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Esta semana passou a voar. Embora tenha estado em casa, senti-me num campo de férias. Em boa verdade, acho que foi isso mesmo o que aconteceu.

 

Por força de ficar com os sobrinhos, organizei actividades para toda a semana. Assim, tivemos manhãs de pintura e bricolage, jardinagem e, na sexta-feira, a tarde foi dedicada à culinária. O resultado do esforço da pequenada foi um festim de bolinhos com uma cobertura (mais) saudável.

 

Em virtude desta tarefa, no final do dia, já se desenhavam planos para futuros cozinheiros que começaram pela consulta de vários livros de culinária cá de casa. De vez em quando interrompiam a leitura para perguntarem: e este, tia? Deve ficar muito delicioso! Bom, se será assim ou não, só o futuro o dirá, mas é bom vê-los entusiasmados com a comida e com a sua preparação.

 

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 INGREDIENTES

1 chávena de farinha de trigo (250 ml), peneirada

1 chávena de farinha integral, peneirada

1 colher de chá de fermento

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 chávena de cacau

1 chávena de açúcar baunilhado

120 g de manteiga, derretida

350 ml de leite

2 ovos, mexidos

250 g de queijo creme

250 g de creme de sésamo com mel

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

 

Forrar um tabuleiro ou formas de queques com forminhas de papel. Reservar.

 

Numa tigela larga e funda, colocar as farinhas, o fermento, o cacau, o bicarbonato de sódio e açúcar baunilhado. Envolver tudo e abrir uma cova no meio para, de seguida, deitar o leite, os ovos e a manteiga derretida. Mexer tudo, mas ter o cuidado de não o fazer em demasia.

 

Com a ajuda de uma colher, encher as forminhas com o preparado. Levar ao forno cerca de 20 minutos. Retirar e deixar arrefecer um pouco.

 

Enquanto isso, bater o queijo creme com o creme de sésamo até ficar homogéneo e fácil de preparar. Neste passo, se se pretender um creme mais doce, poder-se-á adicionar um pouco de açúcar em pó.

 

Cobrir os queques com a ajuda de uma colher ou,  para uma apresentação mais sofisticada, com um saco de pasteleiro com bico de estrela.

 

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Bom apetite!

Que bos faga bun purbeito!

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Partilha ou exibicionismo?

por Paula, em 13.08.15

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A capacidade de partilhar é uma qualidade que nos torna mais humanos; é dizer-se e saber-se um ser sensível, despojado de egoísmo.

 

Infelizmente, existe a ideia de que quem partilha o faz para se exibir e não pelo simples acto de comungar com o outro, de gozar do mesmo prazer de ter, de provar, de sentir. 

 

Para mim, quando algo é partilhado torna-se mais bonito, mais saboroso. Tudo se torna (ou deveria tornar-se) melhor. Só assim é que a vida faz sentido.

 

Para que conste: nos escritos deste blogue fica exarado que as partilhas, aqui, são para continuar com o mesmo gosto. Por isso, deixo-vos uma receita de ensopado de pato que fica uma delícia. E, já agora, partilhem com quem mais desejarem (e, sobretudo, com quem vos trate bem). ;-D

 

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ENSOPADO DE PATO

 

INGREDIENTES

Para o ensopado:

1 pato inteiro c/ os miúdos

3 cebolas médias, cortadas em meias-luas

2 alhos, ralados

1/2 de limão

1 ramo de salsa, picada

1 haste de serpão

2 folhas de louro

2 cravinhos

1 piri-piri

1 colher de sopa de banha

1 colher de sopa de farinha

3 dl de vinho tinto (de boa qualidade)

Sal e pimenta, moída na hora, q.b.

Fatias de pão torrado q.b.

 

Para o caldo:

2 cenouras, cortadas em pedaços

1 cebola, cortada em quartos

2 dentes de alho, cortados ao meio

2 alhos franceses, médios, cortados em rodelas

1 folha de louro

A carcaça do pato

1 litro de água

Sal e pimenta q.b.

 

PREPARAÇÃO

Começar por lavar bem o pato e secá-lo com papel de cozinha. De seguida, esfregá-lo com rodelas de limão para dar sabor e para atenuar o sabor da gordura da ave.

