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Creme de cogumelos

por Paula, em 27.04.15

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Há um filme de que gosto bastante em que o protagonista da história é um jovem negro que tem um especial talento para a escrita e, em rigor, para os estudos e para o desporto. Todavia, adopta um comportamento que não o destaca dos demais. A verdade é que ele trabalha para não se distanciar dos seus amigos mantendo um low profile nos estudos.

 

Mas chega o dia em que Jamal Wallace tem que decidir o seu destino e tem que mostrar aquilo que vale. Nos exames finais, o seu espírito inteligente conhece a luz. Para espanto da mãe e do irmão mais velho, o jovem é convidado para ser aluno num colégio privado de alto gabarito. A decisão não é fácil: estudar e ajudar a mãe que sempre lutou sozinha para lhe dar uma vida digna ou ficar e manter-se fiel aos seus amigos e ao estilo de vida confinado a pequenas esperanças?

 

É neste conturbado momento que Jamal se cruza com um velho rezingão que há vinte anos se recusa a sair de casa. Este homem maduro e (não menos) experiente, vai levar o jovem talento numa interessante viagem em busca da sua própria escrita. O súbito mentor é, na verdade, um escritor galardoado pelo seu único trabalho dado à estampa. 

 

Numa ocasião em que ambos estão em casa de William Forrester, Jamal fica espantado por ver o amigo utilizar leite para engrossar a sopa. Da sua voz parece surgir uma critica à própria mãe por esta não usar o mesmo método nas sopas que confecciona. Então, Forrester lembra-o de que ela trabalha bastante mas que isso não chega para colocar na mesa todos os ingredientes (de luxo!) que ela gostaria de ter. Uma lição entre muitas e uma pergunta que ficaria para sempre como um código secreto entre ambos. A soup question não é fácil.

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INGREDIENTES

500 g de cogumelos sortidos

(utilizei uma embalagem de sortido de cogumelos congelados do Continente)

10 espargos frescos

1 cebola, picada

7 dl de caldo vegetal (ou água)

1,5 dl de natas

10 g de manteiga

Um fio de azeite

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Arranjar os espargos, retirando a parte mais fibrosa e retirando a pele com a ajuda de descascador. Num tacho colocar água suficiente para cozer os espargos a vapor durante cerca de 10 minutos, dispondo-os em acessório adequado por cima do referido tacho.

 

Numa panela, colocar o azeite e a cebola e deixar que esta aloure. De seguida, juntar os cogumelos já escorridos, envolver e deixar que libertem os seus sucos.

 

Acrescentar o caldo (ou a água) e deixar cozer durante aproximadamente 30 minutos em lume brando. Tirar do lume e reduzir a creme com a ajuda da varinha mágica.

 

Finalmente, juntar as natas e temperar com sal, pimenta e acrescentar a manteiga. Mexer para que tudo se envolva e se funda num creme exótico e saboroso.

 

Servir quente e finalizar com os espargos partidos em pedaços.

 

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 Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Peito de frango recheado

por Paula, em 26.04.15

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Uma das afirmações que ouço com alguma regularidade, no que concerne a carne frango, é a de que não apreciam a parte do peito por ser muita seca. Ao contrário desta corrente, eu prefiro esta parte à suculenta “pernoca” da referida ave.

 

Uma forma de tornar o peito de frango mais apetecível é recheá-lo. Por isso,  sugiro um peito de frango recheado com um saboroso queijo-creme com alho e ervas aromáticas. Sem margem para dúvidas: de-li-ci-o-so!

 

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INGREDIENTES

2 peitos de frango

150 g de queijo-creme com alho e ervas aromáticas*

Sal e pimenta a gosto

1 rodela de gengibre fresco, ralado

Espargos q.b.

Azeite q.b.

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 200.ºC.

 

Abrir os peitos de frango ao meio, com a ajuda de uma faca. Temperar com o sal, a pimenta e o gengibre. Rechear com o queijo-creme e fechar com a ajuda de uns palitos.

 

Dispor em travessa forrada com papel vegetal e regar com um pouco de azeite ou manteiga.

 

Cobrir a travessa com papel de alumínio e levar ao forno durante 30 minutos. Ao fim desse tempo, retirar o papel de alumínio e deixar que a carne aloure.

