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Bolo de maçã

por Paula, em 17.05.15

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As maçãs são um fruto versátil. Tanto se comem cruas, como cozinhadas no forno ou mesmo cozidas. Num registo de pratos salgados, com elas se faz um bom puré e um excelente chutney, ambos para acompanhar carnes. Mas servem também para fazer bolos que sabem a conforto caseiro.

 

Ontem, para um lanche mais docinho, preparei este bolo que agradou a todos. Para o efeito, utilizei maçãs Granny Smith, que foram descobertas em 1868 e  que se caracterizam por serem estaladiças e muito ácidas.

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 INGREDIENTES

4 ovos

3 maçãs Granny Smith

1 chávena de óleo

1 c. de chá de essência de baunilha

2 chávenas de farinha

1 c. de chá de fermento

1 chávena de açúcar + 3 c. de sopa para cobrir o bolo

1 pitada de sal fino

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

 

Descascar uma maçã e mais metade de outra, cortar em pedaços e colocar numa liquidificadora. Juntar os ovos, o óleo e a essência de baunilha e bater tudo até obter um creme leve e esbranquiçado.

 

Numa taça, colocar a farinha, o fermento, o açúcar e o sal. Abrir um buraco no centro e deitar o preparado liquido. Envolver bem com um fouet até a massa fazer efeito de folhas de livro quando cai da colher.

 

De seguida, untar uma forma com manteiga e forrar o fundo amovível com papel papel vegetal e deitar o preparado na forma.

 

Descascar as restantes maçãs e cortá-las em gomos finos. Cobrir o bolo com as maçãs e finalizar com o açúcar para que fique com um aspecto caramelizado e uma textura crocante.

 

Levar ao forno durante cerca de 30 a 40 minutos.

 

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Os Amigos de Peniche

por Paula, em 11.04.15

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Peniche é uma península conhecida pela prática do surf na praia dos Supertubos; por ser uma vila piscatória com comida maravilhosa associada a essa actividade; pela ilha das Berlengas com o seu Forte de S. João Baptista onde se filmaram algumas cenas do filme “O Conde de Monte Cristo”; pela lindíssima renda de Bilros que a todos encanta; e, entre outras coisas, por alguns episódios ligadas à História de Portugal, como a famosa fuga de Álvaro Cunhal da prisão situada no Forte ou o período do domínio espanhol que ficou marcado por uma expressão que ainda hoje se utiliza, embora de forma depreciativa, e que é a que nos interessa: “Amigos de Peniche!”

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Reza a História, que D. Henrique morreu sem deixar descendência ao trono de Portugal. Por isso, alinhavam-se na sucessão três netos de D. Manuel: Filipe II, Rei de Espanha; D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato. Sendo o primeiro mais apoiado pela corte portuguesa, a força logo se fez sentir através de uma entrada via Alentejo, comandada pelo Duque de Alba, tendo o monarca espanhol sido declarado também Rei de Portugal.

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Inconformado com a situação, D. António Prior do Crato, recorre a Isabel Tudor, de Inglaterra, para que o auxilie na devolução do trono aos portugueses. A monarca inglesa disponibiliza-lhe, então, um exército de 12.000 homens constituído essencialmente por mercenários, sendo que o Prior não sabia disso. Assim, a 22 de Maio de 1589, os penichenses vêem desembarcar na praia do sul o “exército” comandado pelo General John Norris, enquanto Francis Drake seguia por mar, para se situar em Lisboa, aguardando pela chegada, por terra, da tropa desembarcada em Peniche. Esta avançou sem rei nem roque e foi devastando e roubando as terras por onde ia passando.

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Entretanto, os rumores que chegavam a Lisboa, faziam notar que “os amigos de Peniche” estariam a chegar.

