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Peixe-espada em papelote

por Paula, em 29.01.15

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(...)

Do alto mar chega o pregão que se alastra

Têm ondas no andar quando embalam a canastra

Minha varina que chinelas por Lisboa

Em cada esquina é o mar que se apregoa

 

Nas escadinhas dás mais cor aos azulejos

Quando apregoas sardinhas que me sabem como beijos

Os teus pregões são iguais à claridade

Caldeirada de canções que se entorna na cidade

 

Cordões ao peito de uma luta que é honrada

Que só dá jeito com a cabeça levantada

De perna nua, com provocante altivez

Descobrindo o mar da rua que, esse sim, é português

 

São as varinas dos poemas do Cesário

A vender a ferramenta do mar que é o operário

(...)

Os teus pregões nunca mais ganham idade.

Versos frescos de Camões com salada de saudade.

 

(Letra do «Fado Varina», cantado pelo grande fadista Carlos do Carmo)

 

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INGREDIENTES

1 Peixe-espada, cortado em postas

4 Batatas-doces

1 Couve tah tsai*

300 g de tomate-cereja, cortado em quartos

250 g de camarão, descascado

Sal e pimenta a gosto

Azeite q.b.

 

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.ºC.

 

Descascar as batatas-doces e laminar finamente com a ajuda da mandolina. Reservar.

 

Cortar papel vegetal suficiente para cobrir o peixe-espada. Em cada folha de papel vegetal, dispor batata-doce, seguida de folhas (e caule) de couve tah tsai, depois cobrir com o peixe-espada. Colocar tomate-cereja em volta da torre de batata e peixe e finalizar com camarões.

 

Temperar com sal e pimenta. Regar com um fio de azeite.

 

Fechar os papelotes em cima, juntando as duas pontas da folha e dobrando duas vezes. Com fio de cozinha, fechar os lados como em forma de rebuçado.

 

Colocar num tabuleiro e levar ao forno cerca de 25 a 30 minutos.

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*Nota: a couve tah tsai encontra-se à venda nas lojas de produtos biológicos.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Mousse de castanha

por Paula, em 26.01.15

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Há quem goste delas assadas, bem quentinhas, quando os primeiros frios de Outono despertam. As castanhas estão indissociavelmente ligadas com o cair da folha. Sabe bem ouvir o crepitar de dentro de um velho carrinho de metal e sentir o perfume que invade um recanto qualquer de Lisboa ou de outra cidade do nosso coração.

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Depois, existem os gulosos - como eu! - que apreciam um doce a qualquer momento. E se for uma mousse com sabor a chocolate e castanha, temos o céu servido num pequeno copo.

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INGREDIENTES

90 g de manteiga

225 g de puré de castanhas*(castanhas, água, sal, erva-doce e um pouco de manteiga)

2 ovos

50 g de açúcar (mais um pouco para juntar às natas)

25 g de cacau s/ açúcar

25 g de amêndoas raladas

1 ½ colher de sopa de licor de castanha (ou 1 c. de chá de extracto de baunilha)

1 dl de natas

Amêndoas laminadas, q.b.

50 g de chocolate granulado

 

PREPARAÇÃO

Começar por fazer o puré de castanha. Dar um golpe em cerca de 400 / 500 g de castanhas e levar ao lume com água temperada com sal e erva-doce. Depois de cozidas, retirar a casca e a pele e passar pelo passe-vite. Depois, levar novamente ao lume com uma pequena noz de manteiga e envolver bem.

 

Derreter a manteiga e deixar arrefecer. De seguida, juntar as gemas dos ovos, o açúcar, o cacau, as amêndoas raladas e o licor (ou o extracto de baunilha).

 

Bater as claras em castelo e adicionar ao puré de castanha, começando por juntar apenas uma colher e envolver, para tornar a mistura mais leve, e só depois juntar gradualmente as restantes claras.

 

Bater as natas com um pouco de açúcar.

