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Gosto de ir ao cinema ver um bom filme - conceito carregado de subjectividade porquanto o que será para mim um bom filme poderá ser um desastre para outros. Todavia, as minhas idas ao cinema em 2014 foram parcas. Creio que uma mão chegará para contar as vezes em que me sentei no escurinho do cinema. Mas (há sempre um «mas») isso não impediu que os meus olhos e a minha alma se enchessem de boa filmologia. Em casa, no conforto do sofá e sem hora marcada, a TVCine proporcionou-me momentos inesquecíveis e deu-me a conhecer telas que eu nem sabia existirem, com destaque para o cinema europeu e alternativo. De entre os que assisti nas salas de cinema ou na minha pequena sala privada, eis os que me deram imenso prazer ver e que ficaram na minha memória.

 

«A LANCHEIRA» (2014)

Remeto para o post que escrevi sobre «A Lancheira» na altura em que vi o filme no cinema.

 

«O BOM NOME» (2006)

 

O filme o «O Bom Nome» é a história de uma família americana contemporânea muito diferente: os Gangulis que foram da Índia para os Estados Unidos para poderem ter uma vida diferente. Apaixonado, devido a um imprevisto, pela obra de Nikolay Gogol, o patriarca da família decide baptizar o filho mais velho com o nome do romancista, o que irá causar vários embaraços ao longo do seu crescimento. Em ruptura com as tradições indianas, o jovem Gogol começa a namorar uma rapariga americana distanciando-se assim cada vez mais da sua cultura. Numa tentativa de conciliar os filhos com as tradições do seu País, o casal Ganguli decide viajar até Calcutá. De regresso a Nova Iorque, o jovem Gogol irá aprender a importância de ser quem é e do seu nome.

 

Ifrran Khan tem, mais uma vez, uma excelente interpretação.

 

«A VIAGEM DOS 100 PASSOS» (2014)

«A viagem dos cem passos» é um filme que harmoniza este blogue com o post. Contém as duas características que marcam este espaço da blogosfera: paixão pela comida e pela vida temperadas com notas doces.

 

Hassan Kadam é um jovem que sai da sua terra natal, na Índia, com a sua família, liderada pelo pai, à procura de um local em território europeu para abrir (novamente) um restaurante. Depois de passarem por Inglaterra, acabam por se instalar na antiga aldeia de Lumière, no Sul de França. É neste local repleto de charme que o senhor Kadam encontra o lugar perfeito para abrir «o Maison Mumbai». Só que, defronte daquele espaço encontra-se o «Le Saule Pleurer», um restaurante galardoado com um estrela Michelin e comandado pela temível Madame Mallory. É aqui que começam as peripécias da fria proprietária para derrubar o típico restaurante indiano. Mas Hassan quer aprender mais sobre a comida servida pelo restaurante de cozinha clássica francesa e este fica só a cem passos do seu.

 

«BOWLING - AMIGAS EM JOGO» (2012)

Eis uma comédia francesa que poderia ser adaptada à realidade portuguesa. A acção decorre em Carhaix, em plena Bretanha onde existe um pequeno hospital e uma pequena maternidade onde ocorrem poucos partos. Catherine, uma parisiense, é enviada para aquela localidade com a missão de reestruturar o hospital e de encerrar a maternidade. No desempenho das suas funções, trava conhecimento com Mathilda, parteira do hospital, Firmine a enfermeira do berçário, e Louise a proprietária do «Bowling de Carhaix» que, para além de colegas, são amigas com idades, personalidades e origens distintas mas vivem uma vida pacata e feliz. Juntas irão formar um grupo forte de solidariedade na defesa da maternidade. A Vida, o amor, a amizade, a Bretanha e ... o bowling são os ingredientes desta comédia.

 

«UM PORCO EM GAZA» (2011)

 

«Um porco em Gaza» surpreendeu-me. Quando me cruzei com o título do filme pensei que aquele não era título que se desse a uma película do cinema. Não o levei a sério. Quão errada estava! Vi-o por coincidência e rendi-me à história, ao ingrediente humorístico, à interpretação de Sasson Gabai e sobretudo ao seu final poético.