 

Servir com espargos cozidos em vapor e arroz negro.

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* Pode fazer o seu próprio queijo-creme, juntando o queijo, alho e ervas aromáticas a gosto, mexendo tudo muito bem.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

 

Música: "The days of wine and roses", by Laverne Butler

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Liberdade, sempre!

por Paula, em 25.04.15

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Música: "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso

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Salada de funcho e toranja

por Paula, em 22.04.15

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Com a chegada do bom tempo, começamos a pensar em comidas mais leves que nos ajudem a manter a linha e a sentirmo-nos bem. Pois aqui estão boas notícias: um dos ingredientes desta salada é muito útil na digestão de gorduras, ajudando no controlo da obesidade e do peso. Nós por cá não o utilizamos muito, mas quem o prova fica a gostar. Tem um sabor anisado e pode ser consumido cru ou cozinhado: fica ao gosto do comensal! Refiro-me ao funcho, um tubérculo rico em cálcio, magnésio, fósforo, sódio, ácido fólico, vitamina C, potássio e fitoestragénios. Só coisas boas que não devemos dispensar.

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INGREDIENTES

1 bolbo de funcho bem arredondado

2 toranjas

1 c. de chá de açúcar amarelo

2 c. de sopa de vinagre balsâmico

1 c. de café de tabasco

2 c. de sopa de mel

1 c. de sopa de azeite virgem extra

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Retirar a primeira folha do funcho, lavar e cortar em fatias. Retirar a casca de uma toranja, tendo o cuidado de retirar a parte branca. Cortar em fatias e polvilhar com um pouco de açúcar. Dispor o funcho e a toranja num prato de servir.

 

De seguida, espremer a outra toranja e coar o sumo. Levar ao lume e deixar que reduza para metade. Deixar arrefecer.

 

Finalmente, adicionar o mel, o vinagre, o azeite, o tabasco, o sal, a pimenta e o azeite ao sumo da toranja e emulsionar com a ajuda da varinha mágica para que fique bem misturado. Rectificar temperos, se necessário, e temperar a salada.

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Para se consumirem crus, devem escolher-se os bolbos mais arredondados que têm um sabor mais doce e são mais tenros, sendo melhores que os mais aguçados que têm uma textura mais fibrosa e são menos doces.

 

Então, consegui captar a vossa atenção para a confecção desta salada colorida e fresca?

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

 

Música: "No One", by Alicia Keys

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Ontem, foi dia de limpar o frigorífico e de fazer uma refeição rápida. O resultado foi esta fritatta que ficou colorida e deliciosa, como que a pedir que o Verão se apresse. Gosto destes pratos que para além de deliciosos me enchem o olhar de cor e de alegria.

 

A batata-doce é um tubérculo de fácil digestão e altamente nutritiva. Contém cálcio, magnésio, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina E, fósforo e betacaroteno. Tem um sabor e uma textura agradáveis e liga bem com diversos alimentos. Mais conhecida no sul do País, é um ingrediente que tenho regularmente em casa, a par dos ovos.

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INGREDIENTES

1 batata-doce

6 ovos

125g de queijo mozarella (pequenos)

150g de tomate-cereja

1 chalota, picada

1 dente de alho, picado

1 fio de azeite

1 c. de sopa de manteiga

Pimenta a gosto

Sal fino a gosto

1 c. de chá de óleo de trufas

1 c. de chá de sarpão seco

1 rodela de gengibre fresco, ralado

 

PREPARAÇÃO

Cozer a batata-doce com casca em água temperada com sal. Quando estiver cozida, partir em rodelas largas, retirar a casca e depois partir em quadrados. Reservar.

 

Numa frigideira larga, colocar o azeite e a chalota. Deixar alourar e adicionar o alho. De seguida, juntar o tomate-cereja e a batata-doce. Deixar cozinhar cerca de 2 a 3 minutos. Depois, adicionar a manteiga.

 

Entretanto, bater os ovos com um pouco de sal fino, pimenta, o sarpão, o gengibre e o óleo de trufa.

 

Aquecer o forno a 175.ºC.