 

Deitar a mousse em pequenas taças e decorar com natas batidas, chocolate granulado e as amêndoas laminadas.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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«Todas a vezes que a visitei (a Beira), olhei e perscrutei, a ver se conseguia entendê-la, andei sempre à roda, à roda, e sempre à roda da mesma força polarizadora: - a Estrela. (...) Há rios na Beira? Descem da Estrela. Há queijo na Beira? Faz-se na Estrela. Há roupa na Beira? Tece-se na Estrela. Há vento na Beira? Sopra-o a Estrela. Há energia eléctrica na Beira? Gera-se na Estrela. Tudo se cria nela, tudo mergulha nas suas raízes no seu largo materno seio. Ela comanda, bafeja, castiga e redime. Gelada e carrancuda, cresta o que nasce sem a sua bênção; quente e desanuviada, a vida à sua volta abrolha e floresce. O Marão separa dois mundos - o minhoto e o transmontano. O Caldeirão, no pólo oposto de Portugal, imita-o como pode. Mas a Estrela não divide: concentra.»

 

Miguel Torga

 

Fotografias e montagem de Ricardo Barata - Aguincho

 

No Aguincho, aldeia protegida pelo Vale de Alvoco da Serra, correm as águas que nascem na Lagoa Comprida e se lançam a desenhar carreiros amparados por rebolas e ervas que se vestem de cor para a saudar à sua passagem. No moinho, os rodízios lançam-se na lenta roda que transforma os cereais em pão, ao sabor da sua corrente. O forno espera, quente, os pães e os esquecidos que encherão as arcas. Os pássaros, enamoram-se da corrente cristalina que revela peixes de tamanhos vários a passear despreocupadamente. O sol, acaricia esta água e a terra que a envolve numa bênção que a Serra reconhece. As gentes, agradecem, humildes, esta comunhão com a natureza.

 

Boas descobertas!

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Nuvem de salmão

por Paula, em 20.01.15

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Acontece-me precisar de utilizar apenas as gemas de ovo, ficando as claras de reserva. Por vezes, congelo-as ou então aproveito-as noutras refeições, como esta.

 

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Bem ligeira e diferente, esta forma de aproveitar as claras acabou por me apanhar de surpresa. Fi-la com um pouco de cepticismo, confesso. Todavia, depois de provar, adorei. Parecia mesmo que estava a comer uma nuvem fofa, delicada, mas muito saborosa. O sabor do salmão e a frescura do tomate casaram bem com esta panqueca salgada.

 

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INGREDIENTES

2 claras de ovo

2 embalagens de salmão marinado

Tomate-cereja q.b.

Sal e pimenta q.b.

Uma pitada de açúcar

Alfafa q.b. e rebentos de alho q.b. (para ornamentar)

Manteiga q.b.

 

Vinagrete:

Azeite, sal, pimenta, sumo de limão, a gosto

 

 

PREPARAÇÃO

Fazer o vinagrete. Juntar todos os ingredientes e mexer bem. Reservar.

 

Bater as claras em castelo, temperadas com um pouco de sal. Numa sertã, colocar a manteiga e deixar derreter. Com uma colher, retirar um pedaço das claras e dispor sobre a manteiga, fazendo uma panqueca com a ajuda da parte côncava da colher. Deixar dourar e virar. Quando estiver frita, retirar para um papel absorvente.

 

Cortar o tomate-cereja em metades, temperar com uma pitada de sal e de açúcar.

 

Dispor as claras no centro do prato. Cortar as fatias de salmão ao meio, enrolar e colocar por cima da nuvem de claras. Rodear com o tomate-cereja e finalizar com o vinagrete.

 

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 Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Chá de gengibre e limão com mel

por Paula, em 20.01.15

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Os dias frios pedem bebidas quentes que tragam conforto e que ajudem o corpo a aquecer. Um chá,  para além de trazer um agradável bem-estar, ajuda também a afastar as maleitas que aparecem nesta época do ano.

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Este, em particular, é fresco, saboroso e leve. Reconforta. É óptimo para desfrutar de um momento calmo, acompanhado de leituras a gosto.

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 INGREDIENTES

3 pedaços de casca de limão, cortada bem fina

2 fatias de gengibre

Mel a gosto

Água mineral q.b.

Pau de canela (facultativo)

 

PREPARAÇÃO

Coloque a água numa cafeteira, juntamente com o limão e o gengibre. Deixar ferver durante 3 a 4 minutos. Desligar o lume, adicionar o mel e a canela e deixar repousar durante cinco minutos.

 

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 Bom dia!

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Queques de atum e curgete

por Paula, em 18.01.15

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Com os dias mais frios, tendo a cozinhar utilizando mais o forno. Dali, emana um calor agradável que se estende da cozinha ao resto da casa, para não falar dos aromas que invadem o espaço. Bem sei que se cozinhar no bico do fogão, os cheiros do cozinhado também se espalharão pelo meu reduto, mas quando utilizo o forno o conforto é outro porque me sabe mais a lar. Adoro abrir a porta daquela caixinha e sentir a lufada de ar quente impregnada de cheiros agradáveis que se que soltam no ar.  