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Chegados à entrada da capital, acamparam no Monte das Oliveiras, sendo que os canhões situados no Castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a disparar. A surpresa, desta vez, caiu para o lado do Jonh Norris que não estava à espera desta recepção, pois D. António Prior do Crato havia assegurado, por forma a obter o auxílio que buscava, que não haveria necessidade de combater. Consequentemente, o acampamento foi desviado para a Boa Vista e para o Bairro Alto, de onde se retirou para a Esperança, acabando por se refugiar em Cascais e depois partir.

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Dentro das muralhas do castelo, crescia a ansiedade dos “antonistas” que não viam chegar “os amigos de Peniche”. Frustradas as esperanças, os “antonistas” ficaram com a desilusão para sempre ligada àqueles amigos que não tiveram interesse em ajudar os portugueses a recuperar a sua independência, mas antes fazer uma escaramuça para humilhar o reino espanhol.

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Volvidos séculos, a expressão ganhou um contorno mais doce e, agora sim, ligada às gentes de Peniche – que nada têm a ver com a injusta expressão que se lhes cola (ou colou). E mais doce não poderia ser, pois transformou-se num bolo! Os "Amigos de Peniche” são uns pastéis que lembram os de feijão. São feitos com farinha, ovos e amêndoa e podem ser saboreados em qualquer pastelaria de Peniche.

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Fica a sugestão para o passeio deste fim-de-semana.  

Boas descobertas!

 

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Bolo de tangerina com glacé

por Paula, em 18.02.15

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Antes de mais, fica o aviso à navegação de que este post não é a publicação atrasada de algo que se prenda com o "Dia dos Namorados". Não tenho nada contra, mas a verdade é que não costumo dar-lhe muita importância aqui no blogue.

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Por outro lado, nós por cá, temos como lema que os vários tipos de amor se celebram todos os dias com gestos como um sorriso, um elogio, um galanteio, uma flor, uma ajuda nas tarefas do dia-a-dia, uma opinião sincera, um apoio numa situação qualquer, um beijo, um abraço, um gesto inesperado, uma mão dada, um carinho, um bolo, uma festa no rosto, um olhar meigo e sincero.  Sem o amor em todas as suas formas, não somos seres completos.

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 INGREDIENTES

4 tangerinas, descascadas e sem sementes

2 ovos

170 g de farinha branca

150 g de farinha integral

1 c. de sopa de fermento

100 g de açúcar amarelo

100 ml de óleo de girassol

 

Para o glacé

1 clara de ovo

100 g de açúcar em pó

1 c. de sopa de óleo

Raspa de uma tangerina

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 160.º C. Untar uma forma de bolo inglês com um pouco de óleo e farinha. Retirar o excesso de farinha. Reservar.

 

Num copo misturador ou liquificadora, colocar as tangerinas, o açúcar, os ovos e o óleo de girassol. Triturar tudo até obter um puré cremoso.

 

Numa tigela, colocar as farinhas e o fermento peneirados. Adicionar lentamente o puré de tangerina à medida que se vai mexendo.

 

Colocar a massa na forma e nivelar com a ajuda de uma espátula. Levar ao forno durante cerca de 40 minutos. Fazer o teste do palito antes de retirar o bolo do forno.

 

Enquanto o bolo está a cozer, poderá preparar-se o glacé. Para o efeito, juntar o óleo e a raspa de laranja ao açúcar em pó e envolver. Depois, bater a clara em castelo e adicionar, aos poucos, ao açúcar.

 

Quando o bolo estiver morno, fazer uns buracos com a ajuda de um palito e barrar com o glacé. Deixar repousar uma hora antes de servir.

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Este bolo não fica muito doce. Tem uma consistência compacta agradável (ou seja, não fica muito fofo). O facto de se picar com o palito, ajuda a que a glacé penetre no interior do bolo e lhe confira alguma humidade.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

Nota: Esta receita foi retirada da revista Cozinha Fácil, de Janeiro de 2015.

