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2015 – Um ano de mudanças

por Paula, em 31.12.14

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A vida é feita de ciclos. É assim que a encaro. Os últimos anos fazem parte de uma curva descendente, ou seja, de um ciclo negativo. Em 2011 escrevi um texto neste blogue sobre os meus desejos para o ano seguinte. Esse ano seria, ao contrário do que havia escrito, o acentuar da curva descendente de um ciclo já de si pouco positivo. De lá para cá, a curva moveu-se um pouco no sentido ascendente. Todavia, mantém-se ainda em registos negativos. Mas, feita uma avaliação mais rigorosa, reconheço também alguns pontos bastante positivos. Um deles foi a recuperação da minha saúde – ainda em progresso – mas distante do cenário grave de 2012. Outro aspecto positivo é sem dúvida continuar a ter um emprego e a minha família junto de mim. O ano de 2013 foi igualmente caracterizado por notícias e mudanças nada positivas no campo laboral, sendo que o cenário se agravou durante o ano de 2014. A esperança a que me agarrava acabou por se desvanecer face à força dos factos. Não obstante todo este cenário de alguma forma carregado, acredito que 2015 será um ano de afirmação e de mudanças. Esperam-me grandes desafios pessoais e profissionais mas acredito que estes chegarão para me fortalecer e para me fazer seguir o (meu) caminho rumo a dias melhores. 2015 é o Ano Internacional da Luz e eu acredito que será, para mim, um ano repleto dela. É o início de um novo ciclo e de uma nova vida. Será para isso que irei trabalhar com empenho e dedicação, perseguindo assim os meus sonhos e os meus objectivos de vida.

 

Desejo a todos um Excelente Ano de 2015, com muita saúde, alegria, luz, paz e esperança num novo ciclo!

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Uma notícia triste ou falsa?

por Paula, em 30.12.14

 

Este ano tem sido marcado pelo desaparecimento de várias personalidades portuguesas e estrangeiras que de uma forma ou doutra marcaram a minha vida.

 

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Há pouco li esta notícia sobre a morte do Gordon Ramsay e não quero acreditar que seja verdadeira. Tenho muito carinho e respeito por esta figura que, apesar de alguns programas mais rígidos, é um ser humano sensível e um grande chef.

 

Aguardo, com ansiedade, um desmentido.

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«Roupa Velha» ou o melhor do Natal!

por Paula, em 26.12.14

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O Natal é a altura em que juntamos a família para um noite especial onde reina a harmonia e onde a mesa tem também um lugar central. A noite da Consoada é aquela por que todos anseiam. Cá em casa, manda a tradição que o bacalhau, acompanhado de batatas, couve portuguesa e ovos cozidos seja o rei da mesa. Mas a tradição é ainda mais forte no dia de Natal: ao almoço não pode faltar roupa velha na mesa. Por isso, na noite anterior coze-se bacalhau a mais para que sobre para o dia seguinte.

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O melhor do Natal, para mim, é a roupa velha! Sem este prato simples, não sinto que seja Natal.

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Boas Festas!

Buonas Fiestas!

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Menus por Rafael Bordallo Pinheiro

por Paula, em 23.12.14

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IMG_7146.JPG«Prato Mesa Exposta» - Faiança - RBP Caldas 1897; 1898

 

Rafael Bordallo Pinheiro nasceu em 1846 e faleceu em 1905, deixando uma vasta obra naturalista ligada também à caricatura humorista e satírica.

 

Homem boémio na juventude, revelou na sua obra multifacetada o gosto de estar à mesa e o valor da boa gastronomia. Os seus registos no desenho, pintura e cerâmica dão assim a conhecer a dieta alimentar e os espaços de consumo do último quartel do século XVIII, como os mercados de rua e os armazéns de víveres.

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O seu humor apurado levou-o a utilizar muitas vezes a gastronomia como ponto para caracterizar muitas situações políticas e sociais da altura, usando expressões como «caldo entornado» ou «castanha da boa».

 

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Mas Rafael Bordallo Pinheiro deixou também registos de lindíssimos menus de banquetes de homenagem de que não só deu notícia como também decorou e compôs graficamente, caricaturando afectuosamente os convivas e representando-se, entre objectos sobredimensionados da culinária e da mesa, suscitando o humor.

 

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 Mesa exposta no Museu Bordalo Pinheiro

 

É com Rafael Bordallo Pinheiro que espero inspirar-vos para criar um bonito e humorístico menu de Ceia de Natal.

 

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Se ainda não visitaram o Museu Bordalo Pinheiro, façam-no por estes dias. Recomendo vivamente. O bilhete não é caro e o espaço está aberto à hora do almoço. Para além disso, a exposição é dinâmica e contém peças maravilhosas bem como uma biblioteca bonita. A loja vende artigos para oferta ou para recordação com a simbologia bordaliana. Os meus favoritos são os aventais. Por fim, do outro lado da estrada, encontra-se o Museu da Cidade de Lisboa que recebe no seu exterior o Jardim Bordalo Pinheiro onde estão expostas várias peças de tamanhos gigantes por todo o seu espaço. Imperdível!

 

Boas Festas!

Buonas Fiestas!

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O meu presente de Natal

por Paula, em 19.12.14

Espanto-me com a forma como o tempo me foge. Sem dar por isso, já se passou mais um ano. Já é Natal! Para alguns, a ceia revela a manifesta falta de meios para conferir dignidade a esta época do ano. Uns terão alguma culpa; outros apenas se encontram na cordilheira do desemprego e dos cortes salariais ou outras situações idênticas. O que é certo, caros leitores, é que à minha volta vejo, claramente, desânimo e um fraco espírito natalício.

 

Embora um pouco fora das situações acima mencionadas, mas igualmente em situação de revés financeiro, revejo-me na falta de presença daquele espírito. Este ano, a minha casa está «natalmente» descaracterizada. Não tenho luzes a piscar e muito menos a árvore de Natal colorida a marcar presença na minúscula sala de estar. Faltam também os presentes. Neste Natal, nem as crianças da família terão o meu presente a marcar a noite da Consoada.

 

Mas afinal o que posso eu dar para marcar esta data em que se celebra a família? A resposta é simples: para o Natal de 2014 tenho apenas arrobas de carinho para dar, acompanhadas dos tradicionais sonhos... de abóbora!

 

Feliz Natal para todos!

 

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