 

Partir o pato em pedaços, tendo o cuidado de separar as partes do peito da carcaça. Esta servirá para fazer o caldo. Esfregar com sal e os alhos. Cortar os miúdos em pedaços pequenos. Reservar.

 

Entretanto, deve dar-se início ao caldo que irá cobrir o ensopado. Para isso, colocar todos os ingredientes numa panela. Deixar levantar fervura e cozinhar cerca de 40 minutos. Coar e reservar até ser necessário.

 

Num tacho, colocar a banha e o pato com a pele voltada para baixo. Deixar cozinhar até ficar dourado e voltar para que sele do outro lado. Quando tiver aloirado, polvilhar com a farinha. Cobrir com o vinho. Colocar os restantes ingredientes e 2 dl do caldo. Tapar e deixar estufar em lume brando até o pato ficar bem tenro. Ao longo da cozedura, deverá adicionar-se um pouco mais do caldo para que o molho não seque.

 

No final, retirar o molho, levar por uns minutos ao frigorífico para que a gordura solidifique. Retirar a mesma com a ajuda de uma escumadeira. Reaquecer o molho. Colocar umas fatias de pão no fundo de uma travessa funda, dispor o pato e cobrir com o abundante molho e um pouco de salsa ou coentros frescos, picados na hora.

 

Sugestão: o caldo que sobrar poderá congelar-se para se utilizar mais tarde para dar sabor a outro prato.

 

Este ensopado fica realmente delicioso.

 

Bom apetite!

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Espetadas de melão e manga

por Paula, em 11.08.15

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Das coisas boas que o Verão nos traz, para além dos dias mais longos, estão incluídas as frutas e as cores garridas. Ambas simbolizam a alegria de viver. Há uns dias, uma senhora do alto dos seus 70 anos (parecendo ser vinte anos mais nova), dirigindo-se a mim e a uma amiga minha, numa daquelas conversas que se iniciam no supermercado a propósito de pedido de opinião sobre um produto, dizia: meninas vivam a vida! Foi o que eu sempre fiz. Enquanto fui nova, aproveitei a vida! E eu, tenho para mim, que deve ser mesmo assim. Há que aproveitar as coisas boas da vida e vivê-la!

 

INGREDIENTES

1 melão

1 meloa

2 mangas

Folhas de hortelã q.b.

 

PREPARAÇÃO

Cortar o melão e a meloa em fatias. Limpar de pevides e casca. Cortar em pedaços.

 

Descascar as mangas. Cortar em fatias grossas e depois em pedaços.

 

Colocar em espetos de pau pequenos os pedaços de melão, manga e meloa intercalados com folhas de hortelã a gosto.

 

Servir bem fresco.

 

Bom apetite!

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Pão de canela e avelãs

por Paula, em 08.08.15

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Fazer pão é talvez uma arte tão antiga como a própria função de cozinhar. Este constitui a base da alimentação em qualquer sociedade ou cultura, no sentido de que em todas elas existe uma forma própria de fazer pão.

 

Trata-se de um processo longo que requer boas mãos e, sobretudo, bons ingredientes, a começar pela farinha. A arte de amassar pede saber, experiência e vontade. Se no tempo da minha mãe era obrigatório saber amassar o pão, o que na minha família felizmente ainda perdura, agora, no meu, a tarefa está mais facilitada devido às máquinas para fazer pão. Sinto-me uma sortuda, pois sei que não tenho (ainda) mãos nem saber para amassar o pão como deve ser.

 

Por isso, a receita de hoje é uma forma de contornar o não saber e aproveitar as vantagens de viver numa era em que existem utensílios robotizados para quase todas as tarefas ligadas à culinária.

 

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INGREDIENTES

300 ml de água morna

300 g de farinha de trigo para pão (tipo 65)

200 g de farinha integral

2 colheres de sopa de mel

1 colher de chá de sal (fino)

25 g de fermento de padeiro

1 colher de chá de canela

4 colheres de sopa de azeite extra virgem

150 g de avelãs (picadas grosseiramente)

 

PREPARAÇÃO

Regular a máquina de fazer pão para o programa pão branco e para as 750 g.