 

Deitar o preparado de ovo sobre o tomate-cereja e a batata-doce. Dispor o queijo por cima e deixar cozinhar até que a borda fique firme e o centro comece e ficar seco. Levar ao forno por mais 2 ou 3 minutos até acabar de cozinhar e o queijo derreter.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Os Jardins e Palácio Marquês de Pombal recebem nos dias 2, 3 e 4 de Julho, o Sushi Fest. Trata-se do primeiro festival de sushi da Europa.Trendy, inovador e exclusivo, o Sushi Fest vai reunir reconhecidos chefs de sushi e alguns dos melhores nomes da música portuguesa ao vivo.

 

Com um programa gastronómico e musical inovador e com uma área dedicada à cultura japonesa, ou não fosse Portugal um país também conhecido pela sua multiculturalidade, a organização do Sushi Fest promete que este será uma cool party, onde o público vai poder saborear um jantar com o melhor sushi e sashimi da máxima qualidade e frescura. Uma experiência única que ninguém deve perder.

 

Este evento de fusão de música portuguesa e gastronomia japonesa conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, da Embaixada do Japão, da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Japonesa, da Associação de Amizade Portugal-Japão e do Turismo de Portugal.

 

A organização irá disponibilizar em breve mais informações sobre o calendário de concertos, a aquisição dos bilhetes e respectivos horários.

 

É um evento a não perder, não só pelos amantes daquela especialidade japonesa, como também por aqueles que nunca provaram. Para os primeiros, é uma oportunidade de conhecer e provar o trabalho de chefs da especialidade; para os segundos, é a uma boa forma de se estrearem neste tipo de gastronomia.

 

Mais informações em: www.sushifest.pt

 

Bom apetite e boas descobertas!

 

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Perna de cabra estufada

por Paula, em 12.04.15

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Um dos pratos de que gosto bastante é a chanfana, um prato tradicional da Beira Alta que se traduz por ser carne de cabra velha, cortada aos pedaços e cozinhada num tacho de barro que vai ao forno. Desta vez, optei por cozinhar uma outra peça da cabra num tacho de barro específico e sem a levar ao forno.

 

Há dois anos, estive uns dias com os meus pais em S. Pedro do Sul, onde descobri a loiça de Molelos. Esta caracteriza-se essencialmente pela sua cor preta, mas não só. Enquanto os tachos de barro comuns necessitam de um tratamento prévio antes de serem utilizados, as peças de barro de Molelos dispensam-no. Mais: podem ir ao lume sem estarmos de coração nas mãos pensando que se vão partir e podem também ir ao forno sem qualquer perigo. É uma loiça segura e que confere aos cozinhados um sabor extraordinário por manter as características dos alimentos. É nesta loiça que agora faço boa parte dos estufados que cozinho.

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INGREDIENTES

1 perna de cabra

4 c. de sopa de azeite

3 cebolas, cortadas em meias-luas

6 dentes de alho picados

3 folhas de louro

2 c. de sopa de pimentão

4 tomates picados, limpos de pele e sementes

1 talo de aipo

3 cenouras, cortadas grosseiramente

2 copos de vinho tinto (cerca de 200 ml cada)

1 copo de água

1 cálice de aguardente de medronho

1 ramo de salsa

1 haste de serpão

Sal, pimenta e piri-piri a gosto

 

PREPARAÇÃO

De véspera, colocar todos os ingredientes num tacho de barro, envolver bem e deixar no frigorífico durante a noite.

 

No dia seguinte, colocar o tacho ao lume, brando, e deixar cozinhar por cerca de 4 a 5 horas, tendo o cuidado de vigiar. Se precisar, pode acrescentar mais um pouco de água.

 

Servir quente, acompanhada de boa batata cozida.

 

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A carne fica tenra e suculenta, soltando-se facilmente do osso.

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito! 

 

 

Música: "C'est le printemps", de Stacey Kent

 

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Os Amigos de Peniche

por Paula, em 11.04.15

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Peniche é uma península conhecida pela prática do surf na praia dos Supertubos; por ser uma vila piscatória com comida maravilhosa associada a essa actividade; pela ilha das Berlengas com o seu Forte de S. João Baptista onde se filmaram algumas cenas do filme “O Conde de Monte Cristo”; pela lindíssima renda de Bilros que a todos encanta; e, entre outras coisas, por alguns episódios ligadas à História de Portugal, como a famosa fuga de Álvaro Cunhal da prisão situada no Forte ou o período do domínio espanhol que ficou marcado por uma expressão que ainda hoje se utiliza, embora de forma depreciativa, e que é a que nos interessa: “Amigos de Peniche!”