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Ontem, apeteceu-me um momento assim. Por isso, decidi fazer uns queques salgados para acompanhar uma sopa quentinha.

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Fáceis de fazer e saudáveis, estes queques são óptimos para levar para o trabalho ou para um piquenique. Tanto se comem ao almoço, acompanhados com uma salada ou uma sopa, como ao lanche, com café a compor o momento. Ficam fofos, húmidos e têm muito sabor, conferido pelo atum. As sementes dão-lhe o crocante que contrasta bem com a massa.

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INGREDIENTES

50 g de cebolinho, picado

150 g atum, escorrido

½ curgete, ralada

100 g de farinha integral

2 c. de chá de fermento

Flor de sal q.b.

Pimenta q.b.

Sementes de sésamo q.b.

2 ovos

30 g d manteiga

40 g de natas

Óleo q.b. (para untar as formas)

 

 

PREPARAÇÃO

Aquecer o forno a 180.º C. Untar um tabuleiro para queques com um pouco de óleo. Reservar.

 

Esfarelar o atum e colocar numa taça juntamente com a curgete. De seguida, adicionar a farinha e os restantes ingredientes. Envolver com a ajuda de uma colher. Finalizar com as sementes de sésamo.

 

Distribuir pelas formas e levar o forno durante 20 minutos. Retirar e deixar arrefecer numa rede.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Sopa de castanha, abóbora e gengibre

por Paula, em 17.01.15

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Cadeiras na Estância de Neve da Serra da Estrela

 

Os dias frios pedem sopas bem quentinhas para saborear no aconchego de casa, de preferência junto da lareira ou da salamandra. Sabe bem estar sentada no sofá, enrolada numa manta, a ouvir o crepitar do lume. Custa-me sair e enfrentar estes dias cinzentos. Apetecem-me mimos, coisas boas para animar o espírito e roubar sorrisos.

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INGREDIENTES

1 kg de abóbora cortada em pedaços

250g de castanhas

4 fatias de gengibre fresco com casca

1 cebola, cortada grosseiramente

50 g de coentros

50 g de cebolinho

Poejo q.b.

Erva-doce q.b.

Azeite q.b.

1 L de água + q.b. para cozer as castanhas

100 ml de natas frescas

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Numa panela coloque as castanhas a cozer em água com um pouco de erva-doce. Reservar as castanhas.

 

Depois, na mesma panela, coloque um fio de azeite e a cebola. Deixar alourar. Juntar o gengibre, os coentros e o cebolinho. Deixar apurar um pouco e adicionar então a abóbora. Temperar com sal e pimenta a gosto e cobrir com água.

 

Quando a abóbora estiver cozida, retirar os pedaços de gengibre e juntar as castanhas e as natas. Deixar que volte a ferver e desligar o lume. Com a ajuda da varinha mágica, reduzir o preparado a creme.

Finalizar com umas folhas de poejo e mais umas gotas de azeite.

 

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Esta é uma sopa que me traz conforto. Tem muito sabor devido à combinação das castanhas com as diversas ervas aromáticas.

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 Castanheiro na Malhadinha, Aguincho, Serra da Estrela

 

Bom apetite!

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Arroz de cavala e alho francês

por Paula, em 16.01.15

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Sempre me lembro de ter cavala servida em casa dos meus pais. A minha mãe, adepta indiscutível de peixe cozido, fazia-a desta forma inúmeras vezes. Eu não me importava porque até gostava (e ainda gosto). Mas os meus irmãos e o meu pai faziam uma fita e quase se recusavam a entrar na cozinha.

 

Quando procuro este peixe, lembro-me sempre da minha mãe. Foi ela que me ensinou a gostar de peixe - de todo o peixe, na verdade - e isso vem-me amiúde à memória. Ás vezes, numa carinhosa cumplicidade, fazemos estes "petiscos" só para nós. E sabem tão bem, apesar de serem tão simples. Mas é aqui que está o encanto: não é preciso mais, os verdadeiros sabores dos alimentos são aqueles que assaltam o nosso paladar.

 

INGREDIENTES

2 cavalas

1 chávena de arroz carolino

1 cebola, picada

1 dente de alho, picado

1 tomate, pelado e picado

1 alho francês, cortado em juliana

1 ramo de salsa

Sal e pimenta q.b.

