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De cada vez que olho para os queijos chamados azuis, lembro-me de quando uma das minhas tias emigrou para França, levando consigo duas filhas que tinham entre os seis e os dois anos. De início, deixava-as em casa de uma senhora francesa que, feliz por cuidar das pequenas, lhes dava o que de melhor tinha em casa. E na sua opinião um bom queijo Roquefort era o melhor que lhes podia oferecer. A reacção da minha prima mais velha não foi a melhor quando a simpática senhora lhe estendeu um pedaço do queijo para provar. Quando a mãe as foi buscar, a menina tratou logo de a informar que não voltava a ficar em casa daquela senhora, pois ela tinha-lhes dado um "queijo podre para o lanche".

 

Marcada por esta história que ainda hoje desencadeia gargalhadas despregadas, levei algum tempo a encarar os queijos azuis com simpatia. Todavia, agora posso afirmar que sou fã e que os utilizo com alguma regularidade em  pratos de peixe, de massas e em saladas.

 

Mas não foi pelo Roquefort que decidi fazer esta salada. Foi antes peloo particular objectivo de provar o queijo halloumi que há muito desejava experimentar. E não me desapontei. Adorei a consistência e o sabor que conjugou perfeitamente com os restantes ingredientes.

 

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 INGREDIENTES

Folhas de alface romana e de alface roxa q.b., cortadas grosseiramente

1 queijo halloumi, fatiado

250 g de queijo Roquefort ou Gorgonzola, partido em pedaços

Tomate, cortado em meias-luas, q.b.

Salsa e coentros picados q.b.

Cenoura ralada q.b.

Sal fino q.b. (facultativo)

Vinagrete de maçã (de compra),q.b.

Vinagre de cidra, q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar todos os legumes em água corrente. De seguida, colocá-los  numa taça com água e um pouco de vinagre de cidra durante cinco minutos. Depois, escorrer e cortar.

 

Depois, há que tratar de grelhar o queijo halloumi até ficar caramelizado.

 

Finalmente, há que proceder à derradeira tarefa antes de se entar à mesa. Para empratar, dispor os vegetais numa taça de servir, temperar com uma pitada de sal fino, regar com a vinagreta de maçã e finalmente adicionar os queijos.

 

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Esta salada é uma celebração aos dias quentes e soalheiros e também um apelo ao convívio em espaços ao ar livre.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Clafoutis de tomate-cereja

por Paula, em 26.05.15

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O Verão sabia a mar. Era tempo de ansiar por uma ida à praia, verdadeiro sinónimo de que o calor e os dias longos tinham vindo para ficar. As brincadeiras prolongavam-se pela noite dentro. Sem pressas. Olhavam-se as estrelas, inventavam-se histórias e a melodia das gargalhadas vivas soltavam-se pelo ar em compassos combinados com os murmúrios das ondas. Era o meu tempo de alegria. De liberdade. Os mergulhos na água salgada traduziam-se no êxtase dos dias. Quando a pele ficava engelhada e o frio vencia a vontade de sonhar em sal, era tempo de alimentar o corpo.

 

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O tomate, enquanto fruto da época das alegrias e liberdades – a mais cool do ano - devolve-me este espírito desenhado em mapas de rotas perdidas que já não consigo encontrar. Agora, são os pratos que delineiam outros rumos e que tomam o leme do novo curso da vida. Novo, sim; mas nem por isso menos interessante e prazenteiro.

 

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INGREDIENTES

 

500 g de tomates-cereja

Azeite q.b.

3 dentes de alho, picados

1 chávena de manjericão fresco, picado

Orégãos q.b.

4 ovos

300 ml de leite

120 g de farinha, peneirada

60 g de queijo parmesão ralado

Sal e pimenta q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 200.ºC.

 

Aquecer o azeite numa frigideira e adicionar os alhos picados. Saltear por um minuto. De seguida, juntar os tomates-cereja e metade do manjericão. Deixar cozinhar cerca de dois minutos.

 

Colocar os tomates-cereja em travessas individuais, ligeiramente fundas, que possam ir ao forno.