 

Na cuba da máquina, colocar a água, o sal, as farinhas peneiradas, a canela, o fermento de padeiro, o mel e o azeite (respeitar esta ordem para não colocar o sal e o fermento juntos). Iniciar o programa.

 

Depois de amassar a massa, ou seja, 20 minutos depois de iniciado o programa, a máquina emitirá um sinal sonoro para que se adicione as avelãs.

 

Deixar a máquina finalizar o programa, retirar o pão e dispô-lo sobre uma rede para que arrefeça um pouco. Servir ainda quente com manteiga ou compota a gosto.

 

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Bom apetite!

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Pimentos recheados

por Paula, em 04.08.15

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Rola o tempo sem que se dê conta e com ele as estações do ano. Agora, é hora de comungar com os bons frutos e legumes que o Verão nos proporciona. À minha cozinha, têm chegado pimentos em quantidade suficiente para consumir de imediato, mas também para abastecer o congelador e a dispensa para os dias mais frios. E tal qual formiga, é  isto que tenho feito nestes últimos dias.

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Pese embora a importância de conservar os pimentos que me chegam em quantidade, também os consumo frescos. Tinha, efectivamente, outra ideia para cozinhar estes pimentos coloridos, mas ao encontrar, por mero acaso, uma receita de pimentos recheados na revista do Continente n.º 49, de Outubro de 2014, não hesitei e adaptei-a ao meu gosto e aos ingredientes que ainda repousavam na bancada da minha cozinha sem destino certo.

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 INGREDIENTES

4 pimentos coloridos

1 dente de alho, picado

Sal e pimenta q.b.

Azeite q.b.

Um molho (ou uma embalagem) de espinafres, arranjados

200 g de queijo feta

200 g de queijo creme

Orégãos q.b.

2 queijos mozarela

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 180.º C. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e reservar.

 

Cortar os pimentos ao meio e retirar as sementes e as nervuras brancas. Regar com um pouco de azeite e temperar com sal, pimenta e o alho picado. Levar ao forno durante cerca de 15 minutos.

 

Entretanto, num robô de cozinha, colocar os espinafres, o queijo feta e o queijo creme e triturar até obter um creme. Temperar com um pouco de sal, pimenta, orégãos e azeite e envolver tudo muito bem.

 

De seguida, retirar os pimentos do forno e, com a ajuda de uma colher, recheá-los com o preparado de espinafres.

 

Finalmente, cortar os queijos mozarela em rodelas e dispor por cima dos pimentos recheados. Levar novamente ao forno por mais 10 minutos ou até o queijo derreter e ficar dourado.

 

Servir com arroz basmati ou com uma salada fresca.

 

Bom apetite!

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Curgete recheada com morcela e figos

por Paula, em 20.07.15

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Sempre fui rapariga de gostar de enchidos. Embora saiba que não são ideais para a saúde, a verdade é que o cheiro do fumeiro e toda aquela azáfama que o antecede me marcaram bastante, levando-me a ser boa apreciadora dos seus produtos. Todavia, de há uns tempos a esta parte, tenho tentado cortar com este tipo de alimentos, sendo que não tem sido tarefa fácil. E a questão não está na tentação de os comprar porque gosto. Não. A razão é mais melindrosa...

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O que fazer quando a mãe e as primas nos brindam constantemente com estas iguarias? Recusar? Não parece muito correcto, pois não? Por isso, se não os podes vencer, junta-te a eles e contorna a questão o melhor que puderes. Foi o que fiz. Juntei uma morcela, os figos e as curgetes que a minha mãe me trouxe da Serra da Estrela e fi-las como se segue. :-)

 

INGREDIENTES

300 g de bacon em tiras

1 morcela de qualidade

½ paio de porco e de alce (Ikea)

1 cebola

2 dentes de alho

2 folhas de louro

1 copo de vinho branco

1 c. de chá de gengibre ralado

1 c. de chá de mostarda francesa em grão

400 g de tomate em lata

1 haste de sarpão

300 g de figos secos

1 curgete + 4 p/ rechear

1 ramo de salsa picada

Queijo mozarela ralado q.b.

Azeite e sal q.b.

 

PREPARAÇÃO

Num tacho, colocar o bacon até ficar dourado. Picar a cebola e o alho no robot. Juntar ao bacon e deixar alourar. Adicionar o louro e refrescar com o vinho branco. Deixar que o álcool evapore.

