21 de Maio de 2013

 

 

No quintal é tempo de ervilhas e de favas. Corre-se contra o tempo de desenvolvimento daquelas para as consumir ainda frescas e tenras. As primeiras favas, tiveram o seu destino tradicional, acompanhadas com enchidos e outras carnes de porco. Já as ervilhas-de-quebrar ou ervilhas-tortas, mas pouco, foram empregues numa salada, em jeito de prece por melhores dias de sol e calor.

 

 

INGREDIENTES

(Serve 2)

 

300 g de ervilhas-de-quebrar

1 chalota pequena, picada ou cortada em rodelas

2 c. de sopa de vinagre de vinho branco

1/2 c. de chá de açúcar

6 c. de sopa azeite

sal e pimenta q.b.

Raspa de 1 limão

1 queijo mozarela, fatiado  

Folhas de manjericão q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Cozer as ervilhas (ao vapor ou de forma tradicional). Escorrer e assustar (arrefecer em água fria).

Num misturador, colocar o vinagre, o açúcar, o azeite, o sal e a pimenta. Misturar muito bem.

Numa travessa, dispor as ervilhas, a cebola e o queijo mozarela. Regar com a vinagreta e finalizar com as folhas de manjericão e as rapas de limão.

 

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

Que bos faga bun porbeito!

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publicado por Paula às 07:58

09 de Maio de 2013

 

A Primavera também pede caldos, sopas e cremes quentes. Mais este ano que o anterior, parece. A chuva parece não dar tréguas e em dias como o de hoje, sabe bem uma tigela de sopa quente e aromática.

 

 

INGREDIENTES

 

200 ml de água

250 g de beterraba cozida e descascada

1 chalota, picada

1 dente de alho, picado

30 g de salsa, picada

1 c. de chá de cominhos secos, moídos

Sal q.b.

Pimenta q.b.

300 ml de caldo de legumes, aproximadamente

1 c. de sopa de endro seco

2 hastes (folhas) de tomilho fresco

1 folha de louro

Sumo de 1/2 limão

200 g de natas frescas

 

PREPARAÇÃO

 

1. Colocar a chalota, o alho e as batatas numa panela juntamente com a água e levar a cozinhar durante 10 minutos em lume alto.

2. Adicionar os cominhos e cozinhar durante 1 minuto.

3. Entretanto, juntar a beterraba, a folha de louro, a salsa, o tomilho, o sumo de limão e o caldo e deixar cozinhar durante 12 minutos, tendo o cuidado de ir mexendo de vez em quando.

4. Depois de os legumes estarem cozinhados, descartar a folha de louro e escorrer os legumes, aproveitando o caldo. Triturá-los com um pouco do caldo da cozedura até obter um  puré cremoso.

5. Colocar o puré de volta na panela e temperar com sal e pimenta a gosto. Juntar o restante caldo e levar ao lume por mais 5 minutos até a sopa ficar quente.

6. Servir guarnecido com natas frescas e endro seco.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

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Que bos faga bun porbeito!

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publicado por Paula às 09:59

06 de Maio de 2013

 

O tempo é de laranjeiras em flor na maior parte do país. Nalgumas regiões, contudo, as laranjeiras ainda apresentam os seus frutos esplendorosos porque o tempo ainda não as fez florir. Mas será por pouco tempo.

 

Arrecadam-se os últimas laranjas que se apanham com o desejo de prolongar o seu aroma até ao Verão. Desejam-se naturais, em pratos típicos, em bolos ou compotas. De qualquer maneira, enfim, desde que mantenham o aroma cítrico e revigorante.

 

Para fazer compotas, é necessário ter em conta a quantidade de açúcar. Mais ou menos quantidade significa, respectivamente, maior ou menor prazo de conservação. Normalmente, aplica-se a regra de uma parte de fruta para uma parte de açúcar, isto é, emprega-se para, por exemplo, 500 g de fruta a mesma quantidade de açúcar (500 g).

 

É, ainda, necessário ter em conta o índice de acidez da fruta que se utiliza. Esta contribui para reforçar o sabor da fruta e para espessar a compota. Por isso, no caso de se utilizar fruta com fraca acidez, deverá empregar-se um pouco de sumo de limão.