 

Entretanto, bater os ovos com a farinha, o leite e o queijo. Temperar com sal e pimenta e um pouco de orégãos.

 

Verter o preparado sobre os tomates-cereja, juntar o restante manjericão e levar ao forno durante vinte minutos ou até prender.

 

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Esta versão salgada do clafoutis é óptima para fazer e levar para um piquenique em dia de praia. É leve. Os seus aromas frescos combinam bem com dias tranquilos e quentes.

 

Nota: Receita retirada da Continente Magazine n.º 49, de Outubro de 2014

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

 

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Budapeste, de Chico Buarque

por Paula, em 23.05.15

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 “(…) Budapeste, cortada por um rio. O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela.”

 

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Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira.”

 

Budapeste cativou-me logo pelo nome. Quando entrei na livraria, recém-chegada da capital húngara, os meus olhos caíram, por mero acaso, naquele livro que parecia estar à minha espera. Não sabia de que tratava, nem tão pouco fazia ideia dos trabalhos do autor na área da literatura, confesso. Não foi, pois, a curiosidade sobre a obra realizada pelo autor, mas antes o nome da cidade impressa como título que me levou a pegar nele e a folheá-lo. Depois, sim. A primeira frase arrancou-me um sorriso inesperado e o meu coração deu um pulo. Era como se ele, o autor, me conhecesse e soubesse que eu iria passar por aquele sobressalto de querer aprender, sem razão e quase de forma obsessiva, aquela que “segundo as más-línguas, é a única língua do mundo que o diabo respeita”. Aquele arranque do livro era eu naquele momento a querer desbravar uma língua nova apenas porque me apaixonei pela sua sonoridade. E quando mais ninguém compreendia, Chico Buarque de Hollanda sabia, conhecia, e soube descrever a minha angústia. É o feitiço da língua húngara.

 

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"Sem a mínima noção do aspecto, da estrutura, do corpo, mesmo das palavras, eu não tinha como saber onde cada palavra começava e até onde ia. Era impossível destacar uma palavra da outra, seria como pretender cortar um rio com uma faca. Aos meus ouvidos, o húngaro poderia ser mesmo uma língua sem emendas, não constituída de palavras, mas que se desse a conhecer só por inteiro.”

 

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SINOPSE

Budapeste conta-nos a estória de José Costa, um escritor anónimo pago para produzir artigos de jornal, discursos políticos, cartas de amor, monografias e autobiografias romanceadas que outros assinam.

 

Um dia, regressando de um congresso de escritores anónimos em Istambul, é obrigado a fazer uma escala forçada em Budapeste. Fascinado pela língua magiar, José Costa retorna à capital húngara, passando a ser Zsose Kósta, e tornando-se amante de Kriska, a sua professora. A obsessão de dominar completamente o novo idioma leva-o a viver num tresloucado vaivém entre o Rio de Janeiro, onde vive a sua mulher, e Budapeste, onde passa a viver com Kriska.

 

No Rio de Janeiro, José atinge o auge da sua carreira com o best-seller involuntário, O Ginógrafo, “autobiografia” forjada do empresário alemão Kasper Krabbe, que aprendeu a escrever o português no corpo nu das mulheres. Em Budapeste acaba por escrever Os Tercetos Secretos em nome de um poeta, Kocsis Férenc, em franca decadência.

 

Budapeste é a história de um escritor dividido entre duas cidades, duas mulheres, dois livros e duas línguas, uma intrigante, e por vezes divertida, especulação sobre identidade e autoria.

 

O romance foi adaptado ao cinema num filme realizado por Walter Carvalho, onde participam os actores portugueses Ivo Canelas e Nicolau Breyner, com Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e Gabriella Hámori nos principais papéis.