 

De seguida, triturar o tomate, utilizando ainda o robot, e adicionar à cebola e ao bacon. Temperar com o gengibre, a mostarda e o sarpão.

 

Partir a morcela ao meio, retirar as pontas, a pele e cortar em pedaços. Colocar no robot e juntar o paio, a que se retirou também a pele. Triturar e juntar ao preparado, envolvendo bem.

 

Os figos são também triturados no robot e adicionados à morcela. Envolver e deixar cozinhar alguns minutos. Depois, é altura de juntar a curgete cortada em pedaços, bem como a salsa picada. Deixar cozinhar cerca de 30 minutos em lume brando e com o tacho tapado. Verificar e mexer de vez em quando até estar bem apurado.

 

Ligar o forno a 200º C. Lavar as restantes curgetes e cortá-las longitudinalmente. Com a ajuda de uma colher, retirar o excesso de polpa ou sementes, se as houver. Temperar com um pouco de sal fino e um fio de azeite. Levar ao forno em tabuleiro forrado com papel vegetal e deixar cozinhar cerca de 20 minutos. Retirar.

 

Rechear as curgetes com o preparado de morcela e figos, utilizando uma colher de sopa para facilitar a tarefa. Finalizar com bastante queijo mozarela e levar novamente ao forno até o queijo derreter e ficar dourado.

 

Fica um prato agridoce muito delicioso que se serve com um perfumado arroz basmati.

 

Nota: Fui eu que comprei o paio de porco e de alce, mas não digam a ninguém. ;-)

 

 

Bom apetite!

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De cada vez que olho para os queijos chamados azuis, lembro-me de quando uma das minhas tias emigrou para França, levando consigo duas filhas que tinham entre os seis e os dois anos. De início, deixava-as em casa de uma senhora francesa que, feliz por cuidar das pequenas, lhes dava o que de melhor tinha em casa. E na sua opinião um bom queijo Roquefort era o melhor que lhes podia oferecer. A reacção da minha prima mais velha não foi a melhor quando a simpática senhora lhe estendeu um pedaço do queijo para provar. Quando a mãe as foi buscar, a menina tratou logo de a informar que não voltava a ficar em casa daquela senhora, pois ela tinha-lhes dado um "queijo podre para o lanche".

 

Marcada por esta história que ainda hoje desencadeia gargalhadas despregadas, levei algum tempo a encarar os queijos azuis com simpatia. Todavia, agora posso afirmar que sou fã e que os utilizo com alguma regularidade em  pratos de peixe, de massas e em saladas.

 

Mas não foi pelo Roquefort que decidi fazer esta salada. Foi antes peloo particular objectivo de provar o queijo halloumi que há muito desejava experimentar. E não me desapontei. Adorei a consistência e o sabor que conjugou perfeitamente com os restantes ingredientes.

 

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 INGREDIENTES

Folhas de alface romana e de alface roxa q.b., cortadas grosseiramente

1 queijo halloumi, fatiado

250 g de queijo Roquefort ou Gorgonzola, partido em pedaços

Tomate, cortado em meias-luas, q.b.

Salsa e coentros picados q.b.

Cenoura ralada q.b.

Sal fino q.b. (facultativo)

Vinagrete de maçã (de compra),q.b.

Vinagre de cidra, q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Lavar todos os legumes em água corrente. De seguida, colocá-los  numa taça com água e um pouco de vinagre de cidra durante cinco minutos. Depois, escorrer e cortar.

 

Depois, há que tratar de grelhar o queijo halloumi até ficar caramelizado.

 

Finalmente, há que proceder à derradeira tarefa antes de se entar à mesa. Para empratar, dispor os vegetais numa taça de servir, temperar com uma pitada de sal fino, regar com a vinagreta de maçã e finalmente adicionar os queijos.

 

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Esta salada é uma celebração aos dias quentes e soalheiros e também um apelo ao convívio em espaços ao ar livre.

 

Bom apetite!