 

O uso de especiarias é também um factor a ter em conta, já que irão reforçar e acentuar o sabor da fruta. A canela liga bem com maçã, ameixa e cereja. O anis também condiz com a ameixa e o mirtilo, ao passo que o cravinho gosta de acompanhar a pera, a maçã, a ameixa e a ameixa amarela. Já o gengibre fica bem com a gelatina de limão, laranja e ananás. A erva-cidreira, com um sabor ligeiramente cítrico, pode combinar com maçã, limão e groselha.

 

 

INGREDIENTES

 

500 g de abóbora, pesada, descascada e limpa

300 g de rodelas de laranja, com o sumo

1 pedaço de casca de laranja

10 g de gengibre fresco

400 g de açúcar amarelo

1 cl de Grand Marnier (ou outro licor de laranja)

 

PREPARAÇÃO

 

Ralar finamente a polpa da abóbora e deitá-la numa panela.

Juntar as rodelas e a casca de laranja.

Adicionar o gengibre ralado e o açúcar. Deixar repousar durante 30 minutos.

 

Levar ao lume médio durante 5 minutos e mexer de vez em quando. Retirar a casca de laranja e adicionar o licor.

 

Tendo ainda a compota quente, encher frascos previamente esterilizados - lavar na máquina de lavar loiça e antes da utilização colocar numa panela em água quente, utilizando pinças de borracha para não estalar o vidro com a diferença de temperatura, e deixar ferver por vinte minutos; retirar e colocar sobre um pano limpo de algodão grosso e deixar escorrer com a boca para baixo - e depois fechar. Virar com a tampa para baixo para ganhar vácuo e deixar repousar cerca de 30 minutos. Guardar no frigorífico. Se optar por colocar mais quantidade de açúcar poderá guardar em lugar fresco e seco por mais tempo.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

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publicado por Paula às 11:16

28 de Abril de 2013

 

Numa altura em que a tradição culinária se funde na gastronomia global, é quase imperativo repescar os sabores de outrora. Caseiros. Humildes. Genuínos. Sem nacionalismos ou algo que se pareça; apenas e só pela lembrança do que nos fez.

 

O carapau é um peixe abundante na costa portuguesa. Para além do seu tamanho normal, costumava também ser vendido em tamanhos pequenos, mais conhecidos por jaquinzinhos ou peixe de gato – porque era utilizado para sustento daqueles animais domésticos. Contudo, é pela primeira designação que é mais conhecido, cuja origem, diz-se, está em Sesimbra, uma vila piscatória, estando relacionado com uma faina mal conseguida onde um pescador terá apanhado apenas pelinzinhos – carapaus jovens que lembravam o Ti Jaquinzinho, um artesão de estatura muito pequena. Já a introdução do nome nas ementas dos restaurantes deve-se à fadista Hermínia da Silva que a terá utilizado pela primeira vez na sua casa de fados.

 

Por ser de dimensões tão pequenas, quando é cozinhado as suas espinhas comem-se sem dificuldade. Costuma dizer-se que se aproveita tudo, excepto o rabo.

 

Arroz de tomate malandrinho com jaquinzinhos é apenas um prato tipicamente português.

 

 

INGREDIENTES

(Serve 4)

 

300 g de arroz carolino

300 g de tomate pelado e picado

1 cebola picada

1 folha de louro

1 dente de alho picado

1 ramo de salsa ou de coentros

1 dl de azeite

8 dl de água

Sal q.b.

 

 

700 g de jaquinzinhos arranjados

Sal q.b.

Farinha sem fermento q.b.

Óleo para frigir q.b.

 

 

PREPARAÇÃO

Arroz

1. Num tacho, colocar o azeite, a cebola e o alho e deixar refogar. 

2. Juntar a folha de louro e o tomate. Pode adicionar-se os talos da salsa picados. Temperar com uma pitada de sal.

3. Adicionar o arroz e envolver. Cobrir com a água quente e deixar cozinhar.

3. Quando estiver praticamente cozinhado, juntar a salsa picada e rectificar o tempero.

 

Peixe

Toma-se o peixe arranjado e temperado com sal, envolve-se em farinha e leva-se a frigir em óleo bem quente de ambos os lados. Retira-se e deixa-se escorrer a gordura em excesso num prato coberto com papel absorvente.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

Jó étvágyat!

