml de arroz arbóreo (1 chávena)

1 cebola, cortada em meias-luas

1 dente de alho picado

1 c. de sopa de azeite

2 hastes de estragão fresco

1 c. de chá de noz-moscada

O bacalhau, limpo de espinhas e pele e em lascas

1 L de caldo da cozedura do bacalhau q.b.

O feijão cozido

Sal e pimenta q.b.

5 c. de chá de manteiga

Queijo parmesão ralado q.b.

 

PREPARAÇÃO

Começar por cozer o feijão. Colocar todos os ingredientes num tacho, cobrir com água e levar ao lume até ficar cozido (mas não em demasia)*. Coar e reservar.

 

Colocar o bacalhau e os restantes ingredientes num tacho, cobrir com um litro de água, aproximadamente, e levar ao lume até ficar cozido. Coar e reservar o caldo da cozedura. Deixar arrefecer ligeiramente, limpar o bacalhau de espinhas e pele e lascar. Reservar.

 

Numa caçarola, colocar o azeite, a cebola e o alho e refogar até a cebola ficar translúcida. Adicionar o bacalhau e deixar envolver no refogado. Juntar um pouco do caldo.

 

Juntar uma haste de estragão picado e a noz-moscada e envolver. Posteriormente, adicionar o feijão e envolver cuidadosamente no preparado.

Adicionar o arroz, temperar com sal e pimenta a gosto e envolver. Cobrir com o caldo da cozedura do bacalhau e deixar levantar fervura. Mexer ocasionalmente para que o arroz liberte o amido.

 

Depois de estar no ponto certo de cozedura, desligar o lume e adicionar a manteiga, envolvendo bem no arroz para que este fique cremoso.

Finalizar com queijo parmesão ralado a gosto e uma haste de estragão fresco, picado.

 

Risotto de bacalhau e feijão

 

 

* Normalmente cozo todo o feijão na época em que o apanho e depois congelo em doses de 200g. Isso permite-me adiantar trabalho e conservar toda a frescura e sabor do feijão. A segurelha deve acompanhar estas cozeduras prévias, pois ajuda à digestão das leguminosas. Por outro lado, não se deve utilizar sal para que o feijão não fique rijo. Se o feijão não for fresco, dever-se-á demolhar previamente.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

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Filetes de sardinha no forno

por Paula, em 16.10.13

 

Filetes de sardinha no forno 1

 

A sardinha (clupea pilchardus) é um peixe abundante na costa portuguesa. No Verão, apresenta-se no seu esplendor para ser consumida. Contudo, se bem conservada ou congelada, pode estar presente na mesa lusa durante todo o ano. E que bem que sabe!

 

 

 

INGREDIENTES

 

8 sardinhas frescas ou congeladas

Sal q.b.

4 c. de sopa de azeite

Pão ralado q.b.

4 c. de sopa de salsa picada

1 c. de sopa de paprika

1 dente de alho picado

 

PREPARAÇÃO

 

1. Preparar os filetes: cortar as sardinhas pelo limiar da cabeça e cauda. Com uma tesoura, cortar as barbatanas, abrir as sardinhas e retirar as vísceras. Utilizando a ponta da faca, fazer um corte junto à espinha e ao longo desta, partindo da cabeça em direcção à cauda.

 

2. Temperar os filetes com sal e pincelar com azeite. Reservar.

 

3. Entretanto, num prato fundo, colocar o pão ralado, o alho picado, a salsa e a paprika. Envolver tudo muito bem.

 

4. Passar os filetes por esta mistura de ambos os lados. Dispor num tabuleiro de ir ao forno.

 

5. Se sobrar mistura de pão ralado, adicionar aos filetes que já estão no tabuleiro.

 

6. Salpicar os filetes com um pouco mais de azeite e levar ao forno pré-aquecido durante 15 minutos, coberto com papel de alumínio. No fim deste tempo, retirar o papel e deixar alourar os filetes.

 

 

Estes filetes ficam deliciosos e podem ser consumidos tanto quentes como frios, em jeito de petisco. Assim se prolongam os sabores do Verão português.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

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