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Clafoutis de tomate-cereja

por Paula, em 26.05.15

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O Verão sabia a mar. Era tempo de ansiar por uma ida à praia, verdadeiro sinónimo de que o calor e os dias longos tinham vindo para ficar. As brincadeiras prolongavam-se pela noite dentro. Sem pressas. Olhavam-se as estrelas, inventavam-se histórias e a melodia das gargalhadas vivas soltavam-se pelo ar em compassos combinados com os murmúrios das ondas. Era o meu tempo de alegria. De liberdade. Os mergulhos na água salgada traduziam-se no êxtase dos dias. Quando a pele ficava engelhada e o frio vencia a vontade de sonhar em sal, era tempo de alimentar o corpo.

 

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O tomate, enquanto fruto da época das alegrias e liberdades – a mais cool do ano - devolve-me este espírito desenhado em mapas de rotas perdidas que já não consigo encontrar. Agora, são os pratos que delineiam outros rumos e que tomam o leme do novo curso da vida. Novo, sim; mas nem por isso menos interessante e prazenteiro.

 

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INGREDIENTES

 

500 g de tomates-cereja

Azeite q.b.

3 dentes de alho, picados

1 chávena de manjericão fresco, picado

Orégãos q.b.

4 ovos

300 ml de leite

120 g de farinha, peneirada

60 g de queijo parmesão ralado

Sal e pimenta q.b.

 

PREPARAÇÃO

 

Pré-aquecer o forno a 200.ºC.

 

Aquecer o azeite numa frigideira e adicionar os alhos picados. Saltear por um minuto. De seguida, juntar os tomates-cereja e metade do manjericão. Deixar cozinhar cerca de dois minutos.

 

Colocar os tomates-cereja em travessas individuais, ligeiramente fundas, que possam ir ao forno.

 

Entretanto, bater os ovos com a farinha, o leite e o queijo. Temperar com sal e pimenta e um pouco de orégãos.

 

Verter o preparado sobre os tomates-cereja, juntar o restante manjericão e levar ao forno durante vinte minutos ou até prender.

 

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Esta versão salgada do clafoutis é óptima para fazer e levar para um piquenique em dia de praia. É leve. Os seus aromas frescos combinam bem com dias tranquilos e quentes.

 

Nota: Receita retirada da Continente Magazine n.º 49, de Outubro de 2014

 

Bom apetite!

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Budapeste, de Chico Buarque

por Paula, em 23.05.15

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 “(…) Budapeste, cortada por um rio. O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela.”

 

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Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira.”

 

Budapeste cativou-me logo pelo nome. Quando entrei na livraria, recém-chegada da capital húngara, os meus olhos caíram, por mero acaso, naquele livro que parecia estar à minha espera. Não sabia de que tratava, nem tão pouco fazia ideia dos trabalhos do autor na área da literatura, confesso. Não foi, pois, a curiosidade sobre a obra realizada pelo autor, mas antes o nome da cidade impressa como título que me levou a pegar nele e a folheá-lo. Depois, sim. A primeira frase arrancou-me um sorriso inesperado e o meu coração deu um pulo. Era como se ele, o autor, me conhecesse e soubesse que eu iria passar por aquele sobressalto de querer aprender, sem razão e quase de forma obsessiva, aquela que “segundo as más-línguas, é a única língua do mundo que o diabo respeita”. Aquele arranque do livro era eu naquele momento a querer desbravar uma língua nova apenas porque me apaixonei pela sua sonoridade. E quando mais ninguém compreendia, Chico Buarque de Hollanda sabia, conhecia, e soube descrever a minha angústia. É o feitiço da língua húngara.

 

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"Sem a mínima noção do aspecto, da estrutura, do corpo, mesmo das palavras, eu não tinha como saber onde cada palavra começava e até onde ia. Era impossível destacar uma palavra da outra, seria como pretender cortar um rio com uma faca. Aos meus ouvidos, o húngaro poderia ser mesmo uma língua sem emendas, não constituída de palavras, mas que se desse a conhecer só por inteiro.”

 

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SINOPSE

Budapeste conta-nos a estória de José Costa, um escritor anónimo pago para produzir artigos de jornal, discursos políticos, cartas de amor, monografias e autobiografias romanceadas que outros assinam.