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Queques de banana e chocolate

por Paula, em 07.02.15

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Acordar num sábado de manhã e deliciar-me com uns queques (ou muffins) maravilhosos, é prenúncio de um excelente fim-de-semana. Sejam quais forem as amarguras que traga na alma durante a semana, é certo e sabido que a cura passa por um bolinho fresco, com sabor a fruta e a chocolate e carregado de... boas energias!

 

O que mais aprecio nestes bolos, para além do que fica dito, é a facilidade com que se fazem e os bons aproveitamentos que se conseguem operar, como aquela banana que ficou na fruteira e que ninguém vai comer porque já está muito madura, por exemplo.

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 INGREDIENTES

300 g de farinha sem fermento

1 c. de sopa de fermento

100 g de açúcar amarelo

60 g de manteiga com sal

2 c. de sopa de mel

125 ml de natas de soja

2 ovos

Raspa de um limão

3 bananas médias bem maduras

100 g de pepitas de chocolate (70% cacau)

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.º C. Colocar formas de papel num tabuleiro para queques antiaderente.

 

Peneirar a farinha e o fermento. Juntar o açúcar e envolver. Fazer um buraco, para receber depois os ingredientes líquidos.

 

De seguida, levar o mel e a manteiga ao lume até derreter. Envolver bem e reservar. Entretanto, bater os ovos com o leite.

Deitar as misturas líquidas no recipiente da farinha, juntar as bananas partidas em pedaços (ou esmagadas, conforme a preferência), o chocolate e as raspas de limão.

 

Com uma colher de metal, mexer até os ingredientes se misturarem - atenção para não mexer demasiado - e colocar o preparado nas formas.

 

Levar ao forno durante 15 a 20 minutos. Retirar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

 

Para uma apresentação mais bonita e um toque mais requintado, poderá bater um pouco de queijo-creme, com um pouco de açúcar em pó, juntar mais umas raspas de limão e cobrir os queques com a mistura.

 

 

São seguramente a garantia de um bom momento!

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Uma confeitaria húngara em Lisboa

por Paula, em 04.02.15

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Sem estar à espera, a informação veio até mim. Ainda pensei que tinha lido mal, mas não. Era mesmo verdade! Imbuída de uma felicidade miudinha que me percorria o corpo, lá me aventurei na sua busca, em silêncio, calada, sem dizer nada que pudesse revelar o meu interesse. Era um segredo só meu. Queria descobri-la sozinha; ver primeiro, e sentir o seu ambiente de modo solo para melhor o entranhar.

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A quietude da tarde soalheira de Inverno parecia embalar-me na descoberta que estava prestes a fazer. Andei às voltas, sabia que não estava longe. De súbito, o olhar detém-se numa esquina. Não conseguia ler, mas senti que era ali. O passo apressou-se, sem que lhe desse ordem, e o sorriso soltou-se descarado, sem rédeas. De repente, senti-me leve. Tinha a certeza de que me aguardavam coisas boas. E não me enganei!

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Numa das transversais da Avenida das Forças Armadas, encontramos uma confeitaria… húngara! Chama-se Choco & Mousse e é um lugar muito simpático.

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Com uma decoração harmoniosa e jovem, o pequeno espaço está arrumado de forma cómoda. As cores encantam e a montra deslumbra. Apetece comer um pouco de tudo o que ali se apresenta, desde as bolachas até às elegantes fatias de bolo, feitos com ingredientes frescos e de qualidade. É importante não perder o fim-de-semana, pois é quando se exibe e se dá a provar o famoso Dobos Torte, um bolo húngaro feito em camadas.