Azeite q.b.

Manteiga q.b.

1 copo de vinho branco

Água q.b.

 

PREPARAÇÃO

Numa panela, colocar água e as cavalas. Temperar com sal e deixar cozer. Depois, retirar as cavalas, reservando a água da cozedura, e limpar de espinhas.

 

Num tacho, colocar um fio de azeite e uma noz de manteiga, Juntar a cebola e deixar alourar. De seguida, adicionar o alho, o tomate e o alho francês. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Deixar cozinhar por cinco minutos. Juntar o arroz e refrescar com vinho branco. Regar com 2 chávenas da água de cozer as cavalas e uma de água. Ir mexendo e verificando se precisa de mais caldo, pois deve ficar um arroz malandrinho.

 

Quando estiver quase cozinhado, deitar metade da salsa e envolver. No fim, envolver a cavala cozida no arroz e acrescentar a restante salsa. Servir imediatamente.

 

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Uma nota final em relação ao arroz. Para fazer um arroz malandrinho, deve utilizar-se o arroz carolino, que fica mais cremoso. Depois há que ter em conta a quantidade de água em relação ao arroz. Para uma chávena de arroz, serão três de água (eu costumo colocar ainda mais meia chávena para ter a certeza de que fica bem cremoso e com molho).

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Trouxas de ovos em cama de cogumelos

por Paula, em 15.01.15

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Esta receita deixa-me orgulhosa. Pensei-a, fi-la e resultou muito bem. Adorei a combinação do sabor intenso dos cogumelos com a cremosidade do ovo e o crocante delicado da massa filo. Ficou delicioso. Mas eu sou suspeita porque entre os ingredientes estão alguns que são os meus favoritos, como os ovos e os cogumelos.

 

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INGREDIENTES

600g de cogumelos sortidos (usei uma embalagem de cogumelos congelados do Continente)

1 cebola, picada

1 dente de alho, picado

150g de toucinho fumado, partido em cubos

2 c. de sopa de manteiga

1 c. de chá de sementes de coentros torrados

Gengibre fresco q.b., ralado

1 embalagem de massa filo

4 ovos

Cebolinho q.b.,

Azeite q.b.

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Numa sertã, colocar o toucinho fumado para que largue um pouco da gordura e cozinhe ligeiramente. Reservar.

 

Na mesma sertã, e sem limpar, colocar a manteiga e a cebola. Deixar alourar e só então adicionar o alho e as sementes de coentros.

 

De seguida, adicionar os cogumelos e temperar com sal e pimenta a gosto e aromatizar com gengibre. Deixar cozinhar por cerca de 20 minutos.

Entretanto, ligar o forno a 180.ºC, untar um tabuleiro de muffins com um pouco de manteiga e reservar.

 

Cortar as folhas de massa filo em quadrados e pincelar com azeite. Juntar cerca de duas a três folhas e coloca-las nas formas de muffins. De seguida, distribuir o toucinho fumado pelas formas, um pouco de gengibre ralado e os ovos. Fechar as trouxas com um pouco de cebolinho e pincelar com um pouco de azeite.

 

Levar ao forno durante 7 a 10 minutos. Se se quiser que os ovos fiquem bem cozidos, deixar ficar por mais dois ou três minutos.

 

Retirar e servir em cama de cogumelos, e finalizar com cebolinho picado a gosto.

 

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 Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Poço da Vagem - Pormenor do moinho comunitário

 

Situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, bem perto da Torre (em linha recta), na margem direita da Ribeira de Alvoco, fica a aldeia de Aguincho. É a mais distante e menos populosa aldeia da freguesia de Alvoco da Serra, de que dista 8 km, e a que permaneceu quase inacessível por carro até há poucos anos. Esta aldeia, que mais parece um lugar, faz parte da minha história.

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Vista da estrada nacional sobre Alvoco da Serra com a Serra da Estrela a amparar a vila

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Pormenor do restaurante da estânciade neve da Serra da Estrela

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Pormenor do muro junto ao restaurante da estância de neve da Serra da Estrela

 

Estima-se que a origem do povoamento de Alvoco da Serra poderá recuar até à Idade do Bronze, devido à descoberta de pinturas rupestres nas encostas das ribeiras de Alvôco e do Piódão. Quanto ao Aguincho, sabe-se, desde 1884, que os Romanos passaram por ali, porque se descobriu no sítio da Barroca do Galego um tesouro de denários republicanos.