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publicado por Paula às 23:09

23 de Abril de 2013

 

 

A Primavera chegou tímida, parecendo não querer desligar-se dos dias chuvosos. Mais senhora do seu tempo, dá agora ares da sua graça e deixa que o sol brilhe e que a alegria dos dias amenos se espalhe. Anseia-se por roupas de cores vibrantes e tecidos leves.

 

Apetece passear à beira-mar descontraidamente. Este saúda quem o visita com meiguice. As ondas abraçam gentilmente a areia enquanto os transeuntes se desembaraçam do calçado para sentir a temperatura da água calma. O ambiente pede uma toalha estendida na areia e um cesto com uma refeição ligeira para aproveitar a beleza do momento. Para o efeito, enrolam-se legumes, carnes frias e peixe fumado em wraps - que é como quem diz, em tortilhas - e ruma-se até ao oceano.

 

 

INGREDIENTES

(serve 3)

 

6 folhas de wraps (1 embalagem)

2 tomates médios, fatiados ou em meias-luas

1 alface

6 colheres de maionese

6 fatias de presunto

6 fatias de queijo

4 fatias de fiambre

6 fatias de salmão fumado com funcho (1 embalagem)

 

PREPARAÇÃO

Separar e lavar as folhas da alface, retirando o talo. Escorrer bem e reservar.

Barrar cada uma das wraps com uma colher de chá de maionese. De seguida:

 

Wrap de presunto

Dividir as 6 fatias de presunto por duas wraps, seguidas de uma fatia queijo para cada uma. Cobrir com alface e tomate a gosto. Dobrar o fundo e enrolar, tendo o cuidado de ir empurrando o recheio para o interior. Enrolar em papel vegetal e guardar no frio até servir.

 

Wrap de fiambre

Dividir as fatias de fiambre por duas wraps, seguidas de duas fatias de queijo para cada uma. Cobrir com alface e tomate a gosto e finalizar.

 

Wrap de salmão fumado

Dividir as fatias de salmão pelas duas wraps restantes e cobrir com alface e tomate a gosto. Finalizar como anteriormente descrito.

 

Bom apetite!

Bon appétit!

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publicado por Paula às 22:30

19 de Abril de 2013

 

 

A beterraba, rica em cálcio, magnésio, ferro, fósforo, potássio, manganésio, ácido fólico e vitamina C, desintoxica o fígado e a vesícula e constitui ainda um excelente depurativo intestinal. Caracteriza-se por se vestir num tom carmim, o que resulta da concentração de betacianina no pigmento da raiz.

 

Amada por uns e desprezada por outros, este tubérculo é conhecido na Grécia Antiga desde 300 a.C. Contudo, é apenas no século XVI que se estende a toda a Europa, trazida pelas invasões bárbaras.

 

Napoleão terá uma grande influência na implementação da beterraba na culinária, porquanto impulsionará o seu cultivo para prover uma alternativa ao açúcar de cana das Antilhas. Por isso, em 1812,  no seguimento dos estudos de Andreas Marggraf e Franz Achard, Benjamin Delessert fará a sua primeira extracção industrial de açúcar de beterraba numa fábrica situada em Passy. Embora não tenha tido o acolhimento devido na época, a verdade é que, hoje, mais de metade do açúcar refinado que existe é de beterraba.

 

Foi, pois, num doce que decidi empregar a beterraba que tinha em casa. Simples, caseiro, mimoso e delicioso é como defino este bolo.

 

 

INGREDIENTES

 

3 ovos
1 chávena e meia de chá de açúcar amarelo peneirado

 1 colher de chá de essência de baunilha
250 g de beterraba, cozida
1/2 chávena de chá de azeite ou de óleo
Sumo e raspa de uma laranja
2 chávenas de chá de farinha peneirada
2 colheres de chá de fermento para bolos
Erva doce, a gosto
 

PREPARAÇÃO

 

1. Pelar a beterraba, partir em pequenos cubos e triturar. Reservar.
2. Bater muito bem os ovos com o açúcar.

3. Adicionar a beterraba, o azeite ou óleo, a essência de baunilha, o sumo e as raspas de laranja e um pouco de erva doce.

4. Depois da mistura estar bem incorporada, adicionar a farinha peneirada e o fermento, e envolver com uma colher de pau.
5. Levar ao forno durante 40 ou 50 minutos, dependendo do forno.

6. Fazer o teste do palito. Desenformar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

 

 

Bom apetite!

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publicado por Paula às 06:46

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