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Quando passei por Budapeste, uma das delícias de rua que provei foi o Kürtoskőkalács. Trata-se de um bolo que parece uma chaminé e que surgiu na Transilvânia, quando ainda era território húngaro. Kürt, significa “chaminé” e Kalács quer dizer “bolo de leite”, em húngaro. Este bolo é feito com uma massa fofa e deliciosa que é trabalhada em forma de rolo e posteriormente enrolada num cilindro envolvido com manteiga, que mais parece um espeto. Depois, é espalmado através do rolar do rolo na mesa de trabalho. De seguida, é envolvida por açúcar e é levado a assar num forno ou grelhador com brasas, o que lhe confere um sabor caramelizado absolutamente maravilhoso. Por fim, é envolvido em canela, coco ou avelãs para lhe dar um certo toque. É leve e deveras delicioso.

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Quanto à receita verdadeira, ninguém a revela completamente, pelo que temos que ir adivinhando os seus ingredientes e as quantidades.

 

É tipicamente um bolo de rua, vendido principalmente em bancas, feiras e mercados, embora junto à Vaci Utca, em Budapeste, haja uma casa, o Café Molnár's Kürtoskőkalács, que os confecciona.

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Na Choco & Mousse, em Lisboa, não é possível prová-lo, por, segundo me explicaram, não ser permitido, em Portugal, fazer este tipo de massa na rua. Por isso, apenas poderemos sonhar com ele.

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O atendimento é simpático e despretensioso. Dão-nos todas as informações com calma e respondem a todas as nossas perguntas. Ou seja, a simpatia é outro ingrediente de qualidade que perpassa para as generosas fatias de bolo.

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Adorei conhecer este lugar. E fiquei sua cliente, sem dúvida. A próxima degustação chama-se Dobos Torte (ou Dobosh).

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Boas descobertas! 

Bom apetite ou jó étvágyat!

Sziá!

 

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No Dia de Reis o bolo-rei sobressai em muitas mesas de convívio, mesmo que não seja muito apreciado. Nestes dias, cá em casa, sobra sempre um pouco. Adoro comê-lo torrado e barrado com manteiga. Aliás, foi assim que comecei a comer este bolo natalício.

 

Há uns dias vi a Filipa Gomes do «Prato do Dia», programa do canal 24Kitchen, a fazer um pudim com as sobras de bolo-rei. E gostei de mais esta sugestão da animada apresentadora/cozinheira. Por isso, quando reparei que tinha sobras do bolo-rei, achei que tinha uma oportunidade para fazer um pudim idêntico ao confeccionado pela Filipa. Fi-lo de uma forma mais simples, aproveitando o que tinha em casa. Partilhei-o com os meus pais e com a minha amiga Isabel M., que apareceu de surpresa, e foi aprovado.

 

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INGREDIENTES

½ de um bolo-rei médio

300 ml de leite de amêndoa

4 ovos

Canela q.b.

100 g de amêndoa triturada

Noz macadâmia a gosto

Figos secos, partidos em quartos e sem o pé, a gosto

Xarope de ácer a gosto (ou mel)

2 c. de sopa de açúcar amarelo (ou a gosto)

Manteiga q.b.

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180º C. Barrar uma travessa de ir ao forno com manteiga. Cortar o bolo-rei em fatias e dispor na travessa. Dispor mais umas nozes de manteiga por cima do bolo. Adicionar as nozes e dos figos. Cobrir com a amêndoa triturada, canela e xarope de ácer a gosto.

 

De seguida, bater o leite com os ovos e canela a gosto. Regar o bolo com este preparado e finalizar com açúcar amarelo.

 

Levar ao forno durante 40 minutos. Servir morno.

 

Este pudim fica pouco doce e com uma textura agradável. Nem parece que estamos a comer bolo-rei.

 

Bom apetite!

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A minha mãe

por Paula, em 02.05.14

 

Bolo com calda de gengibre

 

De inspiração asiática, este bolo é uma forma simples e deliciosa de celebrar o Dia da Mãe. Embora não seja muito adepta destes dias, hoje, sinto que devo fazer uma homenagem à minha mãe.

 

Maria, de nome, casou aos 17 anos. Aos 18, via-me nascer. Depois de mim, teria mais três filhos. O desejo de ter um rapaz só se concretizaria na última gravidez. Mudar fraldas (ainda de pano!) e aturar as birras de quatro crianças vivaças, não foi tarefa fácil. Todavia, ela conseguiu.

