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Numa altura em que a tradição culinária se funde na gastronomia global, é quase imperativo repescar os sabores de outrora. Caseiros. Humildes. Genuínos. Sem nacionalismos ou algo que se pareça; apenas e só pela lembrança do que nos fez.

 

O carapau é um peixe abundante na costa portuguesa. Para além do seu tamanho normal, costumava também ser vendido em tamanhos pequenos, mais conhecidos por jaquinzinhos ou peixe de gato – porque era utilizado para sustento daqueles animais domésticos. Contudo, é pela primeira designação que é mais conhecido, cuja origem, diz-se, está em Sesimbra, uma vila piscatória, estando relacionado com uma faina mal conseguida onde um pescador terá apanhado apenas pelinzinhos – carapaus jovens que lembravam o Ti Jaquinzinho, um artesão de estatura muito pequena. Já a introdução do nome nas ementas dos restaurantes deve-se à fadista Hermínia da Silva que a terá utilizado pela primeira vez na sua casa de fados.

 

Por ser de dimensões tão pequenas, quando é cozinhado as suas espinhas comem-se sem dificuldade. Costuma dizer-se que se aproveita tudo, excepto o rabo.

 

Arroz de tomate malandrinho com jaquinzinhos é apenas um prato tipicamente português.

 

 

INGREDIENTES

(Serve 4)

 

300 g de arroz carolino

300 g de tomate pelado e picado

1 cebola picada

1 folha de louro

1 dente de alho picado

1 ramo de salsa ou de coentros

1 dl de azeite

8 dl de água

Sal q.b.

 

 

700 g de jaquinzinhos arranjados

Sal q.b.

Farinha sem fermento q.b.

Óleo para frigir q.b.

 

 

PREPARAÇÃO

Arroz

1. Num tacho, colocar o azeite, a cebola e o alho e deixar refogar. 

2. Juntar a folha de louro e o tomate. Pode adicionar-se os talos da salsa picados. Temperar com uma pitada de sal.

3. Adicionar o arroz e envolver. Cobrir com a água quente e deixar cozinhar.

3. Quando estiver praticamente cozinhado, juntar a salsa picada e rectificar o tempero.

 

Peixe

Toma-se o peixe arranjado e temperado com sal, envolve-se em farinha e leva-se a frigir em óleo bem quente de ambos os lados. Retira-se e deixa-se escorrer a gordura em excesso num prato coberto com papel absorvente.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

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A Primavera chegou tímida, parecendo não querer desligar-se dos dias chuvosos. Mais senhora do seu tempo, dá agora ares da sua graça e deixa que o sol brilhe e que a alegria dos dias amenos se espalhe. Anseia-se por roupas de cores vibrantes e tecidos leves.

 

Apetece passear à beira-mar descontraidamente. Este saúda quem o visita com meiguice. As ondas abraçam gentilmente a areia enquanto os transeuntes se desembaraçam do calçado para sentir a temperatura da água calma. O ambiente pede uma toalha estendida na areia e um cesto com uma refeição ligeira para aproveitar a beleza do momento. Para o efeito, enrolam-se legumes, carnes frias e peixe fumado em wraps - que é como quem diz, em tortilhas - e ruma-se até ao oceano.

 

 

INGREDIENTES

(serve 3)

 

6 folhas de wraps (1 embalagem)

2 tomates médios, fatiados ou em meias-luas

1 alface

6 colheres de maionese

6 fatias de presunto

6 fatias de queijo

4 fatias de fiambre

6 fatias de salmão fumado com funcho (1 embalagem)

 

PREPARAÇÃO

Separar e lavar as folhas da alface, retirando o talo. Escorrer bem e reservar.

Barrar cada uma das wraps com uma colher de chá de maionese. De seguida:

 

Wrap de presunto

Dividir as 6 fatias de presunto por duas wraps, seguidas de uma fatia queijo para cada uma. Cobrir com alface e tomate a gosto. Dobrar o fundo e enrolar, tendo o cuidado de ir empurrando o recheio para o interior. Enrolar em papel vegetal e guardar no frio até servir.

 

Wrap de fiambre

Dividir as fatias de fiambre por duas wraps, seguidas de duas fatias de queijo para cada uma. Cobrir com alface e tomate a gosto e finalizar.

 

Wrap de salmão fumado

Dividir as fatias de salmão pelas duas wraps restantes e cobrir com alface e tomate a gosto. Finalizar como anteriormente descrito.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

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Bolo de beterraba

por Paula, em 19.04.13

 

 

A beterraba, rica em cálcio, magnésio, ferro, fósforo, potássio, manganésio, ácido fólico e vitamina C, desintoxica o fígado e a vesícula e constitui ainda um excelente depurativo intestinal. Caracteriza-se por se vestir num tom carmim, o que resulta da concentração de betacianina no pigmento da raiz.