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Reza a História, que D. Henrique morreu sem deixar descendência ao trono de Portugal. Por isso, alinhavam-se na sucessão três netos de D. Manuel: Filipe II, Rei de Espanha; D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato. Sendo o primeiro mais apoiado pela corte portuguesa, a força logo se fez sentir através de uma entrada via Alentejo, comandada pelo Duque de Alba, tendo o monarca espanhol sido declarado também Rei de Portugal.

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Inconformado com a situação, D. António Prior do Crato, recorre a Isabel Tudor, de Inglaterra, para que o auxilie na devolução do trono aos portugueses. A monarca inglesa disponibiliza-lhe, então, um exército de 12.000 homens constituído essencialmente por mercenários, sendo que o Prior não sabia disso. Assim, a 22 de Maio de 1589, os penichenses vêem desembarcar na praia do sul o “exército” comandado pelo General John Norris, enquanto Francis Drake seguia por mar, para se situar em Lisboa, aguardando pela chegada, por terra, da tropa desembarcada em Peniche. Esta avançou sem rei nem roque e foi devastando e roubando as terras por onde ia passando.

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Entretanto, os rumores que chegavam a Lisboa, faziam notar que “os amigos de Peniche” estariam a chegar.

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Chegados à entrada da capital, acamparam no Monte das Oliveiras, sendo que os canhões situados no Castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a disparar. A surpresa, desta vez, caiu para o lado do Jonh Norris que não estava à espera desta recepção, pois D. António Prior do Crato havia assegurado, por forma a obter o auxílio que buscava, que não haveria necessidade de combater. Consequentemente, o acampamento foi desviado para a Boa Vista e para o Bairro Alto, de onde se retirou para a Esperança, acabando por se refugiar em Cascais e depois partir.

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Dentro das muralhas do castelo, crescia a ansiedade dos “antonistas” que não viam chegar “os amigos de Peniche”. Frustradas as esperanças, os “antonistas” ficaram com a desilusão para sempre ligada àqueles amigos que não tiveram interesse em ajudar os portugueses a recuperar a sua independência, mas antes fazer uma escaramuça para humilhar o reino espanhol.

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Volvidos séculos, a expressão ganhou um contorno mais doce e, agora sim, ligada às gentes de Peniche – que nada têm a ver com a injusta expressão que se lhes cola (ou colou). E mais doce não poderia ser, pois transformou-se num bolo! Os "Amigos de Peniche” são uns pastéis que lembram os de feijão. São feitos com farinha, ovos e amêndoa e podem ser saboreados em qualquer pastelaria de Peniche.

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Fica a sugestão para o passeio deste fim-de-semana.  

Boas descobertas!

 

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Camarão spicy com tomate-cereja

por Paula, em 10.04.15

 

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Ontem, a minha faceta consumista andou perdida pelas cores que dominam a colecção Primavera-Verão 2015 do vestuário de senhora. Vêem-se cores em tons pastel, alegres e suaves, mas também cores mais garridas. Os padrões florais dominam, alegrando as montras e as ruas. Gosto disto. Há uma sensação de alegria no ar. Arrisco-me a dizer que é de mudança. Talvez seja o meu espírito que está inclinado para esse cenário, mas ainda assim, as cores vibrantes e alegres que caracterizam a colecção das várias marcas levam-me a pensar em coisas boas, doces e bonitas.  

 

Acabei por comprar umas calças de ganga na C&A para substituir as que deixaram de me servir e uma t-shirt em tons pastel, com uma mensagem alegre sobre a vida e um corte original. Agora, é só esperar que o bom tempo se faça sentir em pleno para lhe dar bom uso.

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Ainda embriagada pelas cores das montras, comecei a confeccionar o meu jantar que haveria de ter também cores garridas que fizessem brotar um espírito alegre e convivial. O resultado, diferente do que havia planeado, foi um camarão spicy com o colorido tomate-cereja.