 

Um dia, regressando de um congresso de escritores anónimos em Istambul, é obrigado a fazer uma escala forçada em Budapeste. Fascinado pela língua magiar, José Costa retorna à capital húngara, passando a ser Zsose Kósta, e tornando-se amante de Kriska, a sua professora. A obsessão de dominar completamente o novo idioma leva-o a viver num tresloucado vaivém entre o Rio de Janeiro, onde vive a sua mulher, e Budapeste, onde passa a viver com Kriska.

 

No Rio de Janeiro, José atinge o auge da sua carreira com o best-seller involuntário, O Ginógrafo, “autobiografia” forjada do empresário alemão Kasper Krabbe, que aprendeu a escrever o português no corpo nu das mulheres. Em Budapeste acaba por escrever Os Tercetos Secretos em nome de um poeta, Kocsis Férenc, em franca decadência.

 

Budapeste é a história de um escritor dividido entre duas cidades, duas mulheres, dois livros e duas línguas, uma intrigante, e por vezes divertida, especulação sobre identidade e autoria.

 

O romance foi adaptado ao cinema num filme realizado por Walter Carvalho, onde participam os actores portugueses Ivo Canelas e Nicolau Breyner, com Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e Gabriella Hámori nos principais papéis.

 

 

DO AUTOR

Chico Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. É mais conhecido pelos seus trabalhos como cantor e como compositor. Como escritor, publicou as peças Roda Viva (1968), Calabar (1973), Gota d’Água (1975) e Ópera do Malandro (1979) já exibida em Portugal. É, ainda, autor da novela Fazenda Modelo (1974) e dos romances Estorvo (1991), Prémio Jobuti 1992, Benjamin (1995), Budapeste (2003), Prémio Jobuti 2004, Leite Derramado (2009), Prémio Jobuti e Prémio PT de Literatura 2010, e mais recentemente de O Irmão Alemão.

 

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"Tenho esse ouvido infantil que pega e larga as línguas com facilidade, se perseverasse poderia aprender o grego, o coreano, até o vasconço. Mas o húngaro, nunca sonhara aprender."

 

Boas leituras!

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Sabores da Terra e do Mar

por Paula, em 23.05.15

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Lisboa e Porto contam, desde o dia 21 de maio e até ao próximo dia 7 de junho, com a quinta edição da Rota de Tapas Estrella Damm, um acontecimento especial para os a amantes dos petiscos e da verdadeira tradição cervejeira.

 

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Entre marisco e peixe fresco dos nossos mares, queijos, enchidos e carnes de pastos verdejantes, os Sabores da Terra e do Mar são a combinação perfeita de ingredientes, aromas e cores para esta época, apelando ao convívio informal que casa bem com o bom tempo que se faz sentir. Calor, cerveja, petiscos e boa companhia são os ingredientes que ajudam a gravar um bom momento na eternidade.

 

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Esta rota decorre nos bairros lisboetas e portuenses de Cais do Sodré, Rossio, Alfama, Bairro Alto, Príncipe Real, Baixa do Porto e Ribeira, a que se junta este ano a Madragoa. Poder-se-á percorrer os 52 estabelecimentos aderentes em Lisboa e os 29 estabelecimentos no Porto, onde se encontrarão tapas de elevada qualidade, inovadoras e especialmente confecionadas com Sabores da Terra e do Mar, harmonizadas com uma cerveja Estrella Damm 0,25l, a um preço de fixo de 3€.

 

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Espaços aderentes: Rota das Sedas, Remake, Gayola, Mascote da Atalaia, Le Moustache Smokery, Tapas Bar 28, Esplanada Princípe Real, Gallassa Café, Conversa Fiada, Chiado Terrasse, 3 Pimentas, New Black, Dogtown Burguer Joint, The George, Santo Antão, Tágide, Casa 7, Storik, Taberna do Rossio, Arco da Velha, Pão à Mesa, Limoncello, Tapas Bar 52, Vertigo Café, Petiscos no Bairro, Bella Lisa Elevador, Tapa Bucho, Bar Entretanto (Hotel do Chiado), Soul Café, O Lugar, San Siro, Mercearia Tosca, Oficina do Duque, Lateral Cais do Sodré, Café do Rio, Maruto Bar & Bistro, Pastel do Fado, The Black Corvus, Ti' CamilaEl Tomate e Origami.

 

Eu já escolhi os meus petiscos. Bora lá tapear!

Boas descobertas!

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