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Gosto de queijo. Melhor: adoro queijo! A par dos ovos é aquele ingrediente que tenho sempre em casa. Os das Beiras são a minha perdição. Não há queijo como o nosso. Provo todos os que me indicarem, mas o meu paladar e o meu coração ficam sempre com os mesmos. Os das Beiras!

Dizem que os famosos queijos de Azeitão provêem de uma receita de Castelo Branco. Conta-se que determinado cavalheiro se mudou para a Serra da Arrábida e como tinha saudades dos queijos da sua terra, mandou vir um queijeiro lá da aldeia para os fazer. Dizem, ainda, que o sabor é diferente porque o pasto da Serra da Arrábida é diferente do das Beiras. Por isso, o queijo adopta também ele um sabor distinto.

Cá por casa andava distraído um queijo de mistura da SoalheiraFundão, e já estava um pouco seco. A questão é que eu gosto deste queijo quando ainda não está completamente curado. Quando ainda o posso sentir leve e fresco, quase a derreter-se na boca. O que fazer com ele?

Resolvi dar-lhe dar um ar italiano ainda que bem disfarçado. Retirei-lhe a casca, ralei-o e coloquei-o num recipiente envolto em papel celofane que guardei no frigorifico para utilizar numa massa simples, num gratinado ou nuns bolinhos de queijo.

Desta forma, foi possível dar vida nova a um ingrediente que naquelas circunstâncias já não teria grande utilidade para  mim.

Mamma mia, que belo!

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As estrelas também cozinham

por Paula, em 26.04.11

 Gwyneth Paltrow lança livro de cozinha

 Fotografia retirada do jornal "Expresso" online.

 

Gwyneth Paltrow lançou um livro de cozinha intitulado "My father's daughter", o que me impressionou. Este livro é uma homenagem ao seu pai, mas constitui também um pequeno guia de cozinha saudável em que o açúcar tende a ser substituido por outros ingredientes.

Gosto da sua forma de estar e com este lançamento ficou reforçada a minha simpatia por esta atriz.

É bom perceber que a cozinha é para todos, desde vegetarianos a gulosos, e que está em alta.

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O calor pede sardinha assada

por Paula, em 20.04.11

   

 

O calor que se sentia há uns dias atrás fazia lembrar o verão. Para mim este é sinónimo de churrascos, saladas e sardinha assada. Faço sempre esta associação. Talvez porque nas férias tenha tendência para comer comidas mais leves em que o peixe grelhado assume o protagonismo. Nessa altura, a sardinha é presença assídua nas travessas cá de casa.

Como que a adivinhar os meus pensamentos, convidaram-me para uma sardinhada em Peniche. O convite não era de recusar, tanto pela ementa como pela excelente companhia que me aguardava. Horas acertadas, compras combinadas e lá fui.

O sol pedia mesmo algo leve a lembrar o tempo de praia e de férias. E a sardinha é verão em forma de peixe, é aroma a férias, é sabor a noites de santos populares e é música em tom de conversa animada.

 

 

Dizem que para ficar bem saborosa, o sal deve ser colocado  na guelra. Cá em casa fazemos sempre assim e o resultao tem sido muito satisfatório. O acompanhamento é quase sempre constituido por salada e batata cozida porque a sardinha gosta de companhias leves e agradáveis.

Noutros tempos a minha mãe fazia uma bôla fantástica no forno a lenha em que a sardinha era colocada atravessada, de forma a deixar o seu suco entrenhar-se na massa. Era uma maravilha. Fazíamos fila a aguardar pelas fornadas que iam saindo na expetativa de apanharmos o primeiro pedaço. As saudades que eu tenho de comer uma bôla de sardinha! Aguardemos pelo verão e pelos churrascos ao ar livre com animação, alegria e muita sardinha.

Bon apetit!

 

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Uma salada num domingo de indecisões

por Paula, em 19.04.11

 

Este foi mais um fim de semana cheio de projetos e poucas realizações. Há dias assim. Mas os meus já duram há algum tempo. Tempo demais, talvez. O escritório precisa de ser arrumado e organizado. Os livros, os apontamentos da faculdade, tudo se amontoa à espera que eu decida o que lhes fazer. Mas eu não quero decidir. Não me apetece. Esta tristeza que se tornou a minha pele como que por osmose, não me liberta. Aconchego-me à espera que passe. E assim passa mais um fim de semana de decisões que ficam por tomar. Os projetos? Desvanecem-se nesta tristeza. O que fazer? Não sei.

 

Este estado de melancolia e tristeza levou-me para as coisas simples. Embora não me apetecesse cozinhar, o bom senso sussurrava-me ao ouvido que o corpo precisa de alimento. Resolvi consultar o frigorífico. Este génio logo me indicou os ingredientes para uma salada rápida de fazer e muito nutritiva. E assim foi. Saiu uma salada para a mesa do canto, saborosa e fresquinha.

