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Partilha ou exibicionismo?

por Paula, em 13.08.15

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A capacidade de partilhar é uma qualidade que nos torna mais humanos; é dizer-se e saber-se um ser sensível, despojado de egoísmo.

 

Infelizmente, existe a ideia de que quem partilha o faz para se exibir e não pelo simples acto de comungar com o outro, de gozar do mesmo prazer de ter, de provar, de sentir. 

 

Para mim, quando algo é partilhado torna-se mais bonito, mais saboroso. Tudo se torna (ou deveria tornar-se) melhor. Só assim é que a vida faz sentido.

 

Para que conste: nos escritos deste blogue fica exarado que as partilhas, aqui, são para continuar com o mesmo gosto. Por isso, deixo-vos uma receita de ensopado de pato que fica uma delícia. E, já agora, partilhem com quem mais desejarem (e, sobretudo, com quem vos trate bem). ;-D

 

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ENSOPADO DE PATO

 

INGREDIENTES

Para o ensopado:

1 pato inteiro c/ os miúdos

3 cebolas médias, cortadas em meias-luas

2 alhos, ralados

1/2 de limão

1 ramo de salsa, picada

1 haste de serpão

2 folhas de louro

2 cravinhos

1 piri-piri

1 colher de sopa de banha

1 colher de sopa de farinha

3 dl de vinho tinto (de boa qualidade)

Sal e pimenta, moída na hora, q.b.

Fatias de pão torrado q.b.

 

Para o caldo:

2 cenouras, cortadas em pedaços

1 cebola, cortada em quartos

2 dentes de alho, cortados ao meio

2 alhos franceses, médios, cortados em rodelas

1 folha de louro

A carcaça do pato

1 litro de água

Sal e pimenta q.b.

 

PREPARAÇÃO

Começar por lavar bem o pato e secá-lo com papel de cozinha. De seguida, esfregá-lo com rodelas de limão para dar sabor e para atenuar o sabor da gordura da ave.

 

Partir o pato em pedaços, tendo o cuidado de separar as partes do peito da carcaça. Esta servirá para fazer o caldo. Esfregar com sal e os alhos. Cortar os miúdos em pedaços pequenos. Reservar.

 

Entretanto, deve dar-se início ao caldo que irá cobrir o ensopado. Para isso, colocar todos os ingredientes numa panela. Deixar levantar fervura e cozinhar cerca de 40 minutos. Coar e reservar até ser necessário.

 

Num tacho, colocar a banha e o pato com a pele voltada para baixo. Deixar cozinhar até ficar dourado e voltar para que sele do outro lado. Quando tiver aloirado, polvilhar com a farinha. Cobrir com o vinho. Colocar os restantes ingredientes e 2 dl do caldo. Tapar e deixar estufar em lume brando até o pato ficar bem tenro. Ao longo da cozedura, deverá adicionar-se um pouco mais do caldo para que o molho não seque.

 

No final, retirar o molho, levar por uns minutos ao frigorífico para que a gordura solidifique. Retirar a mesma com a ajuda de uma escumadeira. Reaquecer o molho. Colocar umas fatias de pão no fundo de uma travessa funda, dispor o pato e cobrir com o abundante molho e um pouco de salsa ou coentros frescos, picados na hora.

 

Sugestão: o caldo que sobrar poderá congelar-se para se utilizar mais tarde para dar sabor a outro prato.

 

Este ensopado fica realmente delicioso.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Espetadas de melão e manga

por Paula, em 11.08.15

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Das coisas boas que o Verão nos traz, para além dos dias mais longos, estão incluídas as frutas e as cores garridas. Ambas simbolizam a alegria de viver. Há uns dias, uma senhora do alto dos seus 70 anos (parecendo ser vinte anos mais nova), dirigindo-se a mim e a uma amiga minha, numa daquelas conversas que se iniciam no supermercado a propósito de pedido de opinião sobre um produto, dizia: meninas vivam a vida! Foi o que eu sempre fiz. Enquanto fui nova, aproveitei a vida! E eu, tenho para mim, que deve ser mesmo assim. Há que aproveitar as coisas boas da vida e vivê-la!

 

INGREDIENTES

1 melão

1 meloa

2 mangas

Folhas de hortelã q.b.

 

PREPARAÇÃO

Cortar o melão e a meloa em fatias. Limpar de pevides e casca. Cortar em pedaços.