 

 

DO AUTOR

Chico Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. É mais conhecido pelos seus trabalhos como cantor e como compositor. Como escritor, publicou as peças Roda Viva (1968), Calabar (1973), Gota d’Água (1975) e Ópera do Malandro (1979) já exibida em Portugal. É, ainda, autor da novela Fazenda Modelo (1974) e dos romances Estorvo (1991), Prémio Jobuti 1992, Benjamin (1995), Budapeste (2003), Prémio Jobuti 2004, Leite Derramado (2009), Prémio Jobuti e Prémio PT de Literatura 2010, e mais recentemente de O Irmão Alemão.

 

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"Tenho esse ouvido infantil que pega e larga as línguas com facilidade, se perseverasse poderia aprender o grego, o coreano, até o vasconço. Mas o húngaro, nunca sonhara aprender."

 

Boas leituras!

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Sabores da Terra e do Mar

por Paula, em 23.05.15

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Lisboa e Porto contam, desde o dia 21 de maio e até ao próximo dia 7 de junho, com a quinta edição da Rota de Tapas Estrella Damm, um acontecimento especial para os a amantes dos petiscos e da verdadeira tradição cervejeira.

 

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Entre marisco e peixe fresco dos nossos mares, queijos, enchidos e carnes de pastos verdejantes, os Sabores da Terra e do Mar são a combinação perfeita de ingredientes, aromas e cores para esta época, apelando ao convívio informal que casa bem com o bom tempo que se faz sentir. Calor, cerveja, petiscos e boa companhia são os ingredientes que ajudam a gravar um bom momento na eternidade.

 

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Esta rota decorre nos bairros lisboetas e portuenses de Cais do Sodré, Rossio, Alfama, Bairro Alto, Príncipe Real, Baixa do Porto e Ribeira, a que se junta este ano a Madragoa. Poder-se-á percorrer os 52 estabelecimentos aderentes em Lisboa e os 29 estabelecimentos no Porto, onde se encontrarão tapas de elevada qualidade, inovadoras e especialmente confecionadas com Sabores da Terra e do Mar, harmonizadas com uma cerveja Estrella Damm 0,25l, a um preço de fixo de 3€.

 

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Espaços aderentes: Rota das Sedas, Remake, Gayola, Mascote da Atalaia, Le Moustache Smokery, Tapas Bar 28, Esplanada Princípe Real, Gallassa Café, Conversa Fiada, Chiado Terrasse, 3 Pimentas, New Black, Dogtown Burguer Joint, The George, Santo Antão, Tágide, Casa 7, Storik, Taberna do Rossio, Arco da Velha, Pão à Mesa, Limoncello, Tapas Bar 52, Vertigo Café, Petiscos no Bairro, Bella Lisa Elevador, Tapa Bucho, Bar Entretanto (Hotel do Chiado), Soul Café, O Lugar, San Siro, Mercearia Tosca, Oficina do Duque, Lateral Cais do Sodré, Café do Rio, Maruto Bar & Bistro, Pastel do Fado, The Black Corvus, Ti' CamilaEl Tomate e Origami.

 

Eu já escolhi os meus petiscos. Bora lá tapear!

Boas descobertas!

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Sopa de aipo e cenoura com presunto

por Paula, em 21.05.15

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O aipo é um legume que faz parte de um pequeno conjunto de ramos comestíveis, como o ruibarbo, e que cresce a partir de bolbos. Existem várias qualidades que se distinguem pela cor que pode ser verde-esbranquiçada, amarelada ou verde-escura. Ao escolher-se, deve ter-se em atenção que o talo deve quebrar e não dobrar, pois será sinal de não estar fresco e de já ter perdido propriedades.

 

Este poderoso talo caracteriza-se, ainda, por ter um aroma intenso e um sabor fresco e picante, devendo, por isso, ser utilizado com alguma parcimónia. Tanto se pode utilizar cru, ralado, para servir em sandes, em saladas, com um molho, ou na forma cozinhada, em sopas, refogados e assados. A regra que importa reter é a de não abusar para que o seu sabor e aroma não dominem inteiramente o prato. Fora isso, é aproveitar o bom sabor que confere aos cozinhados.  