 

Com ela tomei o gosto pela leitura, pela música e pelo cinema. Saltámos à corda, fizemos bailes e inventámos histórias de encantar. Foi com ela que fiz o primeiro desenho - um campo coberto de flores com pássaros a rasgar o céu.

 

Lisboa foi-me dada a conhecer pelos seus passos. Lembro as visitas e os passeios pelas ruas estreitas da capital, bem como as histórias que as marcavam. Estes terminavam sempre com a degustação de uns chaises na pastelaria Suíça, no Rossio, feitos com uma deliciosa massa, cobertos com chantilly e fios de ovos. Uma agradável forma de terminar a tarde.

 

Dia da Mãe, para mim, são todos os dias!

  

Obrigada mãe, por aturares as minhas frequentes manifestações de mau feitio durante a adolescência! ;-)

 

Bolo com calda de gengibre

 

BOLO COM CALDA DE GENGIBRE

 

INGREDIENTES

 

250ml de gengibre cristalizado (1 chávena)

1 ½ chávena de água

1 chávena de açúcar mascavado

½ chávena de mel

125g de manteiga amolecida + um pouco para untar a forma

¼ de açúcar refinado

2 ovos

1 ½ chávena de farinha com fermento

½ chávena de leite

Natas batidas

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 170.ºC. Untar a forma com manteiga e reservar.

 

Levar o gengibre ao lume com a água, metade do açúcar mascavado e o mel. Quando levantar fervura, baixar o lume e deixar cozer por 10 minutos. Arrefecer e reservar.

 

De seguida, bater a manteiga e os restantes açúcares com a ajuda da batedeira eléctrica até obter um creme espesso. Adicionar então os ovos, um a um batendo entre cada adição.

 

Depois, juntar ao preparado a farinha e o leite, de forma intercalada, mexendo com cuidado.

 

Entretanto, retirar o gengibre da calda, cortar em pequenos cubos e misturar apenas ¾ na massa. Reservar o restante para decorar o bolo.

Deitar o preparado na forma e levar ao forno durante cerca de 1 hora. Fazer o teste do palito e retirar.

 

Manter o bolo na forma e regar com a calda de gengibre. Deixar a arrefecer, decorar com o restante gengibre e servir com as natas batidas.

 

Bolo com calda de gengibre

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Bolo de coco e figos secos

 

O fim-de-semana foi dedicado à cozinha e à família, como em muitos outros lares. Desta vez, fugi às tradições da Páscoa e aventurei-me por outros sabores. Embora aprecie um bom folar, cá em casa o trabalho e o prazer de o comer seriam apenas meus. Ora, como cozinhar é partilhar e conviver, a máxima falou mais alto que a tradição. Inspirei-me nos bolos de Tamara Milstein* e o resultado foi arrasador. Ninguém sentiu falta do folar, nem das bem-amadas amêndoas.

 

Bolo de coco e figos secos

 

INGREDIENTES

 

300g de coco ralado

2 chávenas de farinha (250ml)

4 c. de chá de fermento em pó

200g de manteiga (+ um pouco para untar a forma)

2 chávenas de açúcar amarelo

7 ovos

0,5dl de azeite

8 a 10 figos secos, picados

 

Para a calda:

Sumo e casca de 3 limões

1 ½ chávena de açúcar amarelo

 

PREPARAÇÃO

Começar por ligar o forno a 190ºC. Untar, generosamente, uma forma e polvilhar com um pouco de coco ralado.

 

Peneirar a farinha com o fermento e reservar. Picar os figos e reservar.

 

Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme. Juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição.

 

Adicionar o azeite, o coco ralado, os figos, a farinha e o fermento peneirados. Envolver bem.