 

 

Esta salada é fresca, saborosa, nutritiva e não requer muito trabalho. Mas a sua importância reside no facto de poder ser consumida por qualquer pessoa uma vez que faz parte da dieta daqueles que sofrem da diabetes. Sacia e a sua absorção pelo organismo é mais lenta.

 

 

Ingredientes (para quatro pessoas):

  • 1 frasco de grão cozido
  • 1 alface média
  • 5 tomates cortados aos cubos
  • 1 cebola cortada aos cubos
  • Sumo de limão q.b.
  • 2/3 latas de atúm

Nota: estas quantidades podem ser ajustadas a gosto.

 

Preparação:

  1. Lavar bem os vegetais, cortá-los e juntá-los num recipente.
  2. Temperar com o sumo de limão.
  3. Por fim adicionar o atúm com o óleo de conserva com moderação. Não adicione sal nem azeite porque o atúm e o grão já têm quantidades suficientes e saudáveis.

 

Bon apetit!

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Este mês de abril é muito preenchido com aniversários de amigos e familiares. Por isso, ando sempre um pouco ocupada. É que as minhas prendas agora são quase sempre o bolo para o aniversariante festejar o seu dia. Tenho-os feito tanto para a família como para os amigos, o que me dá sempre um grande prazer. Contudo, nem sempre calham bem. Mas como eu sou aprendiz nestas matérias da doçaria, todos me desculpam o que corre menos bem e ficam felizes com a minha dedicação. Porque é isso que lhes ofereço: tempo e dedicação cobertos e recheados  com muito carinho.

 

 

E este bolo tem estória. Era para ser de cenoura com recheio de chocolate e amêndoa e afinal nasceu pão de ló de Coimbra com o mesmo recheio.  É que o de cenoura decidiu arreliar-me e saiu mal cozido. Talvez fosse do cansaço. Ou será mesmo defeito das mãos que se opunham a fazê-lo? Não sei. Já não havia tempo para refazer o tão desejado bolo de cenoura porque tinha que descascar e cozer um quilo de cenouras, reduzi-las a puré e deixar arrefecer.  Corria contra o tempo.  Deitei então mãos ao trabalho para fazer um delicioso pão de ló na expetativa de este ser do agrado do aniversariante.

 

 

Depois de feito e arrefecido o bolo, dediquei-me a finalizar a decoração. O resultado não foi o que tinha idealizado, mas o meu querido amigo MB gostou e só por isso fiquei muito feliz. Os contratempos são agora encarados com simpatia. Poder proporcionar aos outros um momento de alegria é o que traz sentido à minha vida. E este foi mais um momento doce e especial.

 

 

Para dar uma ideia do aspecto do bolo por dentro deixo as fotografias dos pequenos queques que fiz com a massa que sobrou. Ficaram uma delícia. Esta massa tem a particularidade de crescer bastante, pelo que este acaba por ser também um bolo económico.

 

 

Ingredientes:

Bolo

  • 7 Ovos
  • 250 g de açúcar
  • 150 g de farinha de trigo fina
  • Sal fino q.b.
  • Manteiga para untar a forma q.b.

Preparação:

  1. Aqueça o forno a 180.º (também pode optar pelos 150.º mas demora mais tempo a cozer).
  2. Separe as claras dos ovos das gemas com cuidado.
  3. Junte às gemas um pouco de sal fino e o açúcar e bata muito bem (neste bolo só utilizo a máquina para bater as claras, o restante é batido com o "salazar" ou com uma colher de pau o que não requer muito esforço).
  4. Bata as claras em castelo e junte-as ao preparado anterior.
  5. Deite então a farinha, continuando a bater muito bem.
  6. Unte a forma muito bem e deite-lhe a massa.
  7. Leve ao forno por 30 minutos. Faça o teste do palito.
  8. Retire do forno e deixe amornar.
  9. Corte o bolo em duas ou três partes e deixe arrefecer por completo

 

Recheio

  • 200 g de chocolate de leite
  • 100 ml de natas frescas
  • Amêndoa laminada
  1. Leve o chocolate ao lume juntamente com as natas até obter um creme. Tenha o cuidado para não deixar ferver o chocolate. Este deve apenas derreter e fundir-se com as natas.
  2. Coloque as amêndoas num recipiente antiaderente e leve ao lume para dourar.

Depois de arrefecido o bolo proceda à montagem. Coloque o recheio de chocolate, de seguida cubra com as amêndoas e finalmente sobreponha a parte restante. Se tiver dividido o bolo em três partes, proceda da mesma forma para a outra parte, finalizando com a parte do pão de ló que falta.

 

Para a cobertura e para a decoração utilizei pasta de açúcar.

 

Bon apetit!

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Batatas do pobre à moda do João

por Paula, em 17.04.11

 

 

O domesticação da batata começou 6000 anos antes da Era Cristã. Os incas foram pioneiros nesta cultura e quando os espanhóis chegaram ao Perú, esta civilização fantástica já dominava a técnica da sua conservação.