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Pormenor do caminho no Aguincho

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Desconhece-se a sua toponímia, mas sabe-se que até ao século XVIII apenas havia referência nos registos de baptizados ao Pavão, lugar que fica nas imediações do Aguincho. Todavia, a capela, inicialmente dedicada a S. Domingos - talvez pelo facto de o Barão de S. Domingos e Alvito ali ter construído uma quinta de recreio repleta de estátuas de bronze que a população carinhosamente chamava de «santos negros» –, foi construída em 1726, tendo sido reconstruída já em pleno século XX. Hoje, é dedicada à Nossa Senhora da Agonia, devido, dizem, a promessa feita por Mário Luís Freire à Santa. O aguinchense prometera fazer uma festa em honra da Nossa Senhora da Agonia se conseguisse ficar curado de mal que lhe havia chegado. Tendo recuperado, tratou de cumprir o prometido. Em consequência, a festa da aldeia celebrada no primeiro Domingo de Setembro de cada ano é agora dedicada à referida Santa.

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Poço da Vagem - Aguincho

 

O Aguincho pouco mais tem para oferecer aos seus visitantes do que a sua fabulosa paisagem, marcada por socalcos feitos pelo homem para tornar a terra mais produtiva; a calma da água a correr na ribeira; o canto dos pássaros; a monumentalidade da água a cair na «Broca»; banhos refrescantes em águas límpidas e tranquilas; as trutas que habitam o viveiro e a serenidade regeneradora de dias tranquilos. Em rigor, o Aguincho oferece saúde e bem-estar.

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 Pormenor de casa

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Capela da Nossa Senhora da Agonia / Caminho para o Poço da Ponte / Diospireiro - Aguincho

 

Quem quiser passar uns dias nesta pérola da Serra da Estrela pode ficar no «Refúgio da Estrela» ou na «Casa do Galvão». Ambos oferecem a garantia de dias tranquilos marcados pela rusticidade que se deseja do lugar.

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Pormenores do Refúgio da Estrela - Turismo Rural - Aguincho

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Fonte junto ao Refúgio da Estrela a da Associação do Aguincho

 

Dali, pode partir à aventura e optar por vários percursos pedestres ou utilizando o carro. No Inverno, o ponto alto é subir à Serra da Estrela para sentir a neve. Passando por Loriga, lugar também ele de visita obrigatória com a sua história romana, encontra, a cerca de 30 minutos, a estância de neve. No regresso, pode passar pelo Museu do Pão, em Seia, e pelo Vale do Rossim. Seguindo noutra direcção, poderá também passar por Vide, e subir até à aldeia mais característica de Portugal: o Piódão. Aconselha-se ainda uma visita à aldeia de Cabeça, que este ano foi uma das aldeias Natal, e à sede da freguesia, Alvoco da Serra. O percurso mais simples e o favorito de muitos como eu, é ir a pé até à aldeia de Frádigas, cuja história está também de alguma forma ligada ao Aguincho, e tomar um café na esplanada situada na varanda da Associação Recreativa ou simplesmente deixar-se ficar pelo largo a conversar com os locais ou a ler um livro.

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Cachorro Serra da Estrela - Aguincho

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Pormenor da Ribeira de Alvoco junto ao Poço da Ponte - Aguincho

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Fonte da Mina - Aguincho

 

No que concerne à gastronomia, existem dois restaurantes situados a poucos quilómetros da aldeia. O restaurante «Pedras Lavradas», situado, como o próprio nome indica nas Pedras Lavradas, que fica entre Loriga e Unhais da Serra, oferece uma vista ampla sobre o vale e a Serra, bem como pratos tradicionais portugueses a preços muito acessíveis. Convém reservar, pois ao fim-de-semana costuma estar cheio. Na Barriosa, encontra-se o «Guarda-Rios», com a sua particular localização. Situado junto à ribeira e inserido na rocha, este restaurante oferece uma experiência única, porque pode tomar o seu café, no Verão, enquanto desfruta da água da ribeira. A cozinha é igualmente tradicional mas com uma apresentação mais cuidada. Um e outro merecem uma visita.

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Vista do caminho para o Poço da Vagem - Aguincho

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Vista da varanda da Capela da Nossa Senhora da Agonia - Aguincho

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Serra da Estrela vista da estrada do Aguincho em direcção a Vasco Esteves de Baixo 

 

Boas descobertas!

 

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