 

Deitar o preparado na forma e levar ao forno durante 10 minutos. Depois, reduzir a temperatura para os 165ºC e deixar cozer por mais cerca de 65 minutos. Fazer o teste do palito e retirar.

 

Para preparar a calda, retirar pequenas lascas das cascas dos limões e colocar num tacho juntamente com o sumo e o açúcar. Levar ao lume e deixar ferver por cerca de três minutos.

 

De seguida, coar a calda e deitar sobre o bolo enquanto ainda está quente e dentro da forma. Deixar arrefecer. Desenformar e decorar com as tiras de limão cristalizadas.

 

Bolo de coco e figos secos

 

Este bolo é fenomenal. Sente-se o sabor do coco, dos figos e a acidez do limão aviva-o deixando no ar uma sensação fantástica a Verão. Na receita, Tamara Milstein, utiliza uma chávena de tiras de coco torradas que eu não usei.

 

Bolo de coco e figos secos

 

Nota: Tamara Milstein é uma famosa chef australiana, que também ministra aulas adoptando um conceito cozinha descomplicada mas deliciosa, com vários livros publicados, entre os quais “Bolos de todo o Mundo”, de onde retirei esta receita.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jo étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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Bolo de chocolate em camadas

por Paula, em 11.03.14

 

 

 

Este é um bolo de chocolate corrente com um twist muito british.  Trata-se de um trifle (ou bolo em camadas) que é óptimo para aproveitar aparas  ou dar um novo look e atribuir novos sabores a qualquer bolo simples.

 

 

INGREDIENTES

 

Um bolo de chocolate corrente (ou sobras)

1 cálice de licor Cointreau (ou outro a gosto)

200 ml de natas

100g de açúcar em pó

300g de frutos silvestres

 

PREPARAÇÃO

 

Bater as natas com o açúcar em pó até ficarem cremosas.

 

Partir o bolo em pedaços e forrar o fundo de uma taça utilizando apenas metade do mesmo.

 

Cobrir com um pouco do licor, natas e alguns frutos vermelhos.

 

Colocar o restante bolo e o licor. Finalizar com as natas e os frutos vermelhos.

 

 

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

 

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Bolo de chocolate e amêndoa

por Paula, em 10.03.14

Fatia de bolo de chocolate e amêndoa

 

Um bolo de chocolate é o derradeiro conforto para alma. Este, em especial, que conjuga dois tipos de chocolate com amêndoas e ainda o doce de pêssego, acaba por ser uma verdadeira festa para o paladar.

 

INGREDIENTES

 

200g de chocolate com 70% de cacau

200g de manteiga (mais um pouco para barrar a forma)

200g de açúcar

200g de farinha de amêndoa (amêndoas trituradas)

2 c. de chá de fermento

1 saqueta de açúcar baunilhado (ou 1 c. de sopa)

1 pitada de sal

4 ovos

3 c. de sopa de farinha

Doce de pêssego ou alperce a gosto

Chocolate de leite em raspas q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 160º C. Preparar uma forma de 26 cm (ou outra que se tenha) e forrar a base com papel vegetal. Barrar os lados com um pouco de manteiga.

 

Partir o chocolate em pedaços e derreter em banho-maria juntamente com a manteiga. Deixar arrefecer.

 

Misturar os restantes ingredientes com o preparado anterior e envolver bem. Quando o preparado estiver líquido, adicionar a farinha.

 

Deitar a massa na forma e levar ao forno já aquecido durante cerca de 40 minutos. Fazer o teste do palito.

 

Deixar arrefecer um pouco na forma. De seguida retirar para uma rede e, antes de ficar completamente frio, barrar com o doce de pêssego.

 

Finalmente, cobrir com bastantes lascas de chocolate de leite. Para o efeito, utilizar um cortador de vegetais ou de queijo e passar num dos lados da barra de chocolate.

 

Bolo de chocolate e amêndoa

 

Bom apetite!

Que bos faga bun porbeito!

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