 

Descascar as mangas. Cortar em fatias grossas e depois em pedaços.

 

Colocar em espetos de pau pequenos os pedaços de melão, manga e meloa intercalados com folhas de hortelã a gosto.

 

Servir bem fresco.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Pão de canela e avelãs

por Paula, em 08.08.15

ComposiçaoPaoCanela.jpg

Fazer pão é talvez uma arte tão antiga como a própria função de cozinhar. Este constitui a base da alimentação em qualquer sociedade ou cultura, no sentido de que em todas elas existe uma forma própria de fazer pão.

 

Trata-se de um processo longo que requer boas mãos e, sobretudo, bons ingredientes, a começar pela farinha. A arte de amassar pede saber, experiência e vontade. Se no tempo da minha mãe era obrigatório saber amassar o pão, o que na minha família felizmente ainda perdura, agora, no meu, a tarefa está mais facilitada devido às máquinas para fazer pão. Sinto-me uma sortuda, pois sei que não tenho (ainda) mãos nem saber para amassar o pão como deve ser.

 

Por isso, a receita de hoje é uma forma de contornar o não saber e aproveitar as vantagens de viver numa era em que existem utensílios robotizados para quase todas as tarefas ligadas à culinária.

 

ComposiçaoPaoCanela2.jpg

 

INGREDIENTES

300 ml de água morna

300 g de farinha de trigo para pão (tipo 65)

200 g de farinha integral

2 colheres de sopa de mel

1 colher de chá de sal (fino)

25 g de fermento de padeiro

1 colher de chá de canela

4 colheres de sopa de azeite extra virgem

150 g de avelãs (picadas grosseiramente)

 

PREPARAÇÃO

Regular a máquina de fazer pão para o programa pão branco e para as 750 g.

 

Na cuba da máquina, colocar a água, o sal, as farinhas peneiradas, a canela, o fermento de padeiro, o mel e o azeite (respeitar esta ordem para não colocar o sal e o fermento juntos). Iniciar o programa.

 

Depois de amassar a massa, ou seja, 20 minutos depois de iniciado o programa, a máquina emitirá um sinal sonoro para que se adicione as avelãs.

 

Deixar a máquina finalizar o programa, retirar o pão e dispô-lo sobre uma rede para que arrefeça um pouco. Servir ainda quente com manteiga ou compota a gosto.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Pimentos recheados

por Paula, em 04.08.15

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Rola o tempo sem que se dê conta e com ele as estações do ano. Agora, é hora de comungar com os bons frutos e legumes que o Verão nos proporciona. À minha cozinha, têm chegado pimentos em quantidade suficiente para consumir de imediato, mas também para abastecer o congelador e a dispensa para os dias mais frios. E tal qual formiga, é  isto que tenho feito nestes últimos dias.

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Pese embora a importância de conservar os pimentos que me chegam em quantidade, também os consumo frescos. Tinha, efectivamente, outra ideia para cozinhar estes pimentos coloridos, mas ao encontrar, por mero acaso, uma receita de pimentos recheados na revista do Continente n.º 49, de Outubro de 2014, não hesitei e adaptei-a ao meu gosto e aos ingredientes que ainda repousavam na bancada da minha cozinha sem destino certo.

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 INGREDIENTES

4 pimentos coloridos

1 dente de alho, picado

Sal e pimenta q.b.

Azeite q.b.

Um molho (ou uma embalagem) de espinafres, arranjados

200 g de queijo feta

200 g de queijo creme

Orégãos q.b.

2 queijos mozarela

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180.º C. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e reservar.

 

Cortar os pimentos ao meio e retirar as sementes e as nervuras brancas. Regar com um pouco de azeite e temperar com sal, pimenta e o alho picado. Levar ao forno durante cerca de 15 minutos.

 

Entretanto, num robô de cozinha, colocar os espinafres, o queijo feta e o queijo creme e triturar até obter um creme. Temperar com um pouco de sal, pimenta, orégãos e azeite e envolver tudo muito bem.

 

De seguida, retirar os pimentos do forno e, com a ajuda de uma colher, recheá-los com o preparado de espinafres.

 

Finalmente, cortar os queijos mozarela em rodelas e dispor por cima dos pimentos recheados. Levar novamente ao forno por mais 10 minutos ou até o queijo derreter e ficar dourado.

 

Servir com arroz basmati ou com uma salada fresca.

 

Bom apetite!

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