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 INGREDIENTES

500 g de camarão

1 fio de azeite

3 alhos picados

1 c. de chá de xarope de ácer (ou mel)

1 c. de chá de vinagre balsâmico

100 g de tomate-cereja

1 c. de chá de manjericão seco

Sal q.b.

Pimenta moída na hora q.b.

Piri-piri q.b.

Gengribre fresco, ralado, q.b.

Salsa picada a gosto

 

 

 PREPARAÇÃO

Retirar as cabeças ao camarão e fazer uma golpe no lombo para retirar a tripa.

 

Deitar o azeite e o alho numa sertã e deixar que aquele aromatize. De seguida, adicionar o tomate-cereja inteiro e envolver no azeite. Juntar o xarope de ácer e vinagre balsâmico e deixar cozinhar cerca de um minuto.

 

Adicionar o camarão e temperar com sal, pimenta, o piri-piri, o gengibre e o manjericão. Deixar cozinhar até ficarem rosados e finalizar com salsa picada.

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Estes camarões tanto podem ser um bom petisco, se acompanhados de pão torrado com manteiga, ou uma refeição, se se juntar a um pouco de arroz ou massa. A escolha é do momento e de cada um.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

 

 

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O Guarda-Rios

por Paula, em 01.04.15

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Inserido em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, na aldeia de Barriosa, o restaurante Guarda-Rios está privilegiadamente localizado no local onde antigamente se situava um lagar de azeite. Por isso, não é de estranhar que as cristalinas águas da Ribeira de Alvoco lhe sirvam de tapete paisagístico. Ao comensal apenas é pedido que desfrute da boa cozinha serrana e da calma que envolve aquele cenário idílico, completado pelas notas musicais da água a cair nas três cascatas que compõem o Poço da Broca da Barriosa.

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O Guarda-Rios é um pássaro lindíssimo, com penas azuladas no dorso, alaranjadas no peito e castanhas na ponta interior da cauda. Mas, em tempos, foi também uma profissão criada no século XIX com o intuito de fiscalizar as correntes da ribeira, no seguimento dos mestres do vale, e a utilização da água, extinta em 1995. composiçao7.jpg

O restaurante é muito agradável. O atendimento é atencioso e sem pretensões. A comida, essa, é tradicionalmente serrana, onde impera o borrego e o cabrito. Estes animais são de criação local, pois são fornecidos por um pastor de Alvoco das Várzeas. Não é, pois, de admirar que a carne seja fabulosa. Pode-se afirmar que a cozinha do Guarda-Rios é uma verdadeira guardiã da gastronomia regional do Vale de Alvoco.

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No período em que decorre a Mostra de Gastronomia Aromas e Sabores da Montanha, até ao próximo dia 12 de Abril, o Guarda-Rios apresenta-nos o tradicional borrego e o arroz doce. As entradas são compostas por truta e sardinha de escabeche, bola de bacalhau e quiche de legumes e bacalhau. De realçar que a truta é originária do viveiro do Aguincho, que tem a preocupação de utilizar a água da Ribeira de Alvoco - que é muito oxigenada -, o que confere ao peixe uma consistência e cor diferentes das que normalmente se encontram nestes locais de criação.

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O Guarda-Rios tem ainda à venda artigos gourmet originários do Vale de Alvoco. Destacam-se os chocolates tradicionais com aguardente de mel e de medronho que são maravilhosos. As trutas em conserva, são também muito boas. Depois, existe toda uma panóplia de aguardentes típicos daquela zona, como os de zimbro, de mel e baunilha, de medronho, etc. que são feitos nas destilaria do restaurante, situada mesmo em frente do mesmo. Finalmente, os doces: geleia de medronho, marmelada, doce de marmelo, geleia de marmelo - tudo feito com produtos locais. É evidente que não pude sair sem trazer alguns destes artigos comigo.

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No final, um passeio junto à ribeira permitiu assistir a um espectáculo da natureza: ver uma cobra a agarrar a cauda de uma truta. Dizem que a cobra não larga a cauda da truta até a cansar. 

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Bom apetite e boas descobertas!

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