 

Amada por uns e desprezada por outros, este tubérculo é conhecido na Grécia Antiga desde 300 a.C. Contudo, é apenas no século XVI que se estende a toda a Europa, trazida pelas invasões bárbaras.

 

Napoleão terá uma grande influência na implementação da beterraba na culinária, porquanto impulsionará o seu cultivo para prover uma alternativa ao açúcar de cana das Antilhas. Por isso, em 1812,  no seguimento dos estudos de Andreas Marggraf e Franz Achard, Benjamin Delessert fará a sua primeira extracção industrial de açúcar de beterraba numa fábrica situada em Passy. Embora não tenha tido o acolhimento devido na época, a verdade é que, hoje, mais de metade do açúcar refinado que existe é de beterraba.

 

Foi, pois, num doce que decidi empregar a beterraba que tinha em casa. Simples, caseiro, mimoso e delicioso é como defino este bolo.

 

 

INGREDIENTES

 

3 ovos
1 chávena e meia de chá de açúcar amarelo peneirado

 1 colher de chá de essência de baunilha
250 g de beterraba, cozida
1/2 chávena de chá de azeite ou de óleo
Sumo e raspa de uma laranja
2 chávenas de chá de farinha peneirada
2 colheres de chá de fermento para bolos
Erva doce, a gosto
 

PREPARAÇÃO

 

1. Pelar a beterraba, partir em pequenos cubos e triturar. Reservar.
2. Bater muito bem os ovos com o açúcar.

3. Adicionar a beterraba, o azeite ou óleo, a essência de baunilha, o sumo e as raspas de laranja e um pouco de erva doce.

4. Depois da mistura estar bem incorporada, adicionar a farinha peneirada e o fermento, e envolver com uma colher de pau.
5. Levar ao forno durante 40 ou 50 minutos, dependendo do forno.

6. Fazer o teste do palito. Desenformar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

 

 

Bom apetite!

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Sopa de tofu com chá masala

por Paula, em 17.04.13

 

O tofu é um ingrediente que provém da preparação do leite de soja. De sabor neutro, absorve com facilidade os sabores dos temperos que se lhe apresentarem. A sua versatilidade é também pragmática na hora de escolher o tipo de prato que se quer confeccionar. Tanto fica bem bem numa sopa ou numa salada, como numa entrada ou em estufados. Pode ser cozido, estufado, grelhado ou ser apresentado cru num simples molho para salada, dependendo sempre da vontade do chef. Conserva-se no frigorífico até uma semana, se coberto com água.  

 

O chá masala é um chá ayuvérdico indiano muito picante composto por chá preto, cardamomo, gengibre, canela, cravo e pimenta preta. De sabor vibrante, pode ser bebido com leite e adoçado com açúcar ou mel. O seu aroma é intenso, a lembrar paragens quentes e cores de outros lugares que se visitam em sonhos ou através de filmes ou documentários.

 

De proveniências gastronómicas distintas, estes dois ingredientes entenderam-se maravilhosamente numa sopa simples, porém, requintada no paladar. O chá, como que  fazendo vénia ao tofu, perdeu a intensidade, deixando uma marca graciosamente picante. Leve.

 

 

INGREDIENTES

(Serve 4)

 

250 g de tofu com ervas aromáticas

125 g de alface esfarrapada

1 cenoura cortada em juliana

1/2 chalota finamente cortada em juliana

2 colheres de sopa de óleo de girassol

2 colheres de sopa de molho de soja

2 colheres de sopa de vinho do Porto Quinta do Vesúvio

1 colher de chá de açúcar

1 caldo de legumes knorr (gelatinoso)

1 saqueta de chá masala picante Natco

1,2 L de água quente

Rama de cenoura q.b. para decorar

 

 

PREPARAÇÃO

  

Utilizando uma chaleira, aquecer a água para fazer o chá. Adicionar a saqueta de chá masala à agua e deixar repousar cerca de 3 a 5 minutos.

 

Numa wok, colocar o óleo de girassol e o tofu escorrido e cortado em cubos. Deixar alourar de todos os lados e retirar com uma escumadeira para um prato coberto com papel absorvente. Reservar.

 

Juntar a cebola ao óleo restante e deixar alourar. Deitar um pouco do chá masala e juntar a cenoura. Deixar cozinhar até a cenoura estar praticamente cozida.

 

Adicionar o caldo de legumes e deixar que se dilua. Acrescentar  o restante chá que deverá apurar cerca de um minuto. Reduzir o lume e juntar o molho de soja, o vinho do Porto e o açúcar.

 

Adicionar a alface e deixar cozinhar durante dois ou três minutos, envolvenda-a no caldo. Juntar novamente o tofu ao preparado e deixar apurar por mais dois minutos.

 

Servir bem quente decorada com rama de cenoura.

  

Bom apetite!

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