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INGREDIENTES

2 cebolas, picadas

3 dentes de alho, picados

2 talos de aipo, cortados em juliana

1 chuchu, cortado em pedaços

2 curgetes, cortadas em pedaços

4 cenouras, cortadas em pedaços

1/2 molho de coentros

1 c. de chá de pasta de gengibre (ou gengibre fresco)

2 c. de sopa de aveia

Sal q.b.

Pimenta q.b.

1 fio de azeite

Água q.b.

Fatias finas de presunto q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Colocar o azeite e a cebola numa panela e deixar alourar. De seguida, juntar o alho e envolver. Adicionar então as cenouras, o aipo, o chuchu, as curgetes, os coentros, a aveia e temperar com sal, pimenta e a pasta de gengibre. Envolver e cobrir com água. Deixar levantar fervura e cozinhar durante cerca de 20 minutos. Reduzir a creme com a varinha mágica e rectificar a quantidade de água se necessário até obter a consistência desejada.

 

Servir com uma generosa fatia de presunto e finalizar com mais um pouco de azeite.

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Esta sopa é claramente marcada pelo picante do aipo que, não obstante, liga bem com os restantes ingredientes. Por outro lado, a aveia confere à sopa uma consistência cremosa, substituindo muito bem a batata.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Bolo de maçã

por Paula, em 17.05.15

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As maçãs são um fruto versátil. Tanto se comem cruas, como cozinhadas no forno ou mesmo cozidas. Num registo de pratos salgados, com elas se faz um bom puré e um excelente chutney, ambos para acompanhar carnes. Mas servem também para fazer bolos que sabem a conforto caseiro.

 

Ontem, para um lanche mais docinho, preparei este bolo que agradou a todos. Para o efeito, utilizei maçãs Granny Smith, que foram descobertas em 1868 e  que se caracterizam por serem estaladiças e muito ácidas.

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 INGREDIENTES

4 ovos

3 maçãs Granny Smith

1 chávena de óleo

1 c. de chá de essência de baunilha

2 chávenas de farinha

1 c. de chá de fermento

1 chávena de açúcar + 3 c. de sopa para cobrir o bolo

1 pitada de sal fino

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

 

Descascar uma maçã e mais metade de outra, cortar em pedaços e colocar numa liquidificadora. Juntar os ovos, o óleo e a essência de baunilha e bater tudo até obter um creme leve e esbranquiçado.

 

Numa taça, colocar a farinha, o fermento, o açúcar e o sal. Abrir um buraco no centro e deitar o preparado liquido. Envolver bem com um fouet até a massa fazer efeito de folhas de livro quando cai da colher.

 

De seguida, untar uma forma com manteiga e forrar o fundo amovível com papel papel vegetal e deitar o preparado na forma.

 

Descascar as restantes maçãs e cortá-las em gomos finos. Cobrir o bolo com as maçãs e finalizar com o açúcar para que fique com um aspecto caramelizado e uma textura crocante.

 

Levar ao forno durante cerca de 30 a 40 minutos.

 

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

 

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Pêras com queijo quark

por Paula, em 15.05.15

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Penso em probabilidades, em combinações extravagantes, mas é a simplicidade que me leva sempre a melhor. Não concebo a vida de outra forma. E porque a cozinha é o meu laboratório de free time cooker and inventor, é nela que consigo aplicar a minha filosofia de vida, as minhas alegrias e as minhas tristezas. Cozinhar um prato simples é, por isso, algo que me dá um grande prazer. E utilizar um ingrediente novo  faz-me sentir tão feliz quanto uma criança que descobre uma história nova cheia de magia e cor porque é conhecimento adquirido.

 

A receita de hoje tem um ingrediente que nunca tinha utilizado antes. Trata-se do queijo quark - um queijo alemão que se pode encontrar à venda no Lidl (passo a publicidade). Tradicionalmente é feito com leite fermentado com bactérias acido-lácteas ou coalho. Ao separar-se o leite coalhado e as partes sólidas das líquidas, obtém-se um soro que dará então origem ao quark, a que se juntará ainda nata de acordo com a percentagem de gordura que se queira dar ao queijo. É bom para utilizar em sobremesas e bolos, um pouco à semelhança do mascarpone, mas um pouco mais ácido e com uma textura mais "primitiva".