Mas o impulso para a sua introdução na gastronomia europeia veio, mais uma vez, de França, no século XVIII. Conta-se que durante a Guerra dos Sete Anos, Auguste Parmentier (farmacêutico) foi feito prisioneiro na Prússia e foi alimentado apenas com batatas. A sua curiosidade foi acicatada por esta imposição e logo que chegou a França convenceu Luís XVI acerca das suas qualidades. Pretendia demonstrar que a batata podia substituir o pão e combater a escassez do trigo. O rei concedeu-lhe um extenso terreno perto de Paris para a plantação da batata. Certa noite, o povo roubou as batatas, o que muito alegrou Parmentier, pois assim conseguira provar que a batata não causava lepra e não servia apenas para alimentar os animais. Para assinalar o êxito o farmacêutico preparou um banquete composto por pratos à base de batatas.

(fonte: Alimentos ao Sabor da História, de Fortunato da Câmara, p. 41 a 43)

Cá em casa, as batatas são uma constante. Desde muito pequena que me lembro dos meus pais a semearem as batatas e depois a apanhá-las. Mais tarde, também comecei a ajudar nesta lide. E assim tem sido todos os anos. No próximo fim de semana lá estaremos todos juntos a semeá-las. Juntos é sempre mais fácil. Todos os anos temos esta tarefa e alguns até já nos chamaram de doidos, argumentando que já ninguém semeia batatas. Ora, esta crise vem afinal mostrar que não estávamos enganados e é engraçado ver agora os apelos ao regresso às hortas. Eu acho que vale a pena semear e plantar um pouco do que queremos comer, principalmente quando pretendemos produtos mais naturais, a cujas sementeiras se adicionam apenas os compostos naturais que resultam da limpeza das terras e das capoeiras dos animais. Mas mesmo que assim não fosse, continuaríamos a semeá-las já que se trata de uma tradição cá de casa. 

 

Certa vez, o stock não foi suficiente para um ano, de modo que me vi obrigada a comprar batatas. Não consegui comê-las a não ser na sopa. Eram intragáveis. As saudades que eu tive da nossa batata branca tão saborosa. E a encarnada...

Com maior ou menor quantidade, o certo é que temos sempre batatas para partilhar com os amigos e familiares.

Assim, no Verão a batata acompanha muitas vezes, juntamente com a salada, o tão desejado peixe grelhado. E foi nestes almoços que começámos a fazer estas batatas. Primeiro o meu pai e depois os restantes que acharam graça a esta mistura.

 

 

 

Ingredientes:

  • Batatas q.b.
  • 1 Alface
  • 1 Cebola
  • Sal q.b.
  • Azeite q.b.
  • Sumo de limão q.b.

Preparação:

  1. Coza as batatas em água temperadas com sal.
  2. Entretanto lave a alface muito bem e corte-a como caldo verde.
  3. Junte-lhe a cebola a gosto cortada em meias luas fininhas.
  4. Tempere com azeite, sal e bastante sumo de limão.
  5. Escorra as batatas e reduza-as grosseiramente a puré com o esmagador de batatas.
  6. Deixe amornar as batatas e junte-as à salada (as batatas não podem estar muito quentes para não cozerem a alface).
  7. Sirva com peixe grelhado.

Estas batatas ficam muito agradáveis. Têm o aroma do limão e o sabor do Verão. Marcam os almoços demorados no terraço nesta época. No Inverno, os purés e as sopas albergam-nas para meu deleite e conforto.  

 

Bom apetite!

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Maçãs no forno com passas

por Paula, em 07.04.11

 

As maçãs são das minhas frutas favoritas e as reinetas ocupam o trono da minha fruteira. Tenho-as sempre que possível. Até mesmo fora de época. Assadas são uma constante na minha cozinha. Volta e meia sai do forno deste cantinho um cheiro aconchegante a canela e a maçã. A combinação perfeita!

  

Desta vez apeteceu-me juntar-lhes umas passas. Achei que o doce das passas combinaria bem com a acidez da maçã. E orgulho-me de dizer que não me enganei. Foi de comer e, aqui que ninguém nos ouve, de limpar o prato. Não fora a preguiça e o adiantado da hora e teria feito mais uma dose.

 

 

 

Ingredientes:

  • 6 maçãs reinetas (pequenas);
  • 1/2 limão;
  • 12 passas (ou a gosto);
  • Açúcar q.b.;
  • Canela moída q.b.;
  • 2 colheres de sopa de água.

 

  1. Aqueça o forno a 180.º.
  2. Descasque as maçãs, corte-as em gomos e disponha-as num tabuleiro.
  3. Regue-as com o sumo de meio limão e duas colheres de sopa de água.
  4. Polvilhe com açúcar e canela a gosto.
  5. Disponha as passas e leve ao forno durante 20 minutos ou até ficarem douradas.

 

Bon apetit!

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