 

Jaafar é um pescador palestiniano a viver na Faixa de Gaza com uma tremenda falta de sorte. Depois de numa noite uma tempestade ter assolado a região, o pescador faz-se ao mar com esperança renovada. Mas o seu dia de frete acabaria por se revelar uma grande dor de cabeça. Ao invés de peixe, a rede de pesca trouxe-lhe um porco! O que fazer com um animal que lhe é proibido tocar - até mesmo o solo da Palestina - quanto mais comer. Invadido pelo desespero, Jafaar tenta vender, sem sucesso, o animal. Depois de desabafar com um amigo, fica a saber que numa comunidade, do outro lado do muro,  se faz criação de suínos. Imbuído de um espírito esperançado, Jaffaar faz negócio com Yelena. Todavia, para os judeus o porco também um animal interdito, pelo que a criadora apenas mostra interesse no esperma do suíno. É pois a fazer contrabando de esperma de suínos que o azarado pescador encontra uma forma de subsistir. A grande dificuldade reside nem manter o animal incógnito da comunidade e da sua mulher Fátima...

 

«SÓ PRECISAMOS DE AMOR» (2013)

 

Por fim, uma comédia romântica que é um hino ao melhor ingrediente da nossa exstência - o Amor! - e à própria vida.

 

Ida (Trine Dyrholm) é uma dinamarquesa que, nos últimos meses, viveu uma angustiante luta contra um cancro da mama. Depois da consulta do tratamento final de quimioterapia, Ida está feliz e anseia por dar a boa notícia ao marido, Leif. Mas, ao chegar a casa, encontra o marido com uma mulher mais jovem. De viagem marcada para o casamento da sua filha Astrid, em Sorrento, Itália, Ida dirige-se ao aeroporto. Afectada pelos acontecimentos, faz uma manobra desastrada e acaba por ver o seu carro abalroado pelo veículo de Philip (Pierce Brosnan), um empresário amargurado desde a morte da sua mulher, que por acaso é o pai do noivo da filha. Já em Itália, nasce uma estranha atracção entre os dois, dando origem a um amor maduro, calmo e profundamente compensador. Porque, afinal, só precisamos de amor.

 

Bom Ano!

 

 

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O Velho e o Mar

por Paula, em 14.10.10

Ernest Hemingway escreveu, em 1952, uma das obras primas da literatura universal. "O Velho e o Mar" é um livro extraordinário em que o desenvolvimento da acção praticamente não existe.

Santiago, um pescador que, num esquife, tinha a sua actividade na Corrente do Golfo andava com azar. Não lhe calhava peixe nenhum na rede há já oitenta e quatro dias. Segundo a tradição, estava com pouca sorte, ou seja, o azar tinha-se-lhe pegado. Contudo, não perdia a esperança. Levantava-se todos os dias de madrugada, e de estômago vazio, fazia-se ao mar com ânimo renovado. Pensava sempre que aquele seria o seu dia de sorte.

O livro conta a luta deste homem de vida simples e de alma grande com um peixe-espada gigante. O velho Santiago trava esta luta com respeito e admiração pela sua presa, defendendo-a até à exaustão dos outros predadores.

Quando chega a terra, depois de vários dias no mar, tem à sua espera um rapaz pequeno que o admira e respeita e uma casa vazia, sem conforto e sem comida. A realidade dura de todos os dias.

 

 

 
Este filme foi adaptado para cinema e passou na RTP2 este Verão. É um filme brilhante com um excelente actor (Anthony Quinn). Eu tinha algum receio desta adaptação mas quando o vi senti que estava a reler o livro.
Deixo aqui o trailer do filme.

 

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Ontem fui ver o filme "Julie & Julia". É um filme leve, salpicado com bons momentos de humor, cuja acção decorre em dois tempos (anos quarenta do século XX e 2002) e relata a vida de duas mulheres.

Julia Child é uma americana que casa aos quarentas anos com um diplomata e vai viver para Paris. Como grande apreciadora de comida que era, Julia Child rapidamente se apaixona pela cozinha francesa e decide fazer um curso de culinária na mais prestigiada escola de Paris. É depois convidada a escrever um livro de culinária que se irá chamar "Mastering the Art of French Cooking".

Julie Powell é uma jovem que, em comparação com as suas amigas, tem uma carreira desinteressante. Ambiciona escrever um livro mas é incapaz de finalizar os projectos que inicia. Para ultrapassar esta fase, decide escrever um blog onde narra as suas experiências sobre a concretização de um projecto que se traduz na confecção, no prazo de um ano, das quinhentas e vinte e quatro receitas que constam do livro de Julia Child.

Meryl Streep interpreta a personagem de Julia Child, cuja história é verídica, de uma forma absolutamente excepcional.  Vejam o trailer do filme que é uma delícia. 

Este filme é também uma viagem até à cidade de Paris dos anos quarenta e cinquenta,  que continua a inspirar grandes artistas e a fazer sonhar os mais românticos.

Ontem estive em Paris!...

 

 

 

 

Et bon apetit!

 

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