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INGREDIENTES

2 pêras packman

1 c. de sopa de manteiga

1 c. de sopa de açúcar amarelo

1 pitada de sal fino

2 c. de sopa de licor Cointreau

Queijo quark q.b.

Canela em pó a gosto

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar as pêras e cortar ao meio, retirar as sementes e voltar a partir em 3 partes cada metade.

 

Colocar a manteiga numa sertã, adicionar as pêras de modo a que fiquem todas em contacto com a base do recipiente. De seguida, temperar com uma pitada de sal. Cobrir com o açúcar e deixar cozinhar durante cerca de 5 minutos.

 

Voltar as pêras de modo a ficarem cozinhadas do outro lado. Regar com o licor Cointreau e deixar cozinhar até que fiquem um pouco caramelizadas.

 

Bater bem o queijo quark  para que fique mais cremoso. Reservar.

 

Colocar as pêras num prato e juntar o queijo quark e a canela.

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Cada pedaço de pêra encontra-se revestido de uma leve camada de caramelo saboroso que a adição de sal eleva a outro patamar. Quando se trinca o caramelo que envolve a fruta, dá-se uma explosão de sabores e de texturas na boca. O contraste entre o caramelo e a polpa da pêra é muito bom. Para quebrar o doce e o sabor mais intenso da manteiga, o queijo quark funciona lindamente por ser ligeiramente ácido, pois refresca o palato. Pode substituir-se o queijo por natas frescas ou iogurte.

 

Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Bolo de laranja rápido

por Paula, em 11.05.15

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Quantas vezes não desejamos comer um bolo caseiro e pensando no trabalho que dá separar as claras das gemas, bater as claras em castelo, etc, logo desistimos da ideia? Pois este bolinho é muito fácil e rápido de fazer porque não temos que raspar a casca da laranja e espremer o sumo para juntar à massa. A laranja vai inteirinha para o bolo. É caso para dizer que nada se desperdiça. Mas deixem-me ainda vender um pouco mais este bolinho. Os argumentos que a seguir apresento, certamente que também vos agradam: leva poucos ingredientes e nem é preciso ir buscar a balança à última prateleira do armário. É só pegar numa chávena de chá e ela será única medida de que se irá precisar. Vamos então à receita?

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INGREDIENTES

1 laranja sumarenta, com casca, cortada em pedaços

4 ovos

1 chávena de óleo (250 ml)

2 chávenas de farinha, peneirada

1 chávena de açúcar

1 c. de chá de fermento

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

 

Num liquidificador, colocar a laranja, os ovos e o óleo. Bater até obter um creme leve e esbranquiçado.

 

Noutro recipiente, colocar a farinha, o fermento e o açúcar. Adicionar o creme de laranja e envolver até a massa ficar leve e uniforme.

Deitar em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno durante 30 minutos.

 

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Para além da defesa feita no intróito deste post em prol do bolo de laranja com casca, devo dizer, ainda, que fica húmido, fofo e delicioso. Espero ter-vos convencido e espero que o façam em breve.

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 Bom apetite!

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Puré de abóbora

por Paula, em 10.05.15

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Entre arrumações, desarrumações e separações do que fica e do que vai, o caos está instalado cá em casa. Já esteve pior, mas a saga continua. A boa notícia é que finalmente encontrei um sítio para entregar os livros que já tiveram o seu papel na minha vida e que agora irão dar alegria a outros rostos. O mesmo se passa com algumas roupas que foram ficando no armário na esperança de voltar a caber nelas. Servirão melhor a outra mulher. Certamente que a farão mais feliz e consequentemente a mim também.

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INGREDIENTES

1,5 kg de abóbora, sem casca e partida em cubos

1 dente de alho, ralado

1 c. de café de gengibre ralado

1 fio de azeite

1 pitada de pimenta, moída na hora

1 pitada de noz-moscada

Sal q.b.

50 g de queijo ralado

200 ml de natas

 

PREPARAÇÃO

Cozer, de véspera, a abóbora e deixá-la a escorrer numa rede em cima de uma tigela larga, de preferência no frigorífico, para que liberte a água.

 

Deitar o azeite num tacho, juntamente com o alho e o gengibre. Juntar a abóbora e temperar com sal, pimenta e a noz-moscada. Depois de os sabores se fundirem, adicionar o queijo e deixar que o mesmo se dissolva, envolvendo bem na abóbora.

 

Finalmente, adicionar as natas e envolver. Deixar cozinhar até as natas espessarem um pouco e o preparado adquirir uma cor uniforme. Reduzir a puré com ajuda da varinha mágica e servir quente com carne.

 

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Este puré  foi uma revelação para mim. Não esperava que resultasse tão bem.

 

Bom apetite!

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Lombo de porco assado com alcaravia

por Paula, em 08.05.15

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Os gregos chamaram-lhe karon. Os àrabes diziam-na karwaia. Na Idade Média era conhecida como cari. Da família das umbelíferas, a alcaravia ou cominhos-dos-prados (carum carvi) é uma erva aromática de sabor intenso a lembrar um pouco os cominhos, sendo por isso algumas vezes confundida com aqueles. Dá-se essencialmente nos climas frios da Europa Setentrional e Central e nas montanhas limitantes da Europa Mediterrânica. É muito utilizada no norte da Europa para aromatizar pastelaria e charcutaria. Também constitui a base do licor Kümmel e é óptima para dar vida e sabor a sopas, saladas e estufados.

 

O meu primeiro contacto com as sementes de alcaravia aconteceu em Budapeste por via da goulash. Quando regressei a Portugal, tentei encontrá-la mas nas lojas ninguém a sabia identificar. Todavia, hoje, já se consegue comprar em algumas grandes superfícies.

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INGREDIENTES

1 lombo de porco com 2 kg

1 limão

1 c. de chá de sementes de alcaravia

1 c. de chá de cominhos

1 c. de chá de pimenta branca

1 c. de chá de paprica

1 piri-piri, picado

2 c. de sopa de azeite aromatizado com tomilho e alecrim (ou simples)

1 cabeça de alhos, cortada ao meio + 4 alhos, picados

Sal q.b.

250 ml de vinho branco

100 ml de água

1 c. de chá de farinha

 

PREPARAÇÃO

Colocar o lombo de porco num recipiente fundo, cobrir com água e regar com o sumo do limão. Deixar as metades do limão junto do lombo, tapar o recipiente com película aderente e reservar no frigorífico de um dia para o outro.

 

Retirar o lombo da água, secar com papel de cozinha e com uma faca fazer um golpes. De seguida, juntar o azeite, as especiarias e os alhos picados, envolver bem e barrar a carne com a mistura, tendo o cuidado de colocar algum tempero nos entalhes da carne para que ganhe mais sabor.

 

Colocar o lombo já temperado num tabuleiro de ir ao forno, bem como as metades de cabeça de alho, o vinho branco e a água. Levar ao forno pré-aquecido a 160.º C durante 60 minutos. Ao fim desse tempo, virar a carne e deixar assar por mais 60 minutos. Aumentar a temperatura para os 200.º C e deixar cozinhar por mais 30 a 40 minutos até a carne estar cozinhada.

 

Retirar a carne do tabuleiro e colocar numa tábua para repousar um pouco. Depois, levar ao lume o tabuleiro onde se assou a carne, adicionar a farinha diluída num pouco de água ao molho que restou da carne e juntar os alhos assados que se retiram das cascas pressionando ligeiramente. Envolver bem com a ajuda de uma colher até engrossar. Finalmente, triturar tudo num copo com a ajuda da varinha mágica. Servir a carne fatiada apresentando o molho à parte numa molheira.

 

As sementes de alcaravia ligaram muito bem com o lombo de porco e com o molho que posteriormente o regou, dando-lhe vida.

 